noite eleitoral sic
Fotografia: SIC / Reprodução

Opinião. Uma noite eleitoral diferente e em nada melhor

A 24 de janeiro os portugueses elegeram Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República. Os canais nacionais prepararam uma noite eleitoral cheia de grafismos bonitos e modernos, embora SIC e TVI estivessem inicialmente mais interessadas que a noite política fosse rápida, algo que não se verificou.

Sem os “quartéis generais” dos candidatos cheios de gente, como habitualmente, as televisões tinham o desafio de ter conteúdo interessante e verdadeiramente relevante, num ano em que a pandemia não permitiu ajuntamentos.

O desafio esteve longe de ser superado, sobretudo com momentos que deviam fazer corar qualquer profissional de comunicação. Os grandes destaques negativos vão, sobretudo, para o Big Brother que envolveu Marcelo Rebelo de Sousa.

Todos os canais estiveram à porta de casa do então candidato, que também alimentou essa presença. Até sair de Cascais, perguntou-se-lhe o que seria o seu jantar, falou-se das luzes de casa e de quem poderia ou não estar no interior da moradia. Como se tal já não bastasse, quando saiu de casa para se dirigir à Faculdade de Direito de Lisboa, foi seguido por câmaras de todos os canais. Ao ridículo da situação, juntaram-se ainda as voltas que deu para que todos os candidatos falassem antes de si. Até aí, todos os momentos foram muito bem documentados.

Com tantos comentadores em estúdio, com tantos grafismos, gráficos e dados, é de lamentar que o jornalismo se tenha prestado a este tipo de comportamento, em busca apenas de audiências fáceis.

A SIC acabou por vencer a noite eleitoral, e bem, já que mostrou uma emissão completa e abdicou da sua programação sem receios.

Ricardo para toda a obra

Isto É Gozar Com Que Trabalha teve emissões especiais antes e depois das eleições. A antevisão e o rescaldo mostraram que Ricardo Araújo Pereira e a SIC têm abertura para fazer a diferença seja quando for.

‘Dois às 10’ e ‘Goucha’

Os novos programas das manhãs e das tardes da TVI têm tornado o canal mais competitivo durante a semana, embora nem sempre vençam as apostas da SIC. Ainda assim, para já, são ambos apostas ganhas e o primeiro sinal de que Cristina Ferreira pode ter sucesso como diretora de entretenimento e ficção.

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