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RTP. Comissão de Trabalhadores critica escolhas para nova administração

A Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP contestou, em comunicado enviado às redações esta sexta-feira (26), as escolhas do Conselho Geral Independente (CGI) para o Conselho de Administração da estação.

Os trabalhadores criticam a “falta de transparência” no processo de seleção de Nicolau Santos e Hugo Figueiredo. Os funcionários da empresa, que “elegeram, há 31 dias, por voto secreto e directo, um representante a vogal não executivo”, consideram que este processo tem “contornos mais do que duvidosos”, estranhando “a escolha, por unanimidade, do novo Conselho de Administração” numa nota citada pela agência Lusa.

A carta refere que é “inaceitável que um Conselho de Administração cessante pague a uma empresa externa para esta escolher, afinal, um membro desse conselho e provavelmente dois para o Conselho seguinte” – este processo de nomeação recorreu à consultora Boyden, contratada para auxiliar o CGI no processo, com um custo de 70 mil euros (+ IVA).

A eleição dos novos membros da administração é considerada “mais do mesmo”, prevendo o CT “a continuação de problemas pendentes sem vontade política”. “Continuarão por resolver os reenquadramentos, os salários continuarão estagnados e as carreiras travadas. Continuará por integrar uma parte dos precários que constituem necessidades permanentes e continuarão a criar-se falsos recibos verdes”, ressaltam, considerando esta escolha uma “má notícia” para o serviço público de televisão e rádio.

O CGI da RTP escolheu Nicolau Santos, presidente cessante da Lusa, e Hugo Figueiredo, que vai manter-se como vogal da administração responsável pela área de conteúdos, para integrar o novo Conselho de Administração. A escolha do conselho foi realizada por unanimidade, entre uma lista de 12 duplas de candidatos à administração.

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