The Crown Lady Di

‘The Crown’: Secretário da Cultura britânico quer que a Netflix avise que a série é ficção

Oliver Dowden acredita que é preciso reforçar esta mensagem para que não se confundam factos e ficção

A controvérsia à volta da quarta temporada de The Crown chegou a Oliver Dowden, Secretário da Cultura britânico. A temporada mais recente da série fala sobre o relacionamento entre Charles e Diana, os príncipes de Gales, e outrora um casal muito popular em todo o mundo.

Dowden acredita que o drama sobre a realeza britânica precisa tornar mais claro que nem tudo na série é real ou verídico: “Temo que uma geração de espetadores que não viveu esses eventos possa confundir a  ficção com os factos“.

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Afirma ainda que The Crown é uma “bela produção de ficção“, mas que “deve ser claro desde o início que é apenas isso“. O Secretário da Cultura disse que irá escrever à Netflix expressando a sua preocupação sobre o assunto.

Na imprensa britânica, em diferentes tablóides, ouviu-se a reclamação de que não é enfatizado o suficiente o caráter ficcional da da produção da Netflix. O Conde Spencer, irmão da Princesa Diana, disse ao canal de televisão ITV que teme que a narrativa seja interpretada pelos espetadores como exatamente aquilo que aconteceu.

Acho que iria ajudar à série enormemente se, no início de cada episódio, fosse afirmado: ‘Isto não é real, mas é baseado em alguns eventos reais’.”

Apenas baseado em factos reais

Apesar de a plataforma não ter emitido nenhum comentário, é de notar que The Crown tem mantido desde o princípio o facto de ser baseada em factos reais. O criador da série, Peter Morgan, afirmou que os textos são uma combinação entre pesquisa e drama – uma “ficcionalização” de eventos que aconteceram.

Josh O’Connor, que interpreta o Princípe Charles na série, defendeu no programa BBC Breakfast a forma como The Crown é escrita: “O que Peter faz brilhantemente é apanhar factos históricos e pintar entre esses momentos.

Às vezes as pessoas querem acreditar que isso é o que aconteceu. É sempre bom relembrar que somos atores, não somos reais e não é uma história real.”

O efeito da Lady Di

The Crown, lançada em 2016, propôs-se a contar a história da família real britânica através de alguns eventos que aconteceram na vida real. O início da trama acontece com uma Rainha Elizabeth jovem, por volta dos seus vinte anos, e ainda antes de assumir o cargo mais alto da Coroa.

Desde o princípio, vários comentários foram feitos a respeito da narrativa. Para alguns, foi indicada como uma adaptação mais para o lado criativo e dramático da verdadeira vida da família real. O casamento de Princípe Charles e da Princesa Diana, já por si só tendo elementos polémicos, entrou para a lista de eventos que consideram destoar nas telas do que aconteceu de facto.

Dickie Arbiter, antigo secretário de imprensa da família real, esteve entre os críticos. Ao falar com a BBC, disse que a série estaria a “esticar a licença dramática ao extremo” e a representar mal ao Príncipe Charles, e a um nível mais leve a Princesa Diana.

Para Arbiter, na quarta temporada de The Crown, o príncipe e Camilla Parker Bowles foram postos nos papéis de vilões. Também acrescentou que a cena em que o Príncipe Charles conversa com o seu secretário a respeito da saúde mental da Princesa Diana, a respeito de uma viagem que faria sozinha à Nova Iorque, nunca aconteceu.

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