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Fotografia: Divulgação

Disney+ iguala quota da HBO Portugal no mês de lançamento

Plataforma de streaming da Disney registou um notável desempenho no primeiro mês a operar no mercado nacional

Num ano em que streaming ganhou importância face à televisão tradicional em Portugal, a Netflix mantém-se com a maior quota, num mercado que ainda não aparenta sinais de saturação. Chegada ao território nacional em setembro, a Disney+ conseguiu logo no primeiro mês igualar a quota da terceira posicionada, a HBO.

Os dados foram divulgados pelo site JustWatch, um guia de streaming, tendo em conta o interesse dos seus utilizadores nas diferentes plataformas, e dizem respeito aos três primeiros trimestres de 2020, até ao final de setembro. Com a maior quota de mercado, permanece a Netflix (31%) seguida, ainda a alguma distância, do serviço da Amazon (22%).

Ainda no pódio e muito perto da segunda posicionada, está a HBO (18%). Seguem-se, com franjas mais curtas do mercado, FOX play (6%), Disney+ (5%) e Apple TV (5%). Há ainda uma quota de 13% votada a players não discriminados.

JustWatch streaming
Quota das plataformas de streaming no mercado nacional. Imagem: JustWatch

Na análise da evolução mensal, constata-se um crescimento generalizado a praticamente todas as plataformas no início do ano, a que se seguiu, mais notoriamente no terceiro trimestre, uma tendência de inversão. Isso é bem notório na líder do mercado, a Netflix, que começou 2020 com uma quota acima dos 30% e que, depois de alguns meses de crescimento, caiu para valores abaixo dos 30% em setembro.

É também de ressaltar o desempenho da plataforma de streaming da Disney, que, logo no primeiro mês de presença no mercado nacional, conseguiu igualar a quota da terceira posicionada, a HBO, no mesmo mês. Ambas as plataformas marcaram no fim do terceiro trimestre do ano uma quota de 16%.

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Evolução mensal das plataformas de streaming em Portugal. Imagem: JustWatch

Streaming supera TV durante o confinamento

O crescimento do streaming no início do ano segue a tendência apresentada no estudo Pandemia e consumos mediáticos, do Observatório da Comunicação. Segundo o relatório, publicado em julho, mais pessoas consumiram serviços de streaming do que viram televisão tradicional durante os meses de confinamento da primeira fase da pandemia.

Dos quatro escalões etários analisados — 16-23/24-37/38-56/57 e + —, apenas no último o consumo televisivo se manteve acima da visualização de streaming de vídeo pago, embora com uma margem de diferença curta: 26,7% viram televisão tradicional e 23,6% consumiram serviços de streaming.

Já o Barómetro de Telecomunicações da Marktest revela que só entre fevereiro e abril as plataformas de streaming a operar no mercado nacional conheceram mais 800 mil subscritores.

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