Protesto contra as dificuldades no setor decorreu no Campo Pequeno

Mariza, Carminho e Tony Carreira em nova manifestação do setor da Cultura

Protesto que serviu de alerta para a crise que assola o setor desde março decorreu no interior do Campo Pequeno

As fadistas Mariza e Carminho, o cantor Tony Carreira, o ator José Raposo ou o ilusionista Luís de Matos foram algumas das figuras que se juntaram à manifestação do setor da Cultura, presenciada por centenas de artistas, produtores e técnicos, que serviu de alerta para a redução de atividade cultural e consequentes prejuízos financeiros.

A ação de protesto, agendada pela Associação de Promotores de Espetáculos Festivais e Eventos (APEFE), decorreu, este sábado, no interior do Campo Pequeno, em Lisboa, sob o cumprimento das medidas vigentes de proteção contra a pandemia por parte dos manifestantes: distanciamento social e uso de máscara.

Ademais, à porta do recinto, e tal como ocorreu noutras manifestações do setor da Cultura, foi colocada mais de uma centena de malas pretas, pertencentes aos técnicos de luz, som e imagem, que nelas carregam o material necessário para a realização dos mais variados espetáculos culturais.

Dentro do Campo Pequeno, sucederam-se intervenções em tom de protesto pelas dificuldades que o setor atravessa, em função das medidas aplicadas, desde que a pandemia despoletou e obrigou ao cancelamento de várias atividades, à restrição de horários de espaços culturais e à redução de lotações.

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Luís de Matos criticou o governo pela criação de “medidas falsas e hipócritas” e advertiu para que a cultura não seja só mencionada pelos governantes “quando um jornalista se lembra de perguntar”. Na mesma linha, o ator José Raposo considerou como “inacreditável” a ausência verificada da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Ao longo da manifestação deste sábado, na qual se ouviram muitos aplausos ao longo dos discursos, foram feitos vários alertas por diversos profissionais do setor quanto à sustentabilidade do mesmo e até de cada um, foram exigidos mais apoios governamentais para a Cultura e ainda se relataram casos de fome entre profissionais.

Na última quarta-feira, a APEFE divulgou, através do Manifesto pela Sobrevivência da Cultura em Portugal, que o mercado dos espetáculos culturais registou uma quebra de 87%, entre janeiro e outubro deste ano, face ao período homólogo em 2019.

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