Dia Nacional do Estudante
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Mudam-se os tempos, muda-se o ensino. Como estão os estudantes a viver o ensino superior durante a pandemia?

No Dia Nacional do Estudante, falámos com alunos do ensino superior português para saber se o ensino online está a funcionar e se veio para ficar.

Câmaras ligadas e aulas em frente ao computador. Trabalhos extra que ocupam o resto do dia. Em março de 2020, os estudantes portugueses do ensino superior foram enviados para casa em regime online, mas ninguém lhes ensinou ou deu tempo para se adaptarem. 

Em setembro, depois de um semestre totalmente online, os alunos regressaram às suas instituições, muitos em regime misto apoiado nas tecnologias digitais, em que muitas das aulas teóricas eram dadas à distância, e as aulas práticas e avaliações decorriam de forma presencial. No entanto, com o agravamento da pandemia Covid-19 durante o mês de janeiro, regressou-se ao confinamento em casa e à rotina que muitos tinham receio de voltar a ter de encontrar no seu percurso académico. 

Neste clima de fragilização, as opiniões dividem-se: será o regime online o futuro da educação? Que lições há para tirar da evolução desta situação? Neste dia 24 de março, em que se celebra o Dia Nacional do Estudante, o Espalha-Factos conversou com vários estudantes do ensino superior para perceber como estão a correr as aulas neste regime.

Regressámos ao online, e agora?

A 22 de janeiro, com uma situação pandémica cada vez mais grave, a maioria dos estudantes já estava consciente do que se aí vinha: um regresso ao confinamento e ao consequente ensino online. Apesar de já estarem, de certo modo, “habituados”, não foi possível esconder o “cansaço que vem de trás” e as queixas surgiram. A palavra incerteza voltou a tornar-se parte do vocabulário dos estudantes – se alguma vez saiu durante todo este período conturbado.

Por todo o país, estudantes tentavam perceber o que ia acontecer, estando muitos em plena época de exames ou de recurso. As recomendações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), reveladas no dia 21 de janeiro, foram de proceder à adaptação das atividades letivas, não letivas e de investigação, “incluindo, quando adequado, atividades de avaliação de estudantes para regime não presencial”. Mas não foram só os alunos deixados com dúvidas – os próprios professores aguardavam as decisões de conselhos escolares e reitores universitários para perceber qual seria o próximo passo – e as decisões foram variadas.

Enquanto algumas faculdades passaram a adotar exames em regime online a partir da semana seguinte até ao final dessa época, outras adotaram a solução de adiar o restante desta época de exames para mais tarde no ano letivo, quando tal for possível. Para quem viu o adiamento imediato e sem aviso do que restava da sua época de exames a acontecer, seguiu-se também o aviso de que o segundo semestre iria começar daqui a duas semanas, de forma a que “que seja possível ganhar tempo, por forma a assegurar as épocas de recurso, mas também para que os estudantes estejam ocupados, sem que as férias possam contribuir para a propagação da pandemia de Covid-19”, de acordo com o reitor da Universidade de Lisboa, António Manuel da Cruz Serra. O adiamento seguia a recomendação do MCTES de garantir, “sempre que seja possível e adequado, a antecipação e/ou recalendarização do início das atividades letivas do segundo semestre em formato de ensino a distância”.

Não existiram claras e efetivas ordens superiores para a criação de planos alternativos que contemplassem esta situação.”

Para André Silva, estudante do Mestrado em Engenharia Informática e de Computadores do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, neste regresso ao modelo online houve “um relaxamento maior do que deveria ter havido”. Segundo revela o aluno de 21 anos, não existiram claras e efetivas ordens superiores para a criação de planos alternativos que contemplassem esta situação, tendo sido apenas planeado a fundo um regime misto”.

