Diogo Morgado. Fotografia: Hugo Garrido

‘Para Sempre’. Os bastidores das gravações da nova novela da TVI

O Espalha-Factos acompanhou o segundo dia de gravações da novela na cidade de Braga.

Para Sempre, novela da autoria de André Ramalho, conta com Inês Castel-Branco, Diogo Morgado e Pedro Sousa como protagonistas. Os dois últimos interpretam as personagens de Pedro Valente e Lourenço Novais, respetivamente, e gravaram uma das primeiras cenas da nova aposta de ficção da TVI, com estreia apontada para setembro, na cidade de Braga, na manhã da passada terça-feira (16).

Além de Braga, a novela irá desenrolar-se em Lisboa e em Arcos de Valdevez. O Espalha-Factos marcou presença no segundo dia de gravações na capital minhota.

A pandemia atual obriga à adoção de regras por parte de todos os atores, técnicos e jornalistas, a quem foi medida a temperatura na chegada ao local. O uso de máscara está generalizado a toda a equipa envolvida e os atores apenas a retiram segundos antes de ouvirem “ação”.

O ator Diogo Morgado vê, nestes constrangimentos, um desafio: “É complicado filmar nestas condições, só pelo simples facto de estarmos a filmar na rua e ter umas máscaras atrás”, uma decisão criativa que a TVI e a Plural decidiram não incorporar na história.

Sobre a personagem que interpreta, Pedro Valente, o ator revela que o que mais gosta é o facto de “não ter uma linha muito reta na forma correta de agir”. Pedro foi abandonado pela família em criança e viveu a vida inteira a achar que o fez por não ter possibilidades de o criar. Em adulto, “descobre que não é nada disso e revolta-se”, conta Diogo Morgado. A descoberta do paradeiro da mãe, Antónia Novais (Marina Mota), cujas pistas indicam que estará em Braga, acompanhará o desenrolar da novela “pelo menos até metade do projeto”. “Esse é o grande busílis da história, descobrir quem é a mãe e o porquê de o ter deixado”, acrescenta.

“Estamos a falar de uma personagem que cresceu em casas de reformatório, que vem da rua, que tem um passado negro, inclusive problemas com droga”, revela o ator. No entanto, no início da história, Pedro surge com muitas posses: “entra com todo o poder e todos os mecanismos para poder chegar às coisas, legal ou ilegalmente”.

Diogo Morgado já contracenou com Inês Castel-Branco na novela Sol de Inverno, da SIC, e não poupa elogios à atriz: “Ela é uma atriz tremenda e eu tive o privilégio de a acompanhar. Estávamos com muita vontade de fazer este projeto e quando soubemos que íamos estar juntos foi só a base para ser uma coisa ainda melhor”. Em Para Sempre, a atriz será Clara, com quem Pedro viverá um romance. A determinada altura da história, o casal vai separar-se perante “circunstâncias inesquecíveis” e o ator acredita que as pessoas se vão rever nessa situação.

Também apaixonado por Clara Sampaio de Menezes estará o irmão de Pedro, Lourenço Novais (Pedro Sousa), uma personagem viciada em jogo, com “alguns dilemas que tenta camuflar, mas da pior forma”, revela o ator.

Depois de um papel marcante como o de Mateus em Quer o Destino, o ator admitiu sentir uma pressão extra: “tenho aquele medo de não conseguir fazer nada de especial, mas depois começas a gravar, a equipa põe-te para cima, tu confias e essa pressão fica um bocadinho diluída”.

Marina Mota é Antónia Novais, a vilã da trama e a mãe de Pedro (Diogo Morgado). A atriz revela que se encontra num registo diferente do que costuma fazer em novela e que é isso que torna interessante o trabalho de ator, “vestir e viver a vida de muita gente”. A atriz espera que o público consiga distanciar a Marina Mota da Antónia Novais, “duas personalidades completamente distintas”. No entanto, tem a esperança de que o público a entenda. “Provavelmente não entenderão no início, mas entenderão lá para o meio”, acredita.

