BRIDGERTON
Fotografia: Liam Daniel/Netflix

‘Bridgerton’: Tudo o que precisas de saber sobre a série da Netflix

Bridgerton, primeira série de Shonda Rhimes na Netflix, estreou a 25 de dezembro. O que podemos esperar da adaptação televisiva de Julia Quinn?

A ação tem lugar na alta sociedade britânica, durante o tempo da Regência britânica, altura em que o rei Jorge III foi considerado incapaz de governar e foi substituído interinamente pelo filho, o Príncipe de Gales. Nessa época, a maior preocupação das famílias da aristocracia era juntar as filhas com o melhor par dentro da corte.

É neste cenário, de casamentos de conveniência e num mundo de aparências, que se passa o drama romântico que gira em volta das raparigas recém-chegadas à vida social e, em especial, da família Bridgerton. Daphne Bridgerton, a filha mais velha do clã, interpretada por Phoebe Dynevor, é considerada o “diamante da temporada” e constitui-se como a protagonista de todo o enredo.

Ao observar toda a vida o casamento bem-sucedido dos seus pais, o falecido Visconde de Bridgerton e a Lady Violet Bridgerton (Ruth Gemmell), Daphne pretende casar por amor, não por conveniência. A seu lado, surge Rege-Jean Page, que interpreta Simon, o Duque de Hastings, um dos solteiros mais cobiçados de toda a Londres, sem qualquer intenção de se casar. Os dois aliam-se num esquema que funciona para servir os interesses de ambas as partes. Esta dinâmica torna-se o ponto central de toda a história.

Daphne Bridgerton e Simon Basset, Duque de Hastings
Fotografia: Liam Daniels / Netflix

Posto isto, poderia tornar-se óbvio que a Netflix estaria a adaptar os livros de Quinn por ordem, tendo em conta que o primeiro volume é intitulado, na versão original, como O Duque e Eu – em Portugal, Crónica de Paixões e Caprichos. No entanto, para já, a plataforma de streaming apenas pensou a série para uma temporada. Além disso, A Grande Revelação, o quarto volume da saga, também parece estar em destaque na primeira temporada, abordando as perspetivas amorosas de Colin (Luke Newton), o terceiro dos oito herdeiros Bridgerton.

Também o primogénito da família, Anthony (Jonathan Bailey), está na linha da frente desta temporada. Auxiliando Daphne na busca por um futuro marido, o visconde de Bridgerton vê-se, simultaneamente, em conflito consigo próprio. Por um lado, recai sobre si o peso de seguir as pisadas do seu pai, bem como de encontrar uma noiva adequada para o acompanhar nessa missão, por outro apaixona-se por alguém que é completamente o oposto. Benedict Bridgerton (Luke Thompson), o segundo mais velho, e vê-se preso entre o seu dever e o sonho de perseguir uma carreira na arte.

Eloise Bridgerton, interpretada por Claudia Jessie, é a materialização do feminismo. Deseja melhor para si do que ser simplesmente reduzida a uma esposa, sem perspetivas de carreira, sem independência. É uma solteirona e, durante a temporada, debate-se com esta questão.

A rebelde Eloise Bridgerton
Fotografia: Liam Daniels / Netflix

Para além de aprofundar a família que dá nome à série, esta produção foca também o clã Featherington, cuja entrada na alta sociedade é liderada por Portia Featherington (Polly Walker), a matriarca. Ao orientar as suas filhas, Phillipa (Harriet Cains), Prudence (Bessie Carter) e Penelope (Nicola Coughlan) na busca do casamento, vê-se a braços com uma situação peculiar envolvendo Marina Thompson (Ruby Barker), prima afastada do seu marido, que vem para a cidade e precisa de uma mentora para a auxiliar no “mercado” do casamento.

O clã Featherington
Fotografia: Liam Daniels / Netflix

A unir todos estes dramas, escândalos, voltas e reviravoltas, está Lady Whistledown, uma colunista anónima de fofocas, constituindo-se como uma verdadeira Gossip Girl da Regência. Narrada pela veterana Julie Andrews, a escritora tem um peso colossal na produção da opinião pública. Uma palavra, seja ela doce ou amarga, pode beneficiar ou destruir a reputação das personalidades da corte inglesa, como é perceptível no trailer, lançado a 2 de novembro.

A primeira temporada de Bridgerton promete para aqueles que têm um gosto especial por romances históricos, destacando-se pela vivacidade das imagens e a extravagância e detalhe dos figurinos, mas também pela banda sonora utilizada, que inclui versões instrumentais e minimalistas de temas de artistas como Shawn Mendes e Billie Eilish. Outro dos pontos de destaque foi a preocupação com a representatividade visível na escolha do elenco.