Tal situação contraria as recomendações emitidas pelo MCTES às instituições científicas e de ensino superior para a preparação do ano letivo que se avizinhava aquando do regresso às aulas em setembro. Lá pode ler-se que, devido à “incerteza sobre a evolução da pandemia por COVID-19”, é recomendável que as instituições científicas e de ensino superior instituam “procedimentos de vigilância contínua da evolução da mesma” e que, conforme essas observações, “atualizem regularmente os seus planos de contingência e monitorizem permanentemente o seu impacto na respetiva comunidade académica”. 

Em resposta ao pedido de esclarecimento enviado pelo Espalha-Factos, Beatriz Isidro, aluna do Mestrado de Engenharia Mecânica e vice-presidente do Conselho Pedagógico do IST, órgão da faculdade responsável pelo ambiente pedagógico da faculdade, afirmou que o Técnico preparou o “decorrer do semestre [anterior] com a maior aproximação presencial possível” e que foram implementados mecanismos para adaptar a faculdade às recomendações enviadas pelo MCTES, como “o regime misto”, a revisão da lotação das salas, o reforço das restrições dentro do campus e a criação de apoios a estudantes com “limitações/constrangimentos à deslocação/realização das avaliações ou aulas”. 

Acrescenta, ainda, que foi deixado claro pelo Conselho Pedagógico e pelo presidente da instituição, o professor Rogério Colaço, que “docentes teriam sempre de salvaguardar casos como os previstos pelo Estatuto Online e estar preparados para a mudança 100% online assim que o contexto o exigisse.” No entanto, a aluna esclarece que houve falhas no processo de transição para o regime totalmente remoto devido a atrasos em processos legislativos dentro da faculdade e a uma subestimação dos efeitos da pandemia, o que levou a algum incumprimento por parte do corpo docente perante a diretriz inicial de estarem “preparados para a mudança 100% online assim que o contexto o exigisse”.

Fotografia: Mikael Kristenson/Unsplash

A mesma situação de falta de alternativas foi também vivenciada por Constança Martins, aluna da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. “Foi-nos sempre assegurado por parte dos professores que, se fosse necessário voltar a casa, então haveria alternativas para as nossas avaliações. Infelizmente, o mesmo não aconteceu”, adianta. A estudante queixa-se, ainda, da falta de medidas para a época de exames, explicando que “os alunos continuavam a ter de cumprir a distância de segurança dentro das aulas, mas o processo até lá chegar era completamente caótico, não havendo qualquer cuidado”.  

Queixas como as relatadas por Constança Martins não foram únicas. Em janeiro, poucos dias antes do encerramento da atividade presencial no ensino superior, oP3, do Público, apresentou vários relatos semelhantes, mas as faculdades mencionadas na notícia desmentiram as alegações dos alunos. A Quarentena Académica, uma plataforma criada durante este período de crise de forma a conferir apoio aos estudantes universitários, indicou ter recebido 120 denúncias que vão ao encontro do que foi relatado pela aluna da FPUL. “Inexistência de distanciamento físico entre estudantes, reduzida higienização das salas e falta de condições nos transportes públicos, vitais para a deslocação às instituições de ensino superior”, foram algumas das queixas noticiadas pelo P3.

Adiam a marcação de avaliações ou apresentações porque estão convictos que vai tudo voltar ao normal antes do ano letivo terminar.”

Felizmente, este sentimento não parece verificar-se em todas as faculdades. Bárbara Ferraz é aluna de Psicologia no Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa e conta que a organização, perante o retorno ao regime remoto, melhorou bastante face ao último confinamento. “Já estava à espera, desde setembro, que iríamos regressar ao regime online, o que fez com que a organização já melhorasse e [que] mesmo os docentes conseguissem gerir melhor e ter uma visão mais concreta sobre como agir e o que poderia ser melhorado”.

