ficção
Fotografias: RTP/Divulgação

Na televisão e no cinema, a ficção portuguesa continua a conquistar além-fronteiras

3 Caminos é a nova série da RTP em coprodução com a Amazon Prime Video, tornando-se mais um dos produtos de ficção nacional a chegar ao exterior. Ao longo dos últimos anos, a ficção televisiva portuguesa tem dado passos largos na tentativa de diversificar as formas de contar histórias e os públicos a quem querem chegar.

Fita Isoladorapodcast do Espalha-Factos, recebe Pandora da Cunha Telles, produtora na Ukbar – responsável por produções como A Espia, em coprodução com a Galiza, ou o novo projeto Contado Por Mulheres, que tem objetivo de chegar ao streaming internacional – para falar sobre como se cria ficção com olho à passagem além fronteiras.

Ouve o episódio aqui:

Apesar de o cenário da ficção em Portugal ainda ser dominado pelas telenovelas, tradicionalmente o produto de ficção com mais expressão nas nossas televisões, o caso começa a alterar-se e temos hoje uma produção crescente de séries e formatos a acompanhar aquilo que se faz no século XXI. 

Estas produções têm outras características que estão a despertar a atenção do estrangeiro e a tornar as séries portuguesas apetecíveis no mercado internacional, algo que também acontece com o cinema, a vencer cada vez mais prémios internacionais. Uma aposta reforçada em grande parte pela RTP, a estação pública tem neste momento três séries em coprodução com gigantes do streaming internacional: Auga Seca, com a HBO, 3 Caminos, com a Amazon Prime Video, e Glória, o primeiro original português na Netflix.

Glória
‘Glória’ é a primeira série portuguesa original da Netflix. | Fotografia: Netflix/Divulgação

Há também coproduções com estações como a TV Galicia, da Galiza, caso da própria Auga Seca ou Madre Paula. Estão já a ser preparados novos projetos com este objetivo de internacionalização, como a série de telefilmes Contado Por Mulheres, que traz dez filmes realizados por mulheres portuguesas, com nomes como Daniela Ruah ou Maria João Luís.

Um trabalho de “muito investimento, muito empenho”

Pandora da Cunha Telles, da Ukbar, explica ao painel, composto por Tiago Serra Cunha, João Malheiro e o novo podcaster no EF que se estreia neste episódio, José Duarte que conseguir chegar a uma coprodução internacional requer “muito investimento, muito empenho e começar a compreender quais são os projetos que têm maior potencial internacional e nacional, o que nem sempre é fácil”.

Tendo em conta que o mercado nacional é mais pequeno face a vários gigantes da indústria audiovisual, a produtora afirma que este tipo de produções a nível internacional permitem abrir novos horizontes para a criação de ficção em Portugal, encarando “as coproduções como uma oportunidade de aprender (…). É uma forma de chegarmos criativamente a outro lugar, além de conseguirmos arranjar um funcionamento acrescido ao que temos”. Num país com baixas taxas de consumo de produtos nacionais, “temos descobrir a forma de ultrapassar esse desafio e como colmatar a falta de diversidade de géneros de cinema e televisão para atrair novos públicos.

Além de comentar o que é que uma história portuguesa pode ter para atrair público internacional, pormenores que estão a transformar vários dos nossos produtos mais destacados no exterior, Pandora da Cunha Telles reforça o impacto das plataformas de streaming nesta dinamização e o papel que as telenovelas tiveram e continuam a ser para alavancar o setor – Portugal é, devido a estes produtos, “o país da Europa com mais horas de ficção em língua nacional em horário nobre” – e abrir caminho para a forte internacionalização.

O novo episódio do Fita Isoladora está disponível nas plataformas SpotifyApple PodcastsGoogle PodcastsAnchorBreaker e RadioPublic.

Semana especial de aniversário continua

Esta semana o Fita Isoladora completa um ano no ar e, por isso, o Espalha-Factos preparou vários episódios especiais onde serão apresentadas as novas vozes da equipa de podcasters. O podcast, habitualmente semanal, está no ar de segunda a sexta-feira.

Este foi o quarto episódio desta semana comemorativa, estando já disponíveis o episódio de segunda-feira, Nostalgia televisiva: 20 anos de Neco e 15 anos de Floribella, o de terça-feira, Cristina Comvida. É este o verdadeiro regresso a casa? e o de quarta, Ana Guedes Rodrigues na RTP3: “é um grande desafio” mas “não podia estar a correr melhor”.

Amanhã, sexta (2), vai para o ar o último especial. Tiago Serra Cunha, Andreia Santos e Joana Balsa discutem o futuro dos reality-shows em Portugal.

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
Marta Massada, professora universitária e médica, será nova comentadora do Trio d'Ataque
‘Trio de Ataque’. Debate futebolístico terá mulher comentadora pela primeira vez