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Fotografia: Reprodução

GfK continua a medir audiências televisivas até 2025

Nos próximos cinco anos, as audiências televisivas em Portugal vão continuar a ser medidas pela GfK. A empresa, que assegura os estudos de audimetria desde 2012, venceu o concurso internacional da Comissão de Análise e Estudos de Meios (CAEM).

Além da GfK, participaram também no processo de consulta a Marktest, responsável pela medição de audiências entre 1999 e 2012, a Nielsen e a Kantar Media. As quatro empresas finalistas receberam em meados deste ano os cadernos de encargos para o fornecimento do serviço de medição de audiências de televisão para o período de 2021 a 2025.

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“A empresa selecionada, por deliberação tomada por unanimidade das três secções da CAEM, anunciantes, agências e meios, foi a GfK, Portugal Marketing Services S.A., avança a direção da entidade em comunicado. A CAEM reconhece “o elevado empenho e qualidade técnica das propostas apresentadas nesta consulta”.

De acordo com declarações exclusivas ao Espalha-Factos, a GfK prevê novas funcionalidades de medição no novo contrato, nomeadamente “a medição de conteúdos de todos os terminais do lar – mobile, tablets, smart TVs, PCs“, aumentando a cobertura de tudo aquilo que é visionado dentro de casa, mas também a contabilização do consumo de visitantes nas casas dos membros auditados pelo painel da empresa.

O fim de um impasse

Em 2018, o fim do contrato entre a CAEM e a GfK gerou um desentendimento entre as três estações generalistas e a comissão, que reúne representantes dos diversos media (televisão, rádio, imprensa, outdoor), associações das agências de meios e anunciantes.

Sem que CAEM e GfK chegassem a um entendimento para renovar ou prorrogar o contrato, RTP, SIC e TVI anunciaram então um acordo com a GfK para manter a medição de audiências de forma transitória no ano de 2019, até a realização de um novo concurso. O acordo das televisões, que pretendiam fundar uma nova associação responsável pela gestão da medição das audiências em substituição da CAEM, viria a ser contestado pela Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN).

As partes acabariam por chegar a acordo, e a ideia de criar uma nova associação foi abandonada. Em 2019, o contrato da CAEM com a GfK foi prolongado por mais um ano, garantindo a medição até à conclusão do concurso internacional.