Para a aluna de 21 anos, o processo de transição que se seguiu ao dia 22 de janeiro foi muito simples e correu de forma suave. Bárbara refere que “não foi necessário implementar muita coisa diferente, para além daquilo que estava”, tendo sido apenas necessário “criar uma organização junto dos docentes em termos de datas de avaliações e entregas, para que nada fique muito dependente do regresso presencial e tentar ao máximo organizar datas agora, no início do semestre, para que não fique tudo sobrecarregado mais para o final do mesmo.” No entanto, adiciona também que existe uma esperança, por parte do corpo docente, com o regresso presencial, o que acaba por “não ser muito vantajoso” para a organização e estabilidade do ensino, porque “adiam a marcação de avaliações ou apresentações porque estão convictos que vai tudo voltar ao normal antes do ano letivo terminar”.

Gestão do tempo e os impactos na saúde mental

Em tempos de confinamento, especialmente com o ensino online, a casa e o tempo parecem encolher. O espaço de trabalho mistura-se muitas vezes com o de lazer, e a gestão do tempo torna-se, inevitavelmente, mais complicada. O receio de um mau desempenho académico, a exaustão pela forte carga de trabalho e o consequente impacto na saúde mental são algumas das principais queixas dos estudantes neste retorno ao ensino à distância.

Estudos demonstram que a pandemia tem impactado a saúde mental da sociedade portuguesa, tendo a população jovem, da qual faz parte uma grande parte dos estudantes universitários do país, sofrido um significativo impacto negativo, maioritariamente relacionado com os níveis de depressão e ansiedade. Inquéritos realizados em instituições como a Universidade de Coimbra (promovido pela Associação Académica de Coimbra) ou a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa (promovida pela Associação de Estudantes da instituição) vêm confirmar estes dados e relembrar de que é necessário, hoje mais do que nunca, que as instituições de ensino superior aumentem o seu papel na normalização das questões relacionadas com a saúde mental.

De acordo com os dados recolhidos pela FCSH, numa amostra de 9,66% do total de estudantes da instutuição, a maior dificuldade sentida pelos alunos – cerca de 60% da amostra – durante este regresso ao ensino online relaciona-se com problemas técnicos. A esta, juntam-se as falhas de comunicação para 50,1% dos inquiridos, problemas com a adaptação dos docentes (41,2%), dificuldades em aceder a bibliografia e materiais informáticos (33,5%) e a impossibilidade de realizar trabalhos práticos (28,8%).

Para além disso, a FCSH relata que um “número extremamente alarmante de estudantes”, 89,9% da amostra, afirmou que o confinamento está a ter um impacto negativo na sua saúde mental. Neste contexto, 85,3% dizem sentir-se desmotivados, ao qual se segue sentimentos de ansiedade, em 72% dos inquiridos, stress (63,1%) e perturbações de sono (56,3%). Apesar da amostra da faculdade ser reduzida, com 483 respostas num universo de cerca de cinco mil estudantes, os números revelam-se preocupantes, atendendo ao facto de que 60% dos estudantes consideram não ter acompanhamento quanto à sua saúde mental, e que 75,8% dos mesmos consideram que a faculdade não garante apoio suficiente aos estudantes nesta mesma questão.

No comunicado fornecido pela Associação de Estudantes da FCSH à imprensa, é referido que estes números “vêm afirmar a urgência de um reforço do investimento estrutural no Ensino Superior”, do qual é necessário que faça parte um diálogo mais profundo sobre a importância da saúde mental na comunidade estudantil. Atualmente, na FCSH, “há apenas uma profissional” no gabinete de psicologia da faculdade, levantando complicações face à procura que existe para o serviço.

As notas não são, de todo, o mais importante, mas sim a nossa saúde mental.”

Estudantes de outras instituições de ensino superior demonstram sofrer de problemas semelhantes. Bárbara Ferraz revela que o maior problema, para ela, é a falta de preservação dos momentos de lazer que ajudam a evitar os impactos negativos do confinamento na saúde mental. “O que mais complicava, muitas vezes, era a postura dos próprios docentes e a inflexibilidade dos mesmos face às datas, por exemplo, parecendo que tínhamos de estar a trabalhar 24/7 só pelo simples facto de estarmos em casa”.

