Dia de Cristina 760 761 chamadas de valor acrescentado
Fotografia: Reprodução / TVI

Opinião. As chamadas de valor acrescentado devem acabar?

Recentemente, a Provedora da Justiça sugeriu ao Governo terminar com as chamadas de valor acrescentado nas televisões, como forma de proteger os idosos e grupos vulneráveis. Mais tarde, SIC e TVI insurgiram-se contra a proposta num comunicado emitido em conjunto.

Muito dificilmente um telespectador não se terá já irritado com os apelos constantes dos apresentadores, durante os programas, relativamente às chamadas para os famosos “760” ou “761”. Contudo, uma grande parte entenderá que um canal de televisão privado é um negócio caro e que, com uma quebra publicitária devido ao crescimento do online nos últimos anos, os meios de comunicação tiveram de encontrar formas alternativas de obter lucro com o seu negócio.

Todos saberão então que “só liga quem quer“, mas há que haver consciência que nem todos os idosos ou outros grupos têm a consciência do que pode estar em jogo quando são realizadas inúmeras chamadas ao longo de um mês, por exemplo.

Ainda assim, desde que se cumpra a lei, não faz sentido proibir este género de concursos em canais privados. Até porque, conscientemente, há muito tempo que muitos apresentadores apelam às chamadas, mas aconselham cautela, uma atitude louvável quando o objetivo é ganhar o máximo dinheiro possível. Quanto muito, podia ser criado um mecanismo que não permita um mesmo número de telefone realizar mais do que duas ou três chamadas diárias, semanais ou coisa que o valha.

Até aqui, o “privado” foi sempre mencionado por uma razão. É incompreensível que a RTP1, por exemplo, utilize os mesmos concursos, na maioria dos seus programas. O canal público devia diferenciar-se dos demais, sobretudo neste género de questões.

Especiais

A SIC continua a anunciar que quase toda a sua programação é especial. Está a tornar-se ridículo, sobretudo quando de especial, sobretudo nos episódios diários das suas novelas, há muito pouco.

Big Brother

Uma das maiores e das primeiras apostas de Cristina Ferreira para 2021, o suposto ano da revolução na TVI, é um Big Brother com concorrentes das edições deste ano, com Teresa Guilherme e Cláudio Ramos na condução. Para já, espera-se que o “livro” seja melhor do que a “capa”.

Tiago Lourenço é autor convidado do EF e autor do blog A Caixa Que Já Foi Mágica.
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