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Christmas Song, Vol. 1 é o novo disco de covers de David Fonseca

À Escuta. David Fonseca abre a época natalícia com disco de covers

Mais uma semana, mais uma edição do À Escuta, a rubrica semanal do Espalha-Factos que destaca as novidades da música portuguesa. Desta vez, realçamos David Fonseca, que abre a época natalícia com um disco de covers, a homenagem de Bia Maria à música tradicional portuguesa e o novo disco de Cuca Roseta.

Temos, ainda, novos singles de Tiro no Escuro, We Find You, e Fernando Daniel com Agir; o novo EP de Mazarin, os novos discos de Call Me Alice e James C e, ainda, a compilação de música disco portuguesa dos Costa Nova. Esta semana foi também marcada pelo lançamento do Vol. 1 de José Pinhal — a lenda cuja chama foi reacendida por fãs Portugal fora e por um documentário em sua homenagem (A Vida Dura Muito Pouco) pode agora ser ouvida no Spotify.

David Fonseca abre a época natalícia com disco de covers

Em 2007, David Fonseca publicou uma cover do hino cristão ‘Amazing Grace para assinalar o início da época natalícia. Desde então, as versões de canções de Natal do músico tornaram-se uma tradição anual. Em 2020, David Fonseca não se prende a apenas uma canção e lança Christmas Songs – Vol. 1, um disco composto por reinvenções de 13 canções que fazem parte do imaginário natalício de qualquer um.

O cancioneiro é variado, contando com cânticos mais tradicionais, como ‘Little Drummer Boy‘ e ‘O Come All Ye Faithful‘, títulos de bandas sonoras, como ‘My Favorite Things‘, do clássico Música no Coração, que David Fonseca assume não ser exatamente uma canção natalícia porém associa-a à época porque o “filme [passa] quase todos os anos na televisão desde que sou criança. Habituei-me a ouvi-la como uma canção de Natal e por isso resolvi tentar a minha versão deste clássico incrível.” No disco podemos ouvir, ainda, músicas do universo pop, como ‘Last Christmas‘ ou ‘All I Want For Christmas is You’, que foi revisitada de uma maneira “melancólica, meio trágica, mas que se cola bem ao Natal“.

O disco será apresentado nos dias 22 e 23 de dezembro no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

Bia Maria lança EP em homenagem à Música Tradicional Portuguesa

Tradição é o novo EP de Bia Maria, um disco em homenagem às raízes da música portuguesa. Lançado em parceria com o projeto da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP), Tradição revisita clássicos através da voz da artista oureense que imprime o seu cunho a cada canção, mantendo-se fiel ao legado e às emoções que originalmente eram transmitidas pelos temas.

À luminosa voz de Bia Maria aliam-se a guitarra e arranjos de André Mendes, e coros de Billy VerdascaGuilherme SimõesLara Gésero & Pedro Oliveira. As músicas ganham ainda mais cor com os excertos de gravações de projetos da MPAGDP, que contam “histórias passadas de voz em voz ao longo do tempo” e fazem a ligação entre a contemporaneidade e as raízes de uma cultura musical que, felizmente, continua a ser celebrada graciosamente.

Meu é o novo longa-duração de Cuca Roseta

Cuca Roseta escolheu o seu dia de aniversário (2 de dezembro) para desvendar o novo disco, Meu. O título é, precisamente, indicativo: todos os temas foram criados exclusivamente pela fadista. Como consta no comunicado enviado à imprensa, “aqui, tudo lhe pertence – cada palavra, cada acorde, cada melodia“. Meu é composto por 12 canções caracterizadas como ilhas muito individuais que, quando ligadas, formam um arquipélago coerente, mostrando as suas raízes “profundamente portuguesas“.

O disco foi apresentado nas redes sociais da cantora, que o explicou e cantou em direto, bem como na plataforma MEO em formato de jantar informal, partilhando confidências sobre o processo criativo e respondendo a perguntas de seguidores.

Mazarin regressam com Interlúdio

Interlúdio é o novo projeto de Mazarin, um quarteto bejense que se fez conhecer em 2018 com o lançamento do EP homónimo que os catapultou para festivais como o FNAC Live, Vodafone Paredes de Coura ou Zigur Fest. Agora, Vicente Booth, Léo Vrillaud, João Romão, João Spencer lançam Interlúdio, um EP composto por dois temas, ‘Vasenol‘ e ‘Batata Palha‘, gravados durante uma residência na Escola de Tecnologias Inovação e Criação.

Citando o jazz britânico como influência de partida que se serve do groove, da repetição e do boom bap clássico para formar o som tão característico da banda, os Mazarin afirmam que Interlúdio serve de passagem da primeira para a segunda fase da banda. O EP marca também a integração do quarteto no colectivo e editora discográfica Monster Jinx.

