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Britney Spears sob tutela: “isto nunca aconteceria a um homem”

Framing Britney Spears é o documentário do momento, não pelas melhores razões. O Fita Isoladora desta semana, podcast do Espalha-Factos, destaca a luta de Britney Spears por liberdade e reflete acerca da desigualdade de género na indústria musical, num episódio dedicado ao Dia Internacional da Mulher.

No segundo bloco do episódio semanal, as anfitriãs Carolina CorreiaHelena MoreiraKenia Nunes recebem Pedro Miguel Coelho e Matilde Dias, da equipa do Espalha-Factos e fãs de Britney Spears, para comentar a história da artista e perceber se há um tratamento diferente para as mulheres na indústria musical. O podcast está disponível para audição e subscrição em todas as plataformas.

A luta de Britney Spears

Britney Spears tem estado sob uma tutela desde 2008. Na prática não gere qualquer aspeto da sua vida, nem pode tomar as suas próprias decisões. O novo documentário do New York Times, Framing Britney Spears, abre a conversa sobre a maneira como as mulheres são tratadas na indústria musical e enquanto celebridades.

Britney foi perseguida por paparazzi, a sua vida pessoal e sexual foi escrutinada por jornalistas e comentadores, e até as suas capacidades enquanto mãe questionadas. Após um esgotamento à frente do mundo inteiro, Britney ficou a cuidado do seu pai, que gere o património e vida pessoal contra a vontade da artista. A cantora tem estado a lutar para sair desta tutela, ou para que uma entidade independente fique responsável por ela. Ao mesmo tempo, os fãs criaram o movimento Free Britney, para informar as pessoas e apoiar a artista.

Para Pedro Miguel Coelho, autor da crítica sobre o documentário no Espalha-Factosisto não aconteceria a um homem, porque nós temos várias situações de homens que estiveram em situações limite, de oversdoses e surtos psiquiátricos, e não veio nenhum pai nem nenhuma mãe fazer um controlo da vida desses homens. Nem nós estamos socialmente disponibilizados para que isso aconteça.”

Os padrões duplos na indústria e na sociedade são óbvios para o comentador: “Se um homem tivesse as atitudes que a Britney teve, tudo aquilo seria visto como um reflexo do seu génio criativo e da sua irreverência e não como uma crise.

Quase 15 anos após estes acontecimentos, a cultura das celebridades alterou-se. Estaremos a caminhar para uma sociedade mais justa? Matilde Dias, redatora do Espalha-Factos, diz que “estamos num lugar de esfera pública completamente diferente do que estávamos em 2007, quando era permitido que Britney Spears e outras celebridades, nomeadamente mulheres, fossem vexadas em praça pública todos os dias. Mas mesmo assim, ainda há muito este intuito de exploração de mulheres novas na indústria, tanto musical como cinematográfica“.

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