Dream People
Fotografia: Miguel Dias/Divulgação

Entrevista. Dream People: “este disco é uma reflexão sobre sair da juventude”

Almost Young é o nome do novo trabalho dos Dream People. Lançado esta sexta-feira (12), o segundo EP da banda, descrito como um “exercício assumido de ‘chiaroscuro’ musical, em que a leveza e o amor coabitam com a dor, a perda e a solidão, muitas vezes dentro do invólucro de uma só canção“, é o sucessor de Soft Violence, lançado no ano passado.

Constituída por Francisco Taveira (voz), Bernardo Sampaio (guitarras e synths), Nuno Ribeiro (guitarra e synths), João Garcia (baixo), Diogo Teixeira de Abreu (bateria), a banda lisboeta surgiu em 2019, com o seu single de estreia ‘Forever, Too Long’. Desde aí, a banda tem crescido dentro do panorama musical português, tendo já conseguido atuar em festivais como o Vodafone Paredes de Coura (Sobe à Vila) e o Super Bock em Stock

Almost Young
Capa de Almost Young

Almost Young é o culminar do desenvolvimento musical apresentado em Soft Violence, revelando uma banda muito mais matura e confortável, expandindo o seu dream pop com a ajuda de outras influências musicais e do produtor Vitor Carraca Teixeira. O Espalha-Factos sentou-se à conversa com Francisco TaveiraDiogo Teixeira de Abreu para saber mais sobre este novo trabalho da banda.

Referem que este trabalho é sobre “o fim de uma era“. O que é que consideram ser este sentimento e o que é que vos despoletou a escrever um disco sobre ele?

Francisco Taveira: O disco não teve forma desde o início, ou seja, nós não pensámos sobre o que ia ser o disco desde início. Acabou por ganhar forma à medida que foi construído com as músicas e as letras. E nesse processo, pelo menos eu, ao fazer as letras, percebi que todas elas tinham em comum esse tema, o tema de estarmos numa altura da nossa vida em que estamos a sair da juventude, estamos a entrar no mundo dos adultos, do trabalho, na rotina. Acho que as músicas acabam por ser uma reflexão sobre isso, umas de forma um bocadinho mais leve, outras de formas mais pesadas, outras de forma um bocadinho mais melancólicas. É tudo uma grande mistura de sentimentos, esta fase da nossa vida — pelo menos para mim. É um bocado isso. O disco vem da parte da vida onde nós estamos.

O vosso trabalho anterior, Soft Violence soava a um disco muito pessoal. Almost Young, no entanto, parece refletir mais um conjunto de memórias coletivas, conferindo-lhe um toque bastante suburbano. Faz sentido esta reflexão?

Francisco: Sim. Eu acho que decorre um bocado de nós melhorarmos nas reflexões que tentamos fazer com as nossas músicas. Normalmente, impressiona-me mais um artista que consiga fazer uma letra sobre si que dê para extrapolar para todo o resto da sociedade. Ou seja, que essa letra seja uma leitura da sociedade, e não seja só uma leitura de si mesmo. E é isso que eu tentei se calhar fazer mais um bocadinho, pelo menos a nível das letras, neste trabalho. No anterior, ainda estava fechado um bocadinho dentro do meu mundo. E aqui, tentei não só perceber-me a mim próprio, mas tentar perceber o mundo, apesar de isso ser um bocado complicado, e acho que não consigo ainda acertar no ponto em todos os aspetos. Mas é esse o movimento. É um movimento que antes era um movimento de dentro para dentro, e agora tento fazer mais um movimento de dentro para fora.

Acho que esse movimento é particularmente notório na expressão das músicas em termos de composição e instrumental. Soa a algo que está a vir muito mais para fora do que para dentro.

Francisco: O Diogo pode falar sobre isso, porque ele tem uma perspetiva muito interessante, porque é uma perspetiva de dentro, porque ele está dentro, mas também é uma perspetiva de fora, porque ele entrou há relativamente pouco tempo [na banda], acabando a regravar as baterias para o EP.

