A Máscara
Tiago Caramujo/SIC

Opinião. ‘A Máscara’ mantém a mesma receita com novos concorrentes

Precisamente um ano depois de se estrear em solo nacional, A Máscara conheceu, esta sexta-feira (1), o arranque da segunda temporada. Na nova série do formato que é descrito como o “espetáculo mais misterioso do mundo” existem 12 novas máscaras que escondem a identidade dos novos concorrentes. 

A dinâmica do programa mantém-se inalterada: existem duelos entre dois mascarados, sendo que, no final de cada confronto, o público presente em estúdio escolhe aquele que avança diretamente para a fase seguinte. Os mascarados menos votados nos vários duelos decorridos durante a emissão têm de voltar a atuar no final, estando em risco de ver a sua participação no programa chegar ao fim. No confronto final, o painel de investigadores é soberano: a sua decisão dita qual o mascarado que vê a sua identidade revelada.

Durante os duelos, antes de cada mascarado atuar, passa um vídeo com pistas sobre a identidade do concorrente por detrás daquela máscara. Depois de cada atuação, o painel de investigadores dá o seu palpite sobre a identidade de quem está na máscara. O painel de investigadores mantém-se também o mesmo da primeira edição: César MourãoCarolina LoureiroSónia TavaresJorge Corrula são os responsáveis por tentar desvendar a identidade das 12 máscaras a concurso.

A Máscara
O painel de investigadores tenta descobrir a identidade dos mascarados. Imagem: Tiago Caramujo/SIC

A condução do programa volta a estar a cargo de João Manzarra. Apesar de decorrer em tempos de pandemia, contrariamente à primeira edição — que terminou a 23 de fevereiro, estando previamente gravada —, o programa mantém público presente em estúdio, com a devida utilização de máscaras de proteção, sendo que o público é um elemento fundamental na dinâmica do formato, dado o seu poder de salvar diretamente concorrentes. A pandemia não deixou de ser ironicamente evocada pelo apresentador: “[Este é] o programa visionário que já mascarava pessoas antes de as máscaras estarem na moda“, afirmou.

Edição conta com novas máscaras

A segunda temporada conta com um leque totalmente renovado de máscaras. No primeiro programa, emitido no primeiro dia de 2021, passaram pelo palco de A Máscara seis dos doze disfarces. Antes de cada atuação, os mascarados deixaram pistas quanto às suas identidades. Os concorrentes são personalidades já consagradas, podendo “ser cantores, atores, modelos, desportistas“, entre outros.

O primeiro duelo da noite aconteceu entre a Coruja e o Unicórnio. A Coruja assume não olhar para trás na vida, embora, se o fizesse, “tinha muitos feitos incríveis para recordar“. Já o Unicórnio encobre alguém que recebe “correspondência de milhares de fãs“. Deste primeiro confronto, o público escolheu passar diretamente para a fase seguinte a Coruja.

Seguiu-se outro embate, desta feita entre a Abelha e o Lobo. A Abelha diz estar “habituada a tirar o máximo partido das suas capacidades físicas“. “Comigo é sim ou sopas, ou entro nas coisas para dar o meu melhor ou nem me dou ao trabalho“, revelou, por sua vez, o Lobo. Este último foi o escolhido pelo público.

O Robot e o Bulldog Francês enfrentaram-se no último duelo da noite. “Tenho um sensor aqui no peito para vos causar alegria” e “Dizem que este robot tem um parafuso a menos” faziam parte do conjunto de pistas do Robot. Já o Bulldog Francês revelou que se expressa a rimar, dominando o idioma que lhe dá nome, o francês. O público decidiu salvar o Bulldog Francês.

Os três que não foram salvos — Unicórnio, Abelha e Robot — ficaram em risco de sair, tendo de atuar novamente. “Um destes famosos vai perder a cabeça esta noite“, apontava João Manzarra. Depois das atuações, o painel de investigadores decidiu eliminar o Robot, justificando que não tinha certezas sobre a identidade de nenhum dos mascarados, sendo o Robot aquele que deixava maior curiosidade.

A Máscara
O Robot abandonou o programa na primeira emissão. Imagem: Tiago Caramujo/SIC

A emissão terminou com a revelação da identidade do Robot: o cantor Luís Represas, para espanto dos investigadores. Depois de revelada a identidade, é também desvendada a solução para as pistas apresentadas no vídeo de apresentação. Depois de apresentadas seis máscaras, faltam conhecer ainda outras seis: Gelado, Banana, Coelho, Lagostim, Árvore e Tigre.

Atuações pouco elaboradas

Os mascarados executam uma música, tendo a sua voz distorcida para salvaguardar as identidades. À semelhança da temporada passada, o cenário mantém-se o mesmo e as atuações também não conheceram, de forma geral, alterações. Nesta primeira emissão, contudo, destacou-se a atuação do Lobo, mais elaborada: envolvia dançarinas, fumo, fogo, coreografia, adereços e iluminação sincronizada. Não é regra geral, mas há exceções. Quando comparadas, por exemplo, com outras versões do formato, as atuações não são muito elaboradas, parecendo perderem um pouco de importância neste jogo de adivinhação.

A Máscara
A atuação do Lobo foi elogiada pelo painel de investigadores. Imagem: Tiago Caramujo/SIC

Neste jogo de Quem é Quem?, o programa corre o risco de tornar-se um pouco repetitivo para quem o vê. Contudo, o fator curiosidade também joga a favor, mantendo o interesse dos telespetadores, bem como o curto tempo de emissão — 1h30m na estreia —, que ajuda a que o programa seja dinâmico, acontecendo muita coisa em pouco tempo. Nesta nova temporada, mudam os concorrentes e as máscaras que os cobrem, sendo que a restante receita se mantém praticamente a mesma.

Nesta primeira semana de exibição da temporada, A Máscara contará com três emissões seguidas: sexta, sábado e domingo. Ao que tudo indica, depois manter-se-á o esquema utilizado na série passada: uma emissão ao sábado à noite e outra ao domingo.

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