cobertura da CMTV sobre morte de Sara Carreira em análise no Fita Isoladora
Fotografia: EF via D.R.

Podcast. Como (não) noticiar uma morte mediática

A CMTV foi líder de audiências há uma semana com um especial sobre a morte de Sara Carreira. O Fita Isoladora analisa como o jornalismo deve abordar mortes mediáticas, respeitando o interesse público e sem esquecer os direitos fundamentais.

Ouve o novo episódio do Fita Isoladora:

2020 foi um ano que nos habituou a ver jornalistas a enumerar mortes diariamente, ao relatarem os avanços da pandemia. Num ano assolado por más notícias, houve várias mortes mediáticas. Pedro Lima e Filipe Duarte são nomes ainda frescos na nossa memória. Mais recentemente, a cantora Sara Carreira morreu vítima de um acidente de viação, com apenas 21 anos.

Mais de 300 mil pessoas acompanharam o Especial Notícias CM no domingo (5), emitido em direto do local do acidente que causou a morte à filha de Tony Carreira. O público tem interesse neste tipo de exploração do tema ou procura simplesmente informação sobre o assunto?

Para Luís António Santos, professor e investigador de Jornalismo na Universidade do Minho – e antigo jornalista no Jornal de Notícias, TSF, Diário de Notícias, TVI e na BBC World Service  “obviamente que há valor notícia e interesse público” num acontecimento como este. Por isso, defende que o jornalismo deve “ser ainda mais exemplar” na abordagem ao tema, com “respeito pela dor das pessoas e pela imagem da pessoa que morreu”.

O Código Deontológico do Jornalista é absolutamente claro ao dizer que nós não nos podemos aproveitar de pessoas que estão em situação de fragilidadeafirma. O professor reflete ainda sobre o modelo de negócio dos meios de comunicação social, apontando que pode justificar escolhas editoriais que chamem mais audiências.

Não é um problema português, é um problema dos media em geral”, explica, “que tem a ver com o modelo de negócio que se cristalizou como o principal modelo de negócio do jornalismo, que é a conquista de maior atenção. Ou seja, eu ter mais atenção significa eu ter mais rendimento“. Luís António Santos acrescenta ainda que importa “questionar essas decisões editoriais e pedir às pessoas responsabilidade”.

SIC vs TVI: O sobe e desce nos primeiros 100 dias de Cristina Ferreira também em destaque

Cristina Ferreira assinalou, esta semana, 100 dias desde que entrou no comando da TVI. O Fita Isoladora aproveita a data para analisar o estado da guerra de audiências entre o canal Quatro e a SIC.

A SIC e a TVI estão cada vez mais próximas entre si, e o Fita relembra como ambos os canais chegaram até onde estão agora. Quais os programas e as apostas que fizeram a TVI subir? E estará a SIC a jogar pelo seguro? Gonçalo Marques Barbosa, redator do Espalha-Factos e autor de um artigo de balanço dos 100 dias de Cristina Ferreira como diretora na TVI, analisa o sobe e desce das audiências.

A crise da indústria de música independente em análise

A pandemia da Covid-19 alterou o setor cultural como o conhecemos, e trouxe acrescidas dificuldades aos músicos emergentes e independentes. Sem as salas de espetáculo abertas, e sem maneira de dar concertos, como podem os artistas manter a sua arte viva? O Fita Isoladora reflete sobre o tema com Miguel Rocha, redator do Espalha-Factos e co-autor de uma reportagem sobre a crise da indústria da música indepentende em Portugal.

podcast, que já está disponível para audição, tem todos os episódios para escuta nas plataformas SpotifyApple PodcastsGoogle PodcastsAnchorBreaker e RadioPublic.

Ouve os Minutos desta semana:

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Mais Artigos
Netflix
Netflix torna-se o segundo maior grupo de televisão na Europa