YMCA
Fonte: Twitter

O feitiço vira-se contra o feiticeiro: Multidão canta YMCA contra Trump

Centenas de manifestantes “vingam-se” de Trump ao cantarem ‘YMCA