Diogo Teixeira de Abreu: A minha experiência com este trabalho é, como o Francisco diz, um bocado curiosa, porque eu ouvi as músicas antes de saber do que é que se tratava. E depois à medida que estava a aprender as músicas, estava a aprender do que é que se tratava. E eu identifico-me imenso com esta visão do mundo e da situação atual, até porque eu próprio estou a passar por isso. Vou fazer 25 anos, portanto, lá está. Sair da juventude, entrar no mundo dos crescidos. E não só tenho este sentimento que o Francisco já deu a entender, de não saber muito bem onde é que se pertence, como tenho também uma costela muito nostálgica dentro de mim que eu revejo muito na banda. Mas, e eu posso dizer isto, acho eu, porque estou bastante alheio ao processo de composição, tanto das letras quanto do instrumental, eu acho que isto foi um trabalho muito bem conseguido pela banda, porque eu de facto, não estando no processo da composição, consegui entrar ali de repente, sem paraquedas nem nada, e integrar-me bastante bem, porque é um sentimento no qual me revejo e que consigo ver na nossa geração a ser mesmo muito muito predominante. Um sentimento de insatisfação com a situação atual da sociedade, de tudo. E eu fico muito contente de ter dado o meu contributo para isso, no fim.

Este disco era para ter saído no ano passado, mas só agora encontra a luz do dia. O que atrasou todo esse processo?

Diogo: O que me foi explicado quando eu entrei, em março do ano passado, é que nem era suposto eu ter regravado as baterias. Estávamos no processo de fechar o EP e começar a pensar no próximo passo. Mas com o regravar das baterias, e entretanto também entrou o João [Garcia], no baixo, em junho, aproveitámos que estávamos a pensar regravar baterias e se calhar regravávamos o baixo também. E perguntámos: quando é que se pode? Final de agosto, início de setembro. Então, nessa altura, regravou-se as duas coisas. E com isso, precisas de misturar e masterizar tudo de novo. Portanto, acabou por ficar aqui um processo muito mais longo do que era suposto.

Francisco: E é super desconfortável, deixa-me só acrescentar. Nós, se pensarmos, já tínhamos um EP feito, percebes? E depois esta coisa toda de regravar outra vez, é preciso alguma coragem para dar este passo, mas ainda bem que demos, porque ficou muito melhor.

Diogo: E eu fico contente que ele diga isto. É sinal de que nós fizemos um bom trabalho.

Dream People
Bernardo Sampaio na guitarra (Fotografia © Cru.ela)

A pandemia da Covid-19 também parece ter o seu impacto neste processo. De que forma é que esta afetou o planeamento para a banda?

Diogo: Podemos começar logo por falar no processo de integração dos membros da banda. Como eu disse, eu entrei em março, na semana anterior à primeira quarentena. Portanto, eu entro em março, mas a primeira vez que eu estou com eles é em junho. Três meses depois de estar à conversa com eles, estar a partilhar ideias no chat de Facebook, acabei por ficar integrado na banda sem sequer fazer o casting que era suposto.

Francisco: E nós sabíamos que o Diogo era um bom baterista, porque ele já tem algum repertório para trás. [risos] Mas podia sempre haver aquela coisa de, sei lá, ter piorado imenso nos últimos anos. Mas não, acabou por provar que continuava bem, e até melhor do que era antes.

