A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre Netflix
Fotografia: Netflix/Divulgação

Crítica. “A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre” tem um final romântico, mas previsível

A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre, que adapta o segundo livro escrito por Jenny Han, chegou esta sexta-feira (12) à Netflix.

Depois de A Todos Os Rapazes Que Amei e de PS: Ainda Te Amo, o terceiro filme traz de volta a história de um casal que não precisa de introduções: Lara Jean Covey (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo). Desta vez, tudo começa enquanto a família Covey está de férias na Coreia, mas, mesmo longe de casa, Lara Jean não esquece que o fim do secundário se aproxima.

Embora Peter já tenha a sua vaga assegurada na Universidade de Stanford, na Califórnia, Lara Jean aguarda os resultados da sua candidatura. Enquanto espera, os dois têm em mente que se não forem juntos, o seu futuro pode estar em risco. É esta a premissa de Agora e Para Sempre.

Para quem procura um filme romântico e divertido para o Dia dos Namorados, este não vai desiludir. É mesmo a história clichê e perfeita que aquece o coração de todos os apaixonados e que deixa um sorriso constante. Ainda assim, depois de sabermos de que é que se trata, torna-se óbvio.

Nos primeiros 10 minutos já se sabe como tudo vai ser: um início tranquilo e feliz, um problema que surge pelo meio e que complica a vida de Peter e Lara, e um fim em que tudo acaba bem. É mais do mesmo, mas todos nós queremos ver por ser exatamente assim. Isto só para dizer que se estão à espera de ser surpreendidos, desenganem-se.

A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre

Ficou muito por contar

É ainda de realçar que este foi, para mim, o pior filme da trilogia. Não que seja mau, mas fica aquém dos anteriores e chega até a ser muito parecido com o primeiro, uma vez que se foca muito nas personagens principais, deixando de fora algumas narrativas paralelas que poderiam ter sido exploradas.

Spoiler alert: A partir daqui há spoilers do filme

A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre continua com a candidatura de Lara Jean a ser recusada em Stanford, o que faz com que ela não entre na mesma universidade que Peter. No entanto, de forma a não o magoar, diz-lhe que entrou. A verdade só é revelada durante a viagem de finalistas a Nova Iorque, onde ela lhe conta que, em alternativa, irá para Berkley, que fica a uma hora de distância.

Tudo parece encaminhado, mas durante a viagem, quando Lara descobre a Universidade de Nova Iorque, as coisas mudam. Depois de uma festa, em que a protagonista conhece pessoas novas, vive uma aventura e se diverte, vemos o seu interesse pela cidade aumentar. Já que este é o twist do filme, era bom ter percebido melhor o que fez com que Lara Jean gostasse tanto da cidade que nunca dorme, ao ponto de mudar os planos que o casal tinha inicialmente.

Outras histórias que carecem de profundidade são a nova paixão da irmã mais nova de Lara Jean, a relação de Trevor (Ross Butler) e Christine (Madeleine Arthur), que começa a evoluir, e mesmo o casamento entre Trina (Sarayu Rao) e Mr. Covey (John Corbett), que não tira o foco às personagens principais. É percetível que A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre não tenha tempo suficiente para contar tudo sobre o elenco secundário, contudo, ao longo dos três filmes também nos fomos apaixonando por ele, e isso fez com que quiséssemos saber mais.

A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre

Pontos fortes e um elenco que não desilude

Apesar de tudo, o filme também aborda assuntos importantes, entre eles, o estar preparado para perder a virgindade quando se é adolescente e a ansiedade de mudar do secundário para a universidade, que é vivida por jovens em todo o mundo. É interessante, e principalmente importante, que narrativas que são dirigidas a um público mais jovem tratem temas relevantes e informativos.

É neste tom que se destaca as lições que o pai de Lara Jean dá à filha sobre a sua relação. Fala-lhe sobre o que é ter uma boa relação, a proximidade e o espaço que cada casal deve ter, bem como o crescimento individual dos dois. Um momento de aprendizagem que não deve passar ao lado.

Quanto ao elenco, basta falar dos protagonistas que, desde o início, conduziram a história de uma maneira fantástica, fazendo com que milhões de fãs acompanhassem a relação e se apaixonassem por ambos. Ainda assim, em A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre, a personagem de Noah Centineo destacou-se por ter tido mais profundidade, uma história que fica mais interessante e por mostrar uma faceta mais sensível. Centineo não desilude e continua a ser excelente naquilo que faz melhor: desempenhar papéis românticos. Já Lana Condor mantém-se basicamente no mesmo registo, ou seja, não desilude, mas também não surpreende. Há um ligeiro amadurecimento da personagem, o que permitiu a atriz mostrar que é realmente boa.

A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre

Terminamos assim a trilogia com um final previsível, mas feliz, como não podia deixar de ser. É um filme que vale a pena ver, com uma narrativa madura, mas sem perder a inocência colorida típica dos filmes de adolescentes. A história acaba com o início da vida de Lara Jean em Nova Iorque, e caso a Netflix decida produzir mais algum filme, tenho a certeza de que ninguém se importava de continuar a acompanhar este romance.

A Todos os Rapazes: Agora e Para Sempre Netflix
7.5
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