Cama máscara relações sexuais

Como a pandemia afeta as nossas relações sexuais?

Sex shop online: um recurso em contexto de Covid-19

Artigo patrocinado.

A sexualidade foi impactada pela pandemia da Covid-19 de várias formas. Em primeiro lugar, porque a crise de saúde obrigou a que muitos casais e famílias ficassem em casa durante o Grande Confinamento. Esse confinamento obrigatório impulsionou novos hábitos, como o teletrabalho e a telescola, o que criou rotinas completamente novas e testou relações sob os mais variados pontos de vista.

A isto deve-se acrescer o peso da crise social e económica, que criou angústia, ansiedade e stress, consequências transversais a várias camadas sociais. Se a esse facto somarmos a obrigação de ter que estar em casa numa realidade completamente disruptiva e de termos que lidar com a “outra-metade” num contexto completamente inédito, as campainhas soam. Lidar com uma situação destas não é fácil para um casal, sobretudo para aqueles que estão juntos há menos tempo. Mas há mais.

É que não foram só os casais a ter que viver uma realidade completamente nova. Os solteiros, por exemplo, ficaram sem a possibilidade de sair e conhecer novas pessoas. Isto devido ao confinamento obrigatório e às regras de distância social que foram impostas, bem como às restrições aplicadas aos espaços de diversão noturna ou de restauração, lugares de convívio social onde seria sempre mais fácil conhecer alguém.

Para além do impacto na vida profissional e doméstica, toda esta situação acabou por ter um enorme impacto na vida afetiva de todos nós, levando a mudanças na vivência da sexualidade e das relações sexuais, quer para casais, quer para solteiros. Como lidar com isto?

Sexo seguro? Uma questão central

A montante destas questões, há outra que faz sentido colocar nesta altura do campeonato. Será que é seguro fazer sexo em tempo de pandemia da Covid-19? Como sabemos, os especialistas em infeciologia dizem-nos que o maior risco de transmissão advém das gotículas respiratórias transmitidas por via oral, o que explica as recomendações para a utilização de máscara, o distanciamento social, a etiqueta respiratória e a higienização das mãos. E o sexo? Pela ótica do risco de transmissão do coronavírus, ter relações é seguro, desde que não se beije o(a) companheiro(a). Pode-se também usar máscaras e optar por posições sexuais mais seguras. E que mais?

Sex shop online: reinventar o sexo em altura de Covid-19

Especialistas têm defendido que o uso de brinquedos sexuais e brinquedos eróticos é importante nesta fase. Porquê? Porque estes permitem manter alguma distância e manter uma vida sexualmente ativa, enquanto que, ao mesmo tempo, se aumenta o autoconhecimento sobre o corpo – o próprio e o do parceiro(a). Curiosamente, essa ideia tem tido correspondência prática nestes meses de Covid-19. Segundo os números citados por alguma imprensa portuguesa, as sex shops – nomeadamente sex shop online – aumentaram as vendas em cerca de 50% durante o período do Grande Confinamento, no qual foram vendidos muitos artigos sexuais para casais, bem como muitos vibradores.

Pedro Correia, dono da Vibrolândia, uma sex shop em Lisboa, revelou ao Correio da Manhã que os artigos mais vendidos na sex shop online do seu espaço são os masturbadores com controlo à distância, referindo ainda que há outros produtos muito procurados. Entre estes estão os anéis e bombas penianas, ovos vaginais e óleos. As compras em sex shop online tem permitido que muitos casais e solteiros tenham acesso a brinquedos sexuais – como vibradores – de forma discreta e segura, permitindo também, através desse novo hábito, superar o tabu quando se fala deste tipo de lojas.

Sexo, mentiras e vídeo

Não é mentira nenhuma: o interesse por sexo durante a pandemia não foi apenas visível nos números das vendas das sex shop online. Vejamos alguns dados curiosos que reforçam esta evidência:

– O Tinder, aplicação dating e encontros, resolveu desbloquear sem custos uma das suas features premium – o Tinder Passport, que permite conhecer pessoas de todo o mundo;

– Por seu turno, o Pornhub, site de vídeos pornográficos, disponibilizou o serviço Premium a nível global de forma completamente gratuita. No nosso país, o número de visitas ao mesmo site disparou 36,5%, segundo noticia o Público;

– Na Irlanda, as autoridades de saúde recomendaram a prática de “sexting” e a masturbação para evitar riscos de contágio.

Como podemos aferir pelos exemplos da Vibrolândia, sex shop em Lisboa, até às sugestões das autoridades de um dos países mais conservadores da Europa – a Irlanda – o sexo não parou com a pandemia. Pelo contrário. Reinventou-se e a tendência é que essa mudança tenha vindo para ficar.

Mais Artigos
Harvey weinstein
TVCine Edition apresenta ‘Vidas Surpreendentes’ em novo especial