Diogo: Agradeço [risos]! E portanto, quando eu entro nos primeiros ensaios com a banda, fisicamente, em junho, estávamos já a pensar no próximo passo, que agora era arranjar um baixista. Portanto, na minha experiência, a quarentena teve um lado bom e mau. O bom, de poder integrar-me na banda antes de sequer começar a tocar com eles, e a parte má, obviamente, de só poder estar com eles três meses depois. E, também, quando eu comecei a falar com eles, o Francisco disse-me logo que tínhamos um concerto em maio, outro a ser falado no verão, um concerto em setembro, e que iamos andar por aí a dar imensos concertos. O álbum estava pronto a sair, e íamos fazer um ensaio, e se correr bem, íamos logo lançar o disco. E pronto, agora damos por nós, um ano depois, a lançar o álbum e com um concerto dado em dezembro, que nem era nenhum dos que tinham sido planeados [risos]. Isto mudou muito a estratégia, mas é preciso ter jogo de cintura e conseguir estarmos sempre a adaptar-nos a tudo. Infelizmente, ou felizmente, isto no mundo da música não é nenhuma novidade. É uma coisa que uma pessoa não pode ficar muito chateada por acontecer. É o que é. E pronto, é seguir em frente.

Os Dream People têm crescido dentro do mundo da música portuguesa. Como é que tem sido crescer e movimentarem-se nesse meio?

Francisco: Tem sido muito giro. Isto começou tudo do zero e isto é tudo uma montanha. Há uma música da Marinho que fala dessa ideia de que, na vida, há várias montanhas que têm de se subir. E quando chegas ao topo da montanha, há outra montanha, e assim sucessivamente. E tem sido assim. É por etapas, e deixa-nos muito satisfeitos que estejamos a crescer e ver cada vez mais pessoas a ouvir as nossas músicas. Mas eu acho que isso é natural. Nós fazemos música que não é péssima, e a música que fazemos é para um mercado que ainda não está muito explorado em Portugal.  E, como se calhar sabes, nós tivemos um período de crescimento brutal que foi quando nos aconteceu uma coisa má. Entraram nas nossas contas e apagaram-nos uma data de coisas. Mas nós temos tido muita sorte. Mesmo em períodos maus, nascem coisas boas.

Diogo: Eu refiro mais um fator. Uma grande vantagem de ter assistido ao nascimento da banda e o seu crescimento inicial antes de entrar efetivamente enquanto membro, é exatamente esta visão de um fenómeno um bocado esquisito. Eles aparecem do nada, e de repente já estão a tocar em todo o lado, toda a gente ouve falar deles, têm visualizações no Youtube assim consideráveis e streams no Spotify consideráveis também. Os Dream People, no espaço de um ano, ficaram, vou dizer, ao mesmo nível, para não dizer acima, da banda que eu estava a construir há sete anos. E fica-se um bocado com a ideia de que eles tiveram muita sorte. Mas depois vais falar com a banda, e percebes que não há sorte, e é uma coisa que o Francisco diz algo regularmente, que a sorte não existe. A sorte constrói-se. Fazer contactos, falar com as pessoas certas, fazer a música certa na altura certa, pôr nas plataformas certas. Isso foi um trabalho muito intenso. Eu não fiz parte desse trabalho, mas consigo dizer do que observei, do que sei atualmente e do que observo agora, o trabalho obviamente não parou. É um trabalho contínuo e muito intenso. Há aqui um bolo gigante de coisas que leva a que a banda consiga ter um mínimo de peso no mercado e, que se não fosse a pandemia, eu acho que teria continuado a ter cada vez mais impacto. E espero que continue a ter cada vez mais impacto, daqui para a frente.

Dream People
Dream People (Fotografia © Miguel Dias)

A música dos Dream People pode ser categorizada como dream pop. No entanto, em Almost Young, a banda explora outra sonoridades e influências, como o new wave, visível em faixas como ‘People Think‘ ou ‘Talking of Love‘. O que levou a esta exploração de sonoridades para este trabalho?

Diogo: Apesar de não ter feito parte desse processo de composição, acho que consigo responder, até porque estamos num novo processo de composição e, portanto, consigo juntar os pontinhos. No primeiro trabalho dos Dream People, há que ter em conta que as pessoas de maior peso na composição foram o Nuno [Ribeiro] e o Francisco. Foram os primeiros membros da banda, entretanto já outros membros entraram e saíram e eles são os únicos que continuam. E isto numa altura em que o Francisco estava a começar no mundo da música. Ao contrário dos outros elementos da banda, que são pessoas com uma educação musical algo forte, o Francisco não tem isto. O Francisco decide começar uma banda, junta-se ao Nuno, começam os dois a fazer os seus projetos e surge, como trabalho, o primeiro EP, Soft Violence, que, vendo desta perspetiva, consegue-se perceber que é um bocado verde.

