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Anne Hathaway: ‘O diário da princesa’ multitalentosa nova-iorquina

Anne Hathaway sopra as velas das 38 primaveras esta quinta-feira, dia 12 de novembro. Infetada muito cedo com o vírus da representação, a atriz é conhecida por trabalhos como O Diário da Princesa, O Segredo de Brokeback Mountain, Os Miseráveis e O Diabo Veste Prada.

Anne Jacqueline Hathaway nasceu em Brooklyn a 12 de novembro de 1982. A filha do advogado Gerald T. Hathaway e da atriz Kate McCauley Hathaway foi criada e estudou em Nova Jérsia, mas sempre soube que a sua cidade era Nova Iorque. A vontade de representar chegou, apesar de contra a vontade da família, aos seis anos, quando viu a mãe vestir a pele de Fantine no musical Os Miseráveis. Mal a rapariga sabia que, cerca de 25 anos depois, seria exatamente a interpretação da mesma personagem na adaptação de Tom Hooper que lhe cunharia o nome na Sétima Arte.

Anne Hathaway em O Diário da Princesa

A carreira de Hathaway iniciou-se em 1999, com a participação na série Get Real. No entanto, foi a partir de 2001 que tudo aconteceu. Num avião com destino à Nova Zelândia para filmar The Other Side of Heaven com Christopher Gorham, a atriz realizou a audição que resultou no primeiro virar da carreira e acabou a interpretar Amelia Thermopolis no filme O Diário da Princesa, da Disney. O filme arrecadou mais de 147 milhões de euros nas bilheteiras em todo o mundo e Anne Hathaway venceu um MTV Movie Award de Melhor Revelação Feminina, bem como grandes comentários da crítica. “A multitalentosa Hathaway é uma combinação de Julia Roberts, Audrey Hepburn e Judy Garland”, afirmou o diretor da produção, citado numa coluna do Daily Variety.

O amadurecimento da carreira

Depois do primeiro filme da Disney, a artista continuou a vestir a pele de princesas, damas ou personagens infantis nos três anos seguintes, com trabalhos como Nicholas Nickleby (2002), Ella Encantada (2004) e O Diário da Princesa: Noivado Real (2004). No entanto, a precisar de “um alívio” e a sentir “uma parede de tijolos na carreira”, sentiu a necessidade de amadurecer também nos papéis que interpretava.

Anne Hathaway O Segredo de Brokeback Mountain

A primeira grande mudança aconteceu em 2005, com O Segredo de Brokeback Mountain. Este foi o segundo filme em que fez topless, logo após Havoc — Jovens Sem Rumo, e o papel mais maduro até ao momento. Negando a ideia de que o papel fosse uma tentativa de ser vista como uma atriz mais madura, revelou que não considera moralmente desagradável aparecer nua nos filmes em que assim seja apropriado. Da mesma forma, numa entrevista, chegou a sublinhar: Estou mais orgulhosa deste filme do que de qualquer coisa que eu tenha criado”.

A entrada pela porta do sucesso

Depois de trabalhar com Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, chegou a vez de protagonizar um filme ao lado de uma das suas atrizes favoritas: Meryl Streep, em O Diabo Veste Prada (2006). A comédia de David Frankel tornou-se num dos trabalhos de maior sucesso da atriz, ao arrecadar mais de 276 milhões de euros nas bilheteiras em todo o mundo.

Apesar do sucesso do filme, Anne Hathaway afirma que, para ela, o mais importante é a mensagem que transmite. Dessa forma, apesar de frisar que o projeto fez com que respeitasse a indústria da moda, acaba por criticar as conceções que promove de um “corpo bonito”, uma vez que, até para o filme, tanto Hathaway como Emily Blunt foram submetidas a um regime de perda de peso que as fez mesmo chorar.

O Diabo Veste Prada

Porém, a artista ficou ainda mais encantada por trabalhar com Meryl Streep. “Ela é simplesmente divina. Como ser humano, ela basicamente fez tudo o que eu quero fazer. Ela não entra apenas na personagem, ela está absolutamente no centro de todas as suas escolhas, da verdade da personagem”, chegou a afirmar em entrevista.

Nos anos seguintes, Anne Hathaway participou em filmes como A Juventude de Jane (2007), Passengers (2008), Get Smart — Olho Vivo (2008), Noivas em Guerra (2009), O Amor é o Melhor Remédio (2010), Um Dia (2011) e O Cavaleiro das Trevas Renasce (2012). Foi também em 2012 que chegou a oportunidade de reavivar o sonho de menina: vestir a pele de Fantine na adaptação de Tom Hooper do musical Os Miseráveis.

A preparação para o papel no filme musical foi uma das mais trabalhosas que teve. Durante a preparação, Hathaway passou a consumir menos de 500 calorias por dia para perder 11kg, pesquisou sobre prostituição, cortou o cabelo e enviou o marido de volta para os Estados Unidos para perceber o que era andar sozinha pelas ruas de Londres. Apesar das dificuldades, tudo valeu a pena: em 2013 levou para casa um Óscar, um Globo de Ouro, um Screen Actors Guild e um BAFTA de Melhor Atriz Secundária.

Os Miseráveis

Para além disso, a canção que interpreta, ‘I Dreamed a Dream’, foi uma das que mais singrou. A versão foi adorada tanto pelo público como pela crítica. Christopher Orr, da revista The Atlantic, escreveu que “Hathaway dá tudo o que tem, começando com uma tristeza silenciosa antes de chegar a um clímax desolador: ela engasga-se, chora, tosse”. Ao falar sobre a interpretação da música, Anne Hathaway explicou: Parecia algo egoísta tentar fazer uma “versão bonita”. Ela está arrasada, está literalmente no fundo de um buraco, a olhar para cima e a perceber que nunca vai sair de lá. Então, decidi aplicar a verdade à melodia e ver o que acontecia”.

Nos últimos anos, Anne Hathaway participou em projetos dos mais variados géneros. Destacam-se títulos como Interstellar (2014), O Estagiário (2015), Ocean’s 8 (2018), As Vigaristas (2019) e Dark Waters — Verdade Envenenada (2019). Recentemente, protagonizou o filme As Bruxas de Roald Dahl, que gravou enquanto estava grávida de cinco meses.

Princesa com preocupações humanitárias

Depois de mudar a relação com a Igreja ao descobrir que o irmão era homossexual, Anne Hathaway passou também a dedicar-se à defesa dos direitos iguais para todos os géneros e inclinações sexuais. A atriz chegou inclusive a vender a foto de casamento com Adam Shulman para doar os lucros ao grupo Freedom to Marry, defensor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

As Bruxas Anne Hathaway

Várias são ainda as causas que a artista ajuda. Chegou a organizar eventos para luta contra a infertilidade, viajou para ajudar a administrar vacinas contra a hepatite A, para atender aos direitos e educação das mulheres e foi defensora a longo prazo da Fundação Nike para aumentar a conscientização contra o casamento infantil.

De atriz a ativista, muitos são os sucessos que se prendem ao nome de Anne Hathaway. A atriz celebra esta quinta-feira o 38.º aniversário.

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