Charles Sykes / Invision / AP
Charles Sykes / Invision / AP

Adam Samberg revolta-se com membros da Academia que estão contra regras de inclusão

o ator e comediante americano deu a sua opinião durante uma entrevista no podcast do Variety's Awards Circuit.

Andy Samberg revolta-se contra os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que não se mostram dispostos a aceitar os novos padrões de diversidade e inclusão definidos para entrarem em vigor em 2024.

Numa conversa com Clayton Davis, no podcast do Variety’s Awards Circuit, o ator e comediante americano demostrou a revolta que sente em relação aos críticos que se opõem à diversidade no cinema. O questão da diversidade surgiu quando o ator referiu a série de comédia Brooklyn Nine-Nine como exemplo, falando como a inclusão foi feita da maneira certa, tanto à frente como atrás das câmaras. “Foi fortuito em termos do diagrama de Venn de ser inclusivo. Sabíamos que [a diversidade] era importante, mas também não tivemos dificuldade em puxar o gatilho”, disse Samberg falando do trabalho com Stephanie Beatriz e Melissa Fumero. 

Na opinião de Adam Samberg, “é uma loucura como as pessoas estão a ter problemas com a questão do Óscar. Os parâmetros, se virmos de perto, poderão ser facilmente ultrapassados. Poderá se ter o elenco mais branco da história do cinema e ainda assim, facilmente alcançá-los apenas criando alguns papéis atrás das câmeras.

O protagonista de Brooklyn Nine-Nine, que terminou a sua sétima temporada na primavera, foi rapidamente contratado pela NBC para uma renovação da oitava temporada. Adam Samberg diz que os argumentistas ainda estão a tentar descobrir como integrar a Covid-19, mas também  a abordar a questão da brutalidade policial na série.

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Novas regras entram em vigor em 2024

As novas regras que surgem para a inclusão obrigam os candidatos a Melhor Filme a marcar um certo número de características para atender aos requisitos de diversidade que foram calorosamente debatidas desde o anúncio a 8 de setembro. Enquanto alguns argumentam que isso permite aos que criadores mais diversos tornar as suas histórias conhecidas, outros dizem que isso interfere na expressão criativa.

Em junho, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas prometeu dar maior inclusão depois da  lista de indicações ao Óscar de 2020 ter sido criticada pela falta de diversidade. Em setembro, anunciou grandes mudanças nos critérios de qualificação para a categoria de Melhor Filme.

De acordo com as novas diretrizes, uma obra só será elegível para Melhor Filme se pertencer a pelo menos um de vários critérios que são impostos. Um exemplo especifico é que um dos atores principais ou pelo menos 30% dos personagens secundários devem ser de um grupo étnico sub-representado.

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