Cosmos, Sampled. é o primeiro longa-duração de Call Me Alice

Call Me Alice estrearam-se com o single ‘Yellow Coat’ no início de 2020. Agora, apresentam Cosmos, Sampled., um LP composto por nove músicas gravado em julho, em Celorico de Basto e produzido entre agosto e setembro. Ao longo do disco, Fred, Isa, Mat e Sami fazem uma excursão pelo espaço sideral através de samples retirados do discurso “Pale Blue Dot”, de Carl Sagan, letras lapidadas e harmonias oníricas.

Cosmos, Samples. foi produzido por Raised By Sheep, 1/3 dos Don Pie Pie, e conta com capa de Teresa Bessa. Com este disco, os Call Me Alice marcam a sua posição junto da nova geração de músicos portugueses que reforçam a sua buliçosa vivacidade.

Nunca Chego Cedo‘ é o terceiro single de Tiro no Escuro

Tiro no Escuro está numa maré de lançamentos. É a terceira semana consecutiva que o projeto a solo de Artur Gomes da Costa edita uma canção diferente: em ‘Nunca Chego Cedo‘, o artista regressa ao funk e à dream pop de ‘Não Tenho Tinta‘. Na semana anterior, com o lançamento de ‘Talvez‘, mostrou a faceta acústica que revelou em ‘Ansioso‘. Com a mais recente, Tiro no Escuro reforça o “jogo hábil entre o acústico e o eletrónico‘, mostrando-se um trunfo de imenso valor para a nova música portuguesa.

Metade Metade‘ é o mais recente single de We Find You

‘Metade Metade’ é o quarto single do grupo bracarense We Find You. Sucessor de ‘Lembra-me‘, que contou com a participação da cantora e compositora Bárbara Tinoco. O novo single foca-se na magia das possibilidades de relações e de paixões e pretende responder à questão “porque é que as pessoas se apaixonam?”.

A resposta vem em formato musical, com voz de David Dias, guitarras de Miguel Faria e Bruno Macedo, baixo e synths de João André e coros de Diana Martínez.

Lê também — Festival da Canção 2021. Carolina Deslandes, Filipe Melo e Tatanka entre os compositores

Fernando Daniel junta-se a Agir em ‘Sem Ti’

Sem Ti marca o início da parceria de Fernando Daniel e Agir, dois músicos de renome da pop portuguesa. Com música de Agir e composição do par, a canção surge no seguimento de um desafio que Fernando Daniel propôs ao amigo para colaborar numa canção para Presente, disco editado no início do ano. “O ‘Sem Ti’ nasce de um convite meu ao Agir, depois da música estar feita. Ia ouvindo a canção vezes sem conta e sentia que faltava algo. Mal me apercebi que a música encaixava também no que o Agir representa decidi convidá-lo. Ele aceitou logo“, explicou Fernando Daniel.

Por imposição da pandemia, a dupla optou por escolher ‘Sem Ti‘ para ser o primeiro single de “uma versão 2.0 de Presente“, que contará com participações inéditas e surpresas que serão desvendadas no início do próximo ano.

James C. está de regresso com sodden

Após a sua estreia no ano passado com o disco Pretty Straightfoward, James C. regressa com sodden, um disco que se revela mais maduro e ponderado que o anterior numa viagem entre o rock moderno e a pop psicadélica. Produzido por Pedro Santos André Oliveirasoddenvem materializar uma nova série de narrativas, com temas mais subversos tais como a saúde mental, a impulsos depressivos e como lidar com eles.”

Em sodden, James C. colabora com o artista londrino Donny Dagger pela busca da regeneração da sua sonoridade com a introdução de elementos calculados e laivos.

Compilação de “disco gems” portugueses chega ao Bandcamp

COSTA NOVA — Atlantic Disco & Boogie Gems from Portugal (82-89) surgiu da paixão de dois “escavadores de discos” irlandeses que passaram os seus últimos dias de verão na costa portuguesa, perto de Aveiro. Alojados em casa do Senhor Dionísio que, nos anos 1980, fora DJ de uma rádio local. Da sua coleção gigante, a dupla irlandesa compilou as suas canções preferidas de disco e boogie português e as digitalizou para que o Senhor Dionísio as pudesse ouvir.

A compilação submerge-se na nostalgia dos 80’s, de uma época em que a música se focava puramente na emoção aliada à democratização da tecnologia e instrumentos eletrónicos. Da lista de canções constam clássicos como “Né Ladeiras” de Hotel Astória, “Trouxe Comigo Ilusões“, de José Cid e a versão instrumental do genérico d’O Tal Canal.

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