Lídia Franco
Fotografia: via D.R.

Lídia Franco desmente “desabafo” sobre Adam Driver: “Não foi uma agressão”

Durante o podcast Era o que Faltava, da Rádio Comercial, Lídia Franco revelou alguns detalhes de bastidores com Adam Driver. Para além de atitudes pouco profissionais, a atriz portuguesa fala mesmo de uma agressão. Porém, após a notícia chegar a vários meios de comunicação nacionais e internacionais, a atriz desmente o sucedido e esclarece que “não foi uma agressão”.

Lídia Franco, em declarações à NIT, acaba por desmentir a situação que tinha descrito. “Não foi uma agressão, nem nunca senti ou reportei que fosse essa a intenção do ator. Lamento todo o mal-entendido”, refere. “As nossas personagens tinham que estar fisicamente próximas e, cada vez que ele se levantava com o grande ímpeto da personagem para fazer o resto da cena, a cadeira onde estava sentado tocava-me com uma certa força, o que me incomodou”, explica a atriz com mais detalhe à NIT.

Lídia Franco tinha denunciado comportamentos por parte de Adam Driver que terão acontecido durante a rodagem de O Homem Que Matou D. Quixote, filme realizado por Terry Gilliam protagonizado pelo ator. Em conversa com Rui Maria Pêgo e Ana Martins, a atriz de 76 anos acusava o colega norte-americano de se ter “portado muito mal” e ter atitudes menos felizes. “Bom ator mas energúmeno”, garantia.

“Fisicamente. Agrediu-me (…) Estavam de mãos atadas [os membros da produção] e não podiam fazer nada (…) É uma agressão camuflada com uma cadeira”, referia num tom desconfortável.

Lídia Franco revelou também os requisitos que Adam Driver impôs à produção do filme. Ele exigiu num ensaio [em Espanha] que os técnicos saíssem do plateau. Exigia, acho que por contrato, que ninguém podia olhar para ele. Se olhassem, os figurantes eram despedidos, o que aconteceu na hora”, assegura a atriz portuguesa. Mesmo com as situações constrangedoras, Lídia Franco não quis desistir do projeto internacional, apesar de ter sido discutido com a equipa de rodagem do filme.

Face às declarações de Lídia Franco, a Ukbar Filmes lançou um comunicado à imprensa esclarecendo as alegações da atriz. A produtura denota a existência de várias imprecisões do relato contado na entrevista dada. “A partilha de experiências é obviamente do foro pessoal de cada ator, no entanto, os grandes projetos internacionais com elenco de várias nacionalidades e com várias dinâmicas de star systems diferentes pode conduzir a incompreensões ou mal interpretações de parte a parte”, começam por escrever.

No entanto, a produtora garante que “durante a rodagem em Portugal, não houve quaisquer despedimentos ou insultos aos figurantes, apenas lhes foi dirigido o pedido para que não tirassem fotografias ou interferissem com o trabalho do ator americano“. O único inconveniente, assegura a Ukbar Filmes, “foi, efetivamente, a presença de alguns turistas que se encontravam no local de rodagem”.

Esta não foi a primeira vez que a atriz portuguesa fez referência às atitudes de Adam Driver. No ano passado, Lídia Franco chegou a confessar que tinha “odiado” trabalhar com o norte-americano, numa entrevista à revista portuguesa TV7 Dias. Nos últimos anos, Driver tem ganhado destaque em Hollywood graças a filmes como Marriage Story. O Homem Que Matou Dom Quixote foi lançado em dezembro de 2018 e deve chegar aos cinemas portugueses este ano.

Artigo atualizado às 13h10 de dia 3 de fevereiro com o comunicado da Ukbar Filmes face às alegações de Lídia Franco.

**Artigo atualizado às 09h00 de dia 4 de fevereiro com o comunicado de Lídia Franco à NIT.

***Artigo atualizado às 10h00 de dia 4 de fevereiro com novo título.

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