The Voice Portugal RTP1
Fotografia: RTP / FremantleMedia

Opinião. O balanço do melhor de 2020 na RTP1, SIC e TVI

O ano que agora chega ao final foi tão marcado por situações negativas que se impõe um balanço de 2020 com o melhor da RTP1, da SIC e da TVI.

Comecemos pelo canal público. E na RTP1, entre vários bons formatos, escolho um que até critico habitualmente e que merece aqui uma pequena redenção. A edição deste ano do The Voice Portugal é, muito provavelmente, a melhor ou uma das melhores de sempre. O formato reinventou-se da forma possível e encontrou extraordinários talentos na música. É uma belíssima alternativa à concorrência ou até mesmo para quebrar a rotina das séries e filmes a que muitos têm acesso e que ocupam as noites durante a semana. A equipa, os apresentadores e os mentores estão de parabéns.

Casa Feliz
Fotografia: Divulgação / SIC

Na SIC, o destaque vai para o Casa Feliz, antigo Programa da Cristina. A nova diretora de entretenimento e ficção do canal de Queluz de Baixo deixou Paço de Arcos de um dia para o outro, deixando a estação com um problema por resolver. Daniel Oliveira foi rápido. Chamou o incansável João Baião e juntou-lhe Diana Chaves, que asseguraram um formato de forma quase heróica quando todos os olhos estavam postos sobre si. Sem Cristina Ferreira, o programa manteve a essência, mas fez esquecer a sua principal figura. Nem sempre é líder de audiências, mas quando não é também não fica muito longe.

Cláudio Ramos Big Brother
Fotografia: TVI / Divulgação

Por fim, o destaque da TVI vai para a primeira edição do Big Brother. Depois do erro que foi a aposta na versão ZOOM, o reality show conseguiu impor-se, sobretudo aos domingos, e muito por culpa do bom trabalho de Cláudio Ramos e do achado que foram os comentários da Pipoca Mais Doce. O grupo de concorrentes também proporcionou a discussão de temas fraturantes da sociedade, apesar de, por vezes, se ter exagerado. 

São estas as escolhas de um 2020 atípico. Nem todas estão relacionadas com o facto de serem grandes ou os melhores programas de televisão, mas porque, por algum motivo, se destacaram positivamente.

Por fim, desejo a todos um feliz ano novo. Até 2021!

Tiago Lourenço é autor convidado do EF e autor do blog A Caixa Que Já Foi Mágica.
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