Domingao sic
Fotografia: Divulgação

Opinião. O ‘Domingão’ faz serviço público?

Há duas semanas que o camião da SIC viaja pelo país para dar música aos idosos e funcionários de lares, no programa Domingão. Numa publicação na sua conta de Instagram, Daniel Oliveira partilhou uma imagem da festa do canal no Barreiro que legendou com “Serviço ao público!“. Será mesmo que esta iniciativa se pode apelidar desta forma?

A RTP1 está obrigada a fazer serviço público por ser paga com o dinheiro dos contribuintes, obrigação que, no caso da SIC e TVI é bastante mais reduzida, dentro dos limites da Lei da Televisão. Ainda assim, nada invalida que não o façam. A presença do Domingão junto aos lares do país, através de atuações de vários artistas, não gerou grande debate, mas abre um precedente sobre aquilo que é ou não um aproveitamento de um canal de televisão sobre determinada situação.

Há que analisar o caso através de duas perspectivas: a do telespectador e a do espectador. Se avaliarmos tendo em conta quem está a assistir em casa, talvez tudo aquilo possa soar a aproveitamento de desgraça alheia ou até sofrível em algumas situações. Bem sabemos que a televisão é um negócio, mas será que, neste caso, o negócio não traz também benefícios a outras entidades?

É nesta altura que entra então o espectador. Tratam-se de idosos, a faixa etária mais prejudicada pela pandemia e de várias formas, que não têm visitas há meses, que não saem de entre quatro paredes e cuja única companhia é, muitas vezes, a própria televisão. Tê-la ao vivo, com riscos moderados, deve ser um bálsamo tão grande para aquelas pessoas que só podemos aplaudir a iniciativa da SIC e sim, com toda a certeza, chamá-la de serviço público.

Grande Ricardo

RTP, SIC e TVI já estrearam vários formatos aos domingos à noite desde que Ricardo Araújo Pereira chegou à televisão com o Isto É Gozar Com Quem Trabalha. Ainda esta semana, o humorista voltou a liderar audiências pela 41.ª semana, e o mais interessante é que o consegue fazer com entrevistas a políticos ou, no caso mais recente, à atleta Patrícia Mamona. É um caso de sucesso ímpar, que merece também aqui um reconhecimento.

Bateu forte, mas passou depressa

O Festival da Canção, com mais ou menos público televisivo, é sempre um formato controverso também porque raramente ganha aquele que o público pensa merecer um lugar no certame internacional. Este ano, mais uma vez, os vencedores foram os The Black Mamba, em vez de Neev, favorito do televoto. A polémica foi grande nas redes sociais, mas foi tão efémera que deve ter durado um ou dois dias. Agora, já “ninguém” se lembra que o Festival existiu e muito menos se apercebem que os vencedores estão muito mal colocados no que toca a casas de apostas, que geralmente não falham muito nas previsões.

 

Já ouviste o podcast do Espalha-Factos sobre o Festival da Canção?

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