Sobre as gravações em Braga neste contexto pandémico, Marina Mota confessa ser “uma frustração incrível”: “é uma cidade maravilhosa e não podemos usufruir”, acrescenta. No entanto, a cidade dos arcebispos continuará a receber o elenco de Para Sempre nos próximos meses: “Isto é só a primeira abordagem á cidade”, refere.

Rodrigo Tomás interpreta Romeu Fonseca, “um indivíduo muito problemático na sua infância, salvo por Pedro (Diogo Morgado), que é como que um filho ou um irmão mais velho”, revela o ator, acrescentando que a sua personagem “era capaz de morrer pela personagem do Diogo.

A principal mensagem que a personagem pode trazer, segundo Rodrigo Tomás, é o facto de haver sempre “espaço para uma mudança e que as pessoas estão sempre a evoluir, é preciso as pessoas investirem na sua felicidade a toda a hora”.

Gravar em Braga tem sido “fantástico” para o ator, já que é uma das suas cidades preferidas – foram três os projetos que o ator gravou no Minho no último ano. “Simpatizei muito rapidamente com a personalidade das pessoas e tenho sido muito feliz aqui”, confessa.

Eva Fonseca, uma hacker, é interpretada por Matilde Breyner. Trabalha com Romeu e com Pedro e é contratada para encontrar pistas sobre a mãe que o abandonou. A atriz revela que Eva é uma mulher muito segura dela própria e que usa a sua imagem para conseguir atingir os objetivos, “uma sensualona”. “Se olharem para ela nunca diriam que aquela mulher é hacker”, acrescenta. Apaixonada por Pedro, Eva não se vai dar bem com Clara.

Matilde revela que teve de fazer bastante investigação, uma vez que é bastante diferente da personagem que interpreta, o que a levou a gostar tanto deste papel: “Isto é tão distante daquilo que eu sou, eu sou zero tecnológica, percebo zero de computadores”.

A atriz não esconde a sua vontade em regressar às novelas. “Tinha muita vontade de voltar e de mostrar um lado meu que ainda não tinha mostrado. Gostei que me tivessem dado esta personagem forte”, afirma, acrescentando que “se me dessem a escolher uma das personagens da novela eu escolheria esta, de caras”. Trabalhar neste momento é “um luxo” para a atriz, que reconhece a “sorte” de ter “uma maneira de o conseguirmos fazer”.

Pedro Almendra é César Proença, diretor financeiro das clínicas Braga Saúde e braço direito de Antónia, diretora das clínicas. O ator considera que a personagem “não vai levantar muito a amizade do público”. Fazer parte de um projeto como este era um desejo para o ator: “Poder envolver-me a tempo inteiro é bom e é desafiante”, confessa.

A cidade de Braga é familiar para o ator, que nasceu e cresceu na capital minhota, onde começou a fazer teatro. “Foi aqui que descobri que esta era a minha profissão e que era o rumo que ia tomar”, conta. Gravar em tempos de Covid-19 é, para o ator, uma responsabilidade: “Se falharmos e formos infetados é uma equipa inteira que para por nossa causa”.

Mafalda Marafusta dá vida a Tânia, rececionista na clínica de Antónia. A atriz explica que a personagem é usada por todos e que é “o saco de pancada da novela”. A mãe, Delfina (Ana Nave), “obriga-a a fazer várias coisas, nomeadamente arranjar um marido rico”. A personagem é, para a atriz, um grande desafio. “Tenho tido personagens muito ‘rápidas’ e ela, a Tânia, é muito lenta”, refere.

A cidade de Braga não é estranha para Mafalda Marafusta: “Gosto muito porque eu morei seis anos em Guimarães e passei muito tempo aqui em Braga”, conta.

Para Sempre é da autoria de André Ramalho, que quis salientar as características da cidade de Braga, como a ligação à Igreja e mostrar a faceta de uma cidade moderna, com juventude e negócios. O também autor de A Teia e A Única Mulher revela que esta “é uma história clássica, com muitos segredos e muitas paixões”.

Luís Esparteiro, Rui Melo, Paulo Pires, Sara Prata, Inês Aires Pereira, Susana Mendes, António Capelo, Maya Booth, Patrícia Tavares e Ricardo Sá também fazem parte do elenco da nova aposta da estação de Queluz de Baixo, produzida pela Plural, que vai para o ar depois do verão.

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