festivais de verão
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2021. Os festivais de verão serão ‘bolhas livres de contágios’?

Em pleno pico da pandemia de Covid-19 no nosso país, as dúvidas acerca do futuro dos festivais de verão começam a surgir: quando todos os grandes festivais de verão portugueses foram cancelados em 2020, a promessa era a de voltarem em 2021, no entanto, ainda não se sabe se tal será possível.

Numa entrevista à revista BLITZ, Álvaro Covões, dirigente da Associação de Promotores, Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), responsável pelo NOS Alive e também diretor-geral da Everything is New afirmou que o futuro dos festivais ainda é indefinido, sendo que o objetivo é tornar os eventos em bolhas livres de contágios.

Aprofundando o tema das bolhas livres de contágio, Álvaro Covões defende que uma bolha é um qualquer espaço livre da Covid-19: “O hospital é uma bolha, as viagens também são bolhas“, acrescentando que “Para seres operado tens de ser testado e só entras no hospital depois de seres testado. As viagens também são bolhas. As pessoas, teoricamente, para entrar num avião, têm de ser todas testadas e estarem negativas“.

Assim, esta tentativa de tornar os festivais livres de contágios só acontecerá se houver apoio por parte da comunidade científica, sendo que é esperado que as regras nos festivais sejam mais rigorosas e funcionem melhor que as regras dos hospitais: “Nos hospitais, as pessoas que lá trabalham não são testadas todos os dias, vão do seu ambiente para o trabalho, portanto não há garantias a 100%“.

Propostas já foram apresentadas à tutela

A 16 de janeiro ocorreu uma reunião com a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e representantes da Secretaria de Estado do Turismo, da Secretaria de Estado da Saúde e da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) com vários promotores de espetáculos, entre eles representantes da APEFE, da Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE), da Associação Portuguesa de Festivais de Música (Aporfest) e da Associação Espetáculo – Agentes e Produtores Portugueses (AEAPP).

Nessa reunião os promotores de espetáculos colocaram a ideia da criação de bolhas em cima da mesa, no entanto, esta possibilidade está diretamente dependente do processo de vacinação no nosso país, que criará imunidade de grupo entre a população. Desta forma, como ainda não se sabe quando a imunidade de grupo será atingida, a realização dos festivais de música permanece uma incógnita.

Deste modo, esta incerteza quanto à existência ou não de festivais de verão é comum a vários países da União Europeia, visto que as dúvidas são muitas: neste momento diversas nações encontram-se confinadas ou com medidas restritivas de forma a tentar travar o número de casos diários de infeção por Covid-19.

Álvaro Covões mantém a esperança. “Estamos a trabalhar para o day after, obviamente, estamos a trabalhar em cenários para a retoma. Isso é que é o importante“, sublinha, reforçando que  “Nós devíamos ser um exemplo para todos os setores de atividade, porque, que eu saiba, mais nenhum está a fazer este trabalho com o governo“.

A próxima reunião entre os promotores de espetáculos e o governo está marcada para dia 3 de fevereiro.

 

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