Constança Martins sentiu também um grande impacto com o regresso ao ensino online, que sente que “fica sempre pior” a cada regresso. A falta de foco é um dos maiores problemas para a estudante. “Se já é difícil manter o foco durante duas horas numa aula presencial, torna-se ainda mais difícil com o ensino remoto”, adianta. No meio de tudo isto, Constança admite que a sua saúde mental ficou afetada, como a de centenas de estudantes. “Ainda estou num processo de superação. Tentei desligar-me mais da faculdade de modo a ter mais tempo para mim e tenho sentido melhorias. As notas não são, de todo, o mais importante, mas sim a nossa saúde mental”.

Já para Mariana Fernandes, aluna da licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, o primeiro confinamento foi pior do que o segundo. “Perdi muito a motivação de assistir às aulas e fazer os trabalhos que os professores pediam. O facto de estar muitas horas ao computador também afetava o meu trabalho, porque depois não tinha tanta vontade de ler ou estudar”, explica. Neste regresso às aulas online, apesar de trazer já algum cansaço na bagagem, sentiu-se mais preparada. “Desde cedo me apercebi que isso poderia acontecer. Para superar, tentei organizar o meu tempo para tudo correr bem e caminhava muito”.

Fotografia: Hannah Wei/Unsplash

Outra vertente muito afetada pelo ensino online, e que agrava os impactos do confinamento na saúde mental, é “a vertente social, que também é um aspeto importante do percurso académico”, como revela André Silva. Em mobilidade na Suécia, o estudante revela que, para além disso, tem sentido “alguma dificuldade em manter um horário bem definido, como antes”, uma vez que, sem atividades presenciais, acaba “por estender demasiado os dias de trabalho devido à menor produtividade durante os mesmos”.

A mesma dificuldade na gestão do tempo foi também sentida por Margarida Moreira, estudante do terceiro ano da licenciatura em Engenharia Informática e de Computadores também no Instituto Superior Técnico. “Há sempre muitas distrações em casa, e não ter um espaço de trabalho fixo não facilitou o estudo”, revela a estudante de 22 anos, que sente falta de “entrar na sala de aula, onde todo o foco está no que o professor diz”. Para além disso, a aluna queixa-se ainda que, para além de ter perdido também a vertente social, “estar o dia inteiro a ver aulas no computador para, depois, ir fazer projetos no computador é cansativo para os olhos e acaba por fazer com que me distraia com mais facilidade”.

Presencial vs. Online: Há preferência, ou estará o segredo do futuro na simbiose?

O ensino deve permanecer totalmente presencial ou aproveitar a presente experiência para complementar o regime habitual com momentos teóricos à distância? As opiniões de estudantes e professores dividem-se no que toca à possível simbiose das duas vertentes num futuro próximo. Enquanto muitos a descartam completamente, outros parecem ter encontrado neste “novo normal” uma solução viável para aliviar a carga horária teórica e resolver determinados problemas com que os alunos do ensino superior se deparam.

André Silva defende que um “regime misto é o ideal”, uma vez que afirma existirem muitas vantagens em ter uma parte do ensino, seja ele síncrono ou não, a ser dado via conteúdos online, especialmente na parte teórica”. Neste contexto, o estudante afirma que muito do ensino teórico “pode ser transmitido através de conteúdos online, deixando o espaço presencial, possivelmente reduzido, para outro tipo de discussões”.

As possibilidades de um modelo misto para resolver determinados problemas são alargadas, acredita André. Entre elas, “reduzir o tempo gasto nas” deslocações pendulares, a oportunidade de cada estudante absorver os conteúdos “consoante o seu ritmo e disponibilidade” e até “democratizar o acesso ao Ensino Superior, dada a redução de custos de habitação ou de propinas”. No entanto, o aluno de Engenharia Informática e de Computadores não esquece “toda a interação social presencial gerada, direta ou indiretamente, pela presença no campus” e que é “muito danificada por um regime totalmente online, o que o leva a defender a simbiose de ambos os regimes.