Está lá muita coisa com muita qualidade, mas percebe-se que é um início de banda, um primeiro EP. Posteriormente, ou mais ou menos nessa altura, entra o Bernardo [Sampaio], que é uma pessoa que tem influências já totalmente diferentes do Francisco e do Nuno. Depois, entro eu também, que tenho influências mais parecidas com as do Bernardo, mas também tenho outras totalmente diferentes. E o João entra também e também tem outras influências totalmente diferentes. E, portanto, estamos aqui todos num processo conjunto de composição em que ao mesmo tempo estamos a trazer também coisas nossas, próprias e individuais, mas ao mesmo tempo a construir uma coisa em conjunto. Porque, felizmente, no meio de todas as influências musicais e nos nossos conhecimentos de bandas e não só, conseguimos encontrar muitos elementos comuns que adoramos. E, portanto, fica relativamente fácil conseguir construir algo que agrade a todos. Cada um, individualmente, tem assim um toque, um brilhozinho que não sei bem dizer o que é na prática, mas há ali qualquer coisa de especial.

Dream People
Dream People (Fotografia © Bibiana Reis)

Este disco, em termos de composição, é muito mais arrojado que Soft Violence. Como foi o desafio de criar faixas que se extendem ao longo de mais de seis, sete ou oito minutos, como ‘I Knew Everything About You‘ ou ‘Almost Young‘?

Francisco: Foi uma escolha corajosa, porque seis, sete minutos, como se calhar deves saber, não é muito apreciado nas rádios. Portanto, logo aí, estamos a limitar-nos um bocadinho, mas nós queremos é fazer a música que nós queremos fazer, e ponto final. E, depois, vem tudo, lá está, daquilo que o Diogo estava a dizer, que é muito interessante. No caso da ‘I Knew Everything About You‘ e, mesmo no caso da ‘Almost Young‘, eu compus uma ideia muito simples. E se fosse só eu a fazer a música, ficava básica. Não ia desenvolver-se muito, porque para fazer aquele tipo de desenvolvimentos que essas músicas têm, bastante complexas, que vão a imensos sítios, é preciso também ter conhecimentos técnicos, na verdade. É preciso ter escola, é preciso saber o que se está a fazer. Não é só ter coração. Por exemplo, a sequência final da ‘Almost Young‘ seria impossível para mim fazer sozinho, completamente. Toda a gente dá o seu input. As composições dos Dream People são sempre esta mistura de inocência e conhecimento musical. Pegar na inocência e transformar em algo mais complexo.

Referiste a secção final da ‘Almost Young‘, e é precisamente essa secção, com a parede de som de guitarras, que surge como o clímax de todo o disco. Como é que foi a gravação e criação desse momento?

Francisco: Eu e o Bernardo… Nós damo-nos muito bem, mas em termos de ideias musicais, demora sempre algum tempo a vender um ao outro. É aquele jogo de cintura que o Diogo mencionou, em que temos de testar as ideias, ver se vão funcionar ou não. Precisamos de tempo. Mas eu lembro-me dessa ideia. O Bernardo um dia chegou ao ensaio, mostrou-a, ainda fiquei assim um bocado atrapalhado, porque a ideia estava ainda muito crua. E eu tentei perceber se estava ali alguma coisa interessante. E realmente estava, porque o Bernardo às vezes consegue ser um pequeno génio. E pronto, depois foi tornar isso nessa parede de som de guitarras que referenciaste, que custou muito aos dedos do Bernardo [risos]. E estivemos ali duas horas, só eu e o Bernardo na garagem, com o meu computador, para gravar as coisas. E ao fim de horas e horas, conseguiu-se. Depois, ainda levou um make-up quando chegamos ao estúdio. E quando já estava tudo gravado no EP, mesmo antes ainda de estar misturado, começámos a perceber que aquele momento era mesmo especial.

