Carmen Dolores
Fotografia: Cofina Media

Atriz Carmen Dolores morre aos 96 anos

A atriz Carmen Dolores faleceu esta segunda-feira, dia 15 de fevereiro, com 96 anos. A notícia foi confirmada à revista Flash pelo encenador Carlos Avilez, que se demonstra “destroçado”.

É verdade, morreu a Carmen Dolores. Além de uma grande atriz, era uma grande senhora. Estou destroçado“. Foi com estas palavras que Carlos Avilez confirmou a morte da colega Carmen Dolores. De acordo com a m80, o amigo da artista revelou também que a mesma faleceu em casa, ainda durante o dia de ontem, ao final da tarde. Também o encenador Jorge Silva Melo já manifestou os seus sentimentos pela partida da atriz, esta manhã, com a partilha de uma fotografia a preto e branco da atriz com a legenda “Carmen Dolores!”, no seu perfil do Facebook.

Carreira da atriz começou na rádio

Carmen Dolores nasceu a 22 de abril de 1924 em Lisboa. Iniciou a carreira na rádio, com apenas 12 anos, na Rádio Clube Português, onde fazia teatro radiofónico. Só sete anos depois chegou às grandes telas, com o papel de protagonista no filme Amor de Perdição (1943), uma adaptação de António Lopes Ribeiro do romance de Camilo Castelo Branco.

Seguiram-se trabalhos como Um Homem às Direitas (1945), A Vizinha do Lado (1945), Camões (1946), Três Espelhos (1947), A Garça e a Serpente (1952), O Princípio da Sabedoria (1975), Balada da Praia dos Cães (1987) e A Mulher do Próximo (1988). A estes filmes juntaram-se ainda as séries A Viúva do Enforcado (1993), da SIC, e Casa da Saudade (2000), da RTP, bem como as telenovelas Passerelle (1988), A Banqueira do Povo (1993) e A Lenda da Garça (1999), todas elas da estação estatal.

Foi também em 1945 que se estreou no teatro, com a Companhia Os Comediantes de Lisboa, sediada no Teatro da Trindade. Seis anos depois, transferiu-se para o Teatro Nacional D. Maria II, onde participou em várias peças de sucesso, tais como Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. Abandonou os palcos no ano de 2005.

Ao longo de toda a carreira, Carmen Dolores conta com mais de 20 distinções. Entre elas, destacam-se um Globo de Ouro (2004) de Melhor Actriz de Teatro, pela peça Copenhaga, e um Prémio Sophia Carreira, em 2016. A última foi feita em 2018, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que a condecorou Grande-Oficial da Ordem do Mérito.

Vai ser recordada como “uma grande atriz” “uma grande senhora”, relembra Carlos Avillez.

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