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Sindicato dos Jornalistas condena incidentes na manifestação pela restauração

O Sindicato dos Jornalistas veio censurar os incidentes que envolveram insultos a jornalistas do Observador, num protesto dos empresários da restauração.

O incidente

Neste sábado (14), a praça do Rossio recebeu centenas de manifestantes, que protestavam contra as mais recentes medidas de confinamento obrigatório, causadas pelo avanço da pandemia. O Expresso avança que os protestos foram fortemente marcados por linguagem obscena e críticas aos órgãos de comunicação social, que diziam espalhar a “desinformação”.

No entanto, este descontentamento escalou quando um dos organizadores do protesto denunciou, no palco, uma notícia desatualizada do Observador. Na peça, os jornalistas afirmaram que estavam presentes cerca de 200 pessoas na manifestação, mas, com o decorrer do tempo, um outro protesto juntou-se, fazendo com que o número subisse para as várias centenas. Apontando para a equipa de repórteres, o indivíduo repetia “Isto parecem 200 pessoas?”.

Através da reportagem, percebemos que muitos apelavam à calma, mas a exposição do “engano” dos jornalistas exaltou os ânimos, fazendo com que vários manifestantes gritassem “mentirosos!” e quisessem até partir para a violência física. Por precaução, a Polícia de Segurança Pública retirou a equipa do local, garantindo a sua segurança.

Sindicato e a promessa de ação judicial

Em comunicado, o Sindicato dos Jornalistas condena e lamenta os incidentes ocorridos na manifestação.

Começam por dizer que apesar dos tempos complexos em que vivemos, as pessoas não se podem voltar contra os jornalistas, “que estão no desempenho da sua missão de informar”. Se não fosse por estes profissionais, adicionam, este tipo de protestos “não teriam eco na população”.

O Sindicato promete ainda tomar ação judicial, no seguimento deste incidente. Apelam a que a equipa do Observador também apresente “queixa às autoridades competentes na defesa do jornalista”, dado que se trata de um “crime público”, que consideram não poder ficar sem repreensão. Por fim, asseguram que as imagens divulgadas pelo Observador são suficientes para que o Ministério Público abra um inquérito e apure responsabilidades.

As medidas de recolhimento obrigatório

 Na última quinta-feira (12), o Governo anunciou um bloco de medidas mais restritivas para os fins-de-semana durante pelo menos duas semanas. Entre elas, a mais sonante é o recolhimento obrigatório das 13h às 8h ao fim-de-semana, que prejudica a atividade da maioria dos estabelecimentos de restauração.

É uma decisão que tem sido muito polémica, especialmente no que toca aos restaurantes, que a partir das 13h, apenas podem funcionar em regime de entrega ao domicílio. António Costa anunciou, também, um apoio especial para este setor, através do Twitter:

Estas medidas de recolhimento já tinham sido previstas por Marcelo Rebelo de Sousa e pelo primeiro-ministro, constituindo-se como um esforço de travar a pandemia da COVID-19, que se agrava a passos largos.

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