Almost Young foi produzido pelo Vitor Carraca Teixeira, tendo sido a primeira vez que trabalharam com ele como produtor. Que influência é que ele acabou por ter no processo criativo que levou à criação da sonoridade do disco?

Diogo: Trabalhar com o Vitor foi espetacular. Eu já tive o prazer de conseguir trabalhar com alguns produtores e estúdios ao longo dos anos, com bandas diferentes, e até hoje ainda não conheci alguém que, em estúdio, tinha sido tão empenhado a tirar um som tão bom dos instrumentos quanto o Vitor. Eu acho que nunca estive num estúdio onde conseguisse ficar tão satisfeito com o som de raiz da bateria. Portanto, o Vitor é uma pessoa que, não só é extremamente competente a nível de mistura e masterização, como em termos de captação, ainda não trabalhei com alguém melhor até ao momento. Eu saí de trabalhar com o Vitor cheio de vontade para voltar a trabalhar com ele. E se eu sinto isso com a bateria, imagino o que será com o resto dos instrumentos, porque ele não foi mais empenhado com a bateria. Ele foi igualmente empenhado com todos os instrumentos. Portanto, eu diria que ele acaba por ter, como cada um de nós, o seu próprio cunho na sonoridade do EP.

Francisco: O Vitor trouxe força às músicas. Acaba tudo por tocar naquilo que se estava a dizer há bocado, que a música está mais para fora. Está mais ardente, grandiosa. Eu acho que ele trouxe isso e é uma coisa ótima para este EP, porque pede isso. Tem muitos momentos que pedem essa força gloriosa e ele conseguiu trazer isso ao de cima. Era para isso que estávamos a apontar e foi isso que ele nos trouxe. E gostei muito de trabalhar com ele.

O lançamento do disco acaba por acontecer numa altura em que o futuro está muito incerto para o mundo em geral. De que forma é que a banda está a olhar para o futuro?

Diogo: A pandemia, infelizmente, leva a que seja tudo um bocado em cima do joelho, porque estás a tratar de misturar e masterizar o álbum, e ao mesmo tempo, estás a tentar falar com a promotora, com o produtor do álbum, e estás também a fazer videoclipes e, portanto, estás ainda a falar com uma equipa de realização. E, de repente, dás por ti, e tens dez frentes diferentes em que tens de estar a batalhar constantemente. E, infelizmente, há assim umas coisas que acabam por ser um bocadinho, não vou dizer mais negligenciadas, mas que se calhar não ficam assim tão trabalhadas quanto podiam. E eu espero que no futuro consigamos não só ter esse tempo, mas especialmente fundos para conseguir fazer o que queremos [risos].

Neste momento, nós não conseguimos ganhar fundos, porque não temos concertos, não temos presenças em lado nenhum. O dinheiro que temos é porque uns trabalham e outros vão fazer os seus biscates, e depois é juntar tudo e fazer alguma coisa para a banda. E, nesta altura, nem convém fazer grandes planos. É preciso ser-se flexível e adaptares-te ao momento em que te encontras. É mais pragmático olhar para o momento atual e perguntar: neste momento o que é que eu consigo fazer para no futuro eu conseguir atingir os objetivos? E nessa perspetiva, entra a composição do próximo álbum, que já conseguimos iniciar durante o tal processo de regravação das baterias e do baixo, no ano passado. E a partir de agora, vai ser a doer [risos]. Vai ser um processo bastante intenso, ou pelo menos, eu espero que seja algo relativamente intenso.

Francisco: Quando isto começar tudo a abrir, e houver possibilidade para nos juntarmos, vamos começar a pegar nas ideias que temos n0 ‘saco’, e tentar transformá-las em algo. Há futuro. É essa a chave disto tudo.

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