Impresa

Impresa fecha 2020 com lucros a crescerem 43,2%

Num ano de pandemia, a redução com os custos operacionais permitiu superar a quebra do investimento publicitário

O grupo Impresa fechou as contas de 2020 com um lucro de 11,2 milhões de euros, um aumento de 43,2% face ao resultado de 2019. Num ano de pandemia, com forte retração do investimento publicitário, a diminuição dos custos operacionais foi fundamental para o desempenho positivo do grupo dono da SIC e do jornal Expresso.

De acordo com o relatório enviado esta quinta-feira à CMVM, citado pelo Meios & Publicidade, os custos operacionais conheceram uma redução de 6,2%, passando para cerca de 147 milhões de euros. Face a 2019, quando rondavam os 156,8 milhões de euros, esta diminuição “representa um peso de quase 10 milhões de euros retirado das contas da Impresa“. Este alívio ganha uma importância acrescida devido ao recuo de 2,1% nas receitas globais. Foram na ordem dos 178,1 milhões de euros em 2020, uma redução de cerca de 3,8 milhões de euros face a 2019, quando se tinham registado 181,9 milhões.

No que às receitas diz respeito, houve, contudo, destaques pela positiva. As receitas de circulação cresceram 9,5%, “passando dos 9,7 milhões para os 10,6 milhões de euros“. Já o segmento IVR (chamadas de valor acrescentado) cresceu 43,7%, passando de um valor na ordem dos 11,3 milhões para cerca de 16,2 milhões de euros, um incremento de quase 5 milhões.

O panorama global saldou-se num crescimento positivo, com o EBITDA a fixar-se nos 31,1 milhões de euros, um aumento de 24% face aos 25,1 milhões de euros de 2019. Os lucros, que em 2019 haviam apresentado um resultado líquido de 7,8 milhões de euros, cresceram para valores na ordem dos 11,2 milhões de euros, um aumento de 43,2%. “Foi graças aos valores atingidos pela SIC e pelo Expresso que a Impresa conseguiu melhorar os seus resultados operacionais e líquidos, tendo a empresa mantido também o foco na redução de custos, que compensou a queda nas receitas publicitárias“, referiu o CEO Francisco Pedro Balsemão, frisando que estas duas marcas “bateram recordes de audiência e de circulação“.

Publicidade com quebras de 6,1%

Para a quebra registada nas receitas totais do grupo em muito contribuiu a redução de 6,1% no investimento publicitário. Foram 111,3 milhões de euros em 2020, menos 7,2 milhões de euros que os 118,5 milhões de euros arrecadados neste segmento em 2019.

A área da televisão apresentou um EBITDA de cerca de 30,5 milhões de euros, um acréscimo de 12,9% face aos 27 milhões de euros do ano anterior. As receitas da SIC caíram 2%, dos 155,2 milhões de euros para 152,2 milhões de euros. A quebra do investimento publicitário neste segmento de negócio foi de 5,6%, passando de 105,7 milhões para 99,8 milhões de euros. O desempenho positivo global foi conseguido aqui também com a redução de custos operacionais, que se fixaram nos 121,7 milhões de euros, uma melhoria face aos 128,2 milhões de 2019.

O grupo fechou o último ano com “uma dívida remunerada líquida de 152,8 milhões de euros“, uma redução de 13,6 milhões em relação ao valor de 166,4 milhões de euros do final de 2019. O resultado apresentado em 2020 é considerado “o valor mais baixo desde 2005, ano em que a Impresa passou a deter 100% do capital da SIC“, aponta o grupo.

Francisco Pedro Balsemão afirma que a Impresa “procurará consolidar as lideranças da SIC e do Expresso e prosseguirá os objetivos definidos no âmbito do seu plano estratégico para o triénio 2020-2022, focada na produção de mais e melhores conteúdos, em várias plataformas, e procurando atingir novas e maiores audiências“.

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