HARRY STYLES
Harry Styles para a Vogue USA | Fotografia: Tyler Mitchell

Harry Styles. “A imagem de uma nova era” sem padrões de género

O talento de Harry Styles, o apoio ativo à comunidade LGBT + e a cativante presença em palco fazem dele um dos melhores e mais irreverentes artistas do momento. Uma lufada de ar fresco, o cantor é o exemplo perfeito de alguém que não tem medo de abraçar a diferença.

Desde cedo que os padrões impostos pela sociedade nos dominam: os meninos vestem azul e as meninas rosa; os meninos usam calças e as meninas vestidos; os meninos têm cabelo curto e as meninas cabelo comprido. A rejeição destes padrões é uma missão que Harry tem levado muito a sério, contrariando-os com fatos brilhantes, folhos, camisas transparentes, brincos, anéis, unhas pintadas, saias, collants e, acima de tudo, discursos inspiradores e motivantes.

Primeira celebridade masculina a solo na capa da Vogue

Pela primeira vez em 128 anos, a Vogue americana escolheu Harry Styles como o primeiro homem a ter a honra de estar na capa, a solo, da histórica revista de moda.

Entre histórias de infância, planos para o futuro e o processo criativo do álbum Fine Line durante a quarentena, o tópico central desta edição foca-se no interesse de Harry pela moda e nos estereótipos que tem quebrado. Nas imagens captadas pelo fotógrafo Tyler Mitchell – o primeiro afro-americano a fazer uma capa da Vogue em 2018 – o artista posou com vários outfits arrojados, entre eles vestidos e saias.

A edição causou impacto, tanto pelos registos visuais que mostram como Harry abraça a fluidez de género como pelo conteúdo da entrevista, em que faz questão de marcar a sua posição contra a heteronormatividade. “Quando visto algo extravagante, não me sinto mal por fazê-lo. As roupas existem para nos divertirmos, para experimentar e brincar.”

Vejo roupas femininas nas lojas e penso em como são incríveis e como é tão bom conjugar várias peças e brincar com elas, sinto que estou a criar algo.”

Durante a entrevista, que contou com a participação de Gemma Styles, irmã de Harry, ambos recordaram os tempos de infância. “A nossa mãe adorava vestir-nos de forma excêntrica. Eu sempre odiei mas o Harry adorava”, afirmou Gemma. Harry confirmou. “Quando era pequeno adorava vestir roupas extravagante. Na escola participei numa peça de teatro e usei uns collants”, relembra. “Lembro-me que na altura foi uma loucura para mim mas talvez tenha sido aí que tudo começou”.

O sentido de estilo e elegância de Harry é algo que tem vindo a surpreender nos últimos anos. A estrela de 26 anos reconhece que “quando descartamos a ideia de que há roupas para homem e roupas para mulher, abrimos as nossas possibilidades e deixamos de estar limitados. É entusiasmante perceber que estas barreiras estão a cair”.

Harry Styles na sessão fotográfica para a Vogue Magazine | Fotografia: Tyler Mitchell

Quando falamos no guarda-roupa de Harry, a marca que surge imediatamente é Gucci. Alessandro Michele, o diretor criativo da marca, tornou-se amigo do cantor em 2014 e confessa que “algo mágico aconteceu quando nos conhecemos e ficámos amigos. Ele tem a aura de uma estrela de rock and roll – um deus grego com traços de James Dean e a atitude de Mick Jagger. Ele é a imagem de uma nova era”.

Alessandro acrescenta ainda que Harry é um revolucionário e o facto de estar tão ligado ao seu lado mais feminino se deve ao facto de esse contacto surgir de forma natural. E a confiança que Harry transmite através de atitudes, palavras ou roupas faz dele uma grande inspiração, não só para as gerações mais novas como para todos aqueles que se sentem julgados pela sociedade.

Não aos rótulos, sim à liberdade de género

Numa entrevista de dezembro de 2019 ao The Guardian, Harry admite não sentir necessidade de rotular a sua orientação sexual. “O que as mulheres vestem, o que os homens vestem… Para mim isso não é uma questão. Se eu vir uma camisa bonita e me disseram que é para mulheres eu penso: ‘okaaaay’ mas isso não me faz querer deixar de a usar. Quando te sentes confortável contigo mesmo, tudo se torna mais fácil”.

Os media e o público sempre associaram as escolhas de guarda-roupa do artista com as suas visões sobre a fluidez de género mas foi durante a primeira digressão mundial, Harry Styles Live on Tour, que os outfits que usava em palco, as entrevistas ou a rotina diária entre concertos despertaram a atenção e admiração de milhares.

Numa das muitas colaborações entre marcas e designers surge Harris Reed, um criador de moda genderfluid que desenhou uma peça única para o cantor usar em palco. Harris não esconde a felicidade em ver Styles vestir a blusa que desenhou, especialmente enquanto cantava “rapazes e raparigas estão na moda, eu divirto-me com eles e sinto-me bem com isso” da música ‘Medicine’.

Harry num dos concertos da digressão Live on Tour | Fotografia: Instagram/Harry Styles

Antes desta colaboração, Harris expôs a sua visão de fluidez de género a Harry e rapidamente o conquistou ao expressar o desejo de mudar mentalidades porque “a palavra fluído representa muitas coisas e não identifica ninguém pelo sexo, género, cor ou religião. É apenas uma maneira de seres tu mesmo”. Escusado será dizer que Harry apoiou imediatamente a ideia e os dois ficaram amigos, tendo sido Harris o responsável por criar os looks do artista para o ensaio para a Vogue americana.

Em todos os concertos, Harry cria vários momentos de descontração entre músicas para interagir com os fãs e lhes dirigir palavras de força e inclusão. Em 2019, quando foi capa da revista Rolling Stone, Harry explicou, em entrevista, que escolhe incluir a bandeira LGBT+ nos concertos para que os fãs se sintam apoiados. “Eu quero que as pessoas se sintam confortáveis a serem aquilo que quiserem. Eu não imagino as batalhas que eles possam estar a travar mas esses momentos servem para que eles se sintam válidos e compreendidos”.

Para além do lema “Treat people with kindness”, outra mensagem que o artista não dispensa passar é apenas mais uma razão pela qual os fãs de Harry vêm nele um porto seguro: “não importa se és negro, branco, gay, heterossexual, transgénero… sejam quem quiserem ser, eu apoio-vos e adoro cada um de vocês”.

 

 

 

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