Cadeiras teóricas funcionam muito bem online.”

Também Mariana Fernandes acredita nas vantagens de uma complementaridade entre regimes. “O regime misto dá-nos mais liberdade, ao permitir que não nos desloquemos tantas vezes à Universidade”, explica, defendendo também as vantagens quanto às deslocações e às despesas para quem viva mais longe da universidade.

Contudo, e apesar de admitir que as “cadeiras teóricas funcionam muito bem online, a estudante tem uma certa preferência pelo regime presencial, uma vez que leva à criação de “rotinas mais saudáveis” e de uma “ligação mais próxima com os professores e colegas”. Do mesmo modo, Mariana recorda as “falhas que existem a nível de acesso e a dependência que muitos estudantes tinham das instalações da universidade” que a pandemia veio acentuar e que dificultam o ensino online.

Mas nem todos os estudantes apresentam confiança num regime misto. Margarida Moreira defende um ensino totalmente presencial, que acredita ser mais proveitoso, tanto para si como para os professores. Apesar de assumir que o ensino online poupa no que toca às deslocações, a aluna mostra preferência pelo método que permite a “distinção entre o espaço de trabalho e o espaço para descansar”. Para além disso, destaca a importância da maior concentração a que o ensino presencial obriga e da vida social, que “fica muito à quem no regime online.

Dia Internacional do Estudante
Fotografia: Steinar Engeland/Unsplash

Para Constança Martins, “é bastante óbvio que este regime [online] não resulta”. A aluna acredita que todos ganham só pelo facto de poderem estar “presentes no momento e por não existirem barreiras tecnológicas a separar os alunos dos professores”, o que, defende, melhora o aproveitamento. Por outro lado, a estudante salienta a ligação do ensino online à queda na concentração e ao “esbatimento da linha que separa a vida escolar da vida pessoal – estou constantemente a trabalhar”.

Da mesma opinião é Bárbara Ferraz, que adianta que o ensino online apenas é importante para “diminuir o contágio e salvaguardar cada um de nós neste momento”, ou para workshops e formações online que não estejam relacionadas com o ensino em si. De outra forma, a aluna de Psicologia revela que “muita comunicação se vai perder. Isto é, as pessoas vão ficar cada vez mais individualistas, talvez até mais egoístas, não percebendo a projeção e as repercussões que poderão ter para as pessoas que estão do outro lado”.

O facto de sairmos de casa e da frente de um computador ajuda muito a manter a saúde física e mental.”

Já em relação ao regime presencial que defende, Bárbara explica que tem muitas vantagens, como “o contacto, estar mais presente. O facto de sairmos de casa e da frente de um computador ajuda muito a manter a saúde física e mental”. Da mesma forma, acredita que “as avaliações seriam, também, mais justas e mais bem aproveitadas, bem como os trabalhos em grupo, equipas e estágios”.

Cobertos por uma vasta rede de incerteza, os alunos do ensino superior continuam a fazer o seu caminho da melhor forma que conseguem. A pandemia trouxe ao de cima falhas, discrepâncias e várias outras questões que, outrora, já se encontravam presentes, mas cujo impacto ainda não se encontrava suficientemente discutido e analisado. Agora, com todos estes novos dados e testemunhos, é necessário repensar e reorganizar, assumir “várias convergências no sentido de reivindicar linhas de ação” que levem a que, no futuro, o ensino superior seja mais democratizado, com mais vias de acesso justas e, acima de tudo, com mais condições para que todos os estudantes consigam singrar. 

 

Artigo da autoria de Diana Carvalho e Miguel Rocha

 

 

 

 

 

 

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