O Clube SIC
Fotografia: SIC / Divulgação

‘O Clube’ é “um drama repleto de erotismo” ao nível “das melhores séries de crime”

A primeira temporada de O Clube já está disponível, na íntegra, na OPTO. No rescaldo do final desta primeira parte da série, o podcast Fita Isoladora, do Espalha-Factos, analisou a aposta ousada da plataforma de streaming da SIC.

No segundo bloco do episódio semanal, os anfitriões João Malheiro, Pedro Miguel Coelho e Tiago Serra Cunha recebem Sara Recharte, espectadora atenta da ficção nacional e estudiosa na área da Literatura e das Ciências Sociais, para comentar sobre este original da autoria de João Matos com realização de Patrícia Sequeira. O podcast está disponível para audição e subscrição em todas as plataformas.

É um drama repleto de erotismo que está a par e passo das melhores séries de crime que podemos ver noutras plataformas“, aponta a convidada, que destaca as componentes narrativas e técnicas do enredo como uma vantagem face a outras séries nacionais.

É raro, no caso das séries portuguesas, poderes ver uma série durante três episódios seguidos e não te fartares, e isso acontece com O Clube“, completa Pedro Miguel Coelho.

Sara destaca ainda que esta não é uma série “sobre prostituição“, sublinhando que é antes “sobre um rol de coisas que acontecem em torno de um clube, que representa aquilo que as boîtes lisboetas constituíam na realidade da cidade; em que os proprietários, na generalidade, eram ‘pessoas de bem’, que defendiam que uma boîte não era um bordel“.

Na história, Margarida Vila-Nova representa Vera, a filha de Vasco (Fernando Rodrigues), sendo palpável a tensão entre os dois, representantes de dois diferentes paradigmas relativamente ao negócio do clube. Maria (Vera Kolodzig), Michelle (Luana Piovani) e Irina (Carolina Torres) são três das mulheres que ali trabalham, numa história que é contada pela voz de Viana, o porteiro do clube, interpretado por José Raposo.

Um retrato frio e cru

O Clube
Margarida Vila-Nova é “a dona do clube” (Fotografia: SIC/Divulgação)

Sara Recharte mostra-se ainda satisfeita por O Clube não retratar “a prostituição de forma completamente romantizada“, por oposição “ao que as telenovelas nos habituaram nos últimos anos“. A convidada considera que as novelas têm mitificado “a profissão mais velha do mundo“, o que considera “abjeto“.

João Malheiro sublinha ainda que a série vai mais além do que fazer uma simples “exploração da sexualidade“, aproveitando a oportunidade para “mostrar todos os lados desta realidade, fazendo uma análise fria e crua do que acontece realmente“.

A segunda temporada de O Clube tem estreia marcada para 26 de fevereiro, na OPTO, com um episódio a ser lançado todas as semanas, à sexta-feira. Os primeiros oito episódios estão disponíveis na íntegra na versão paga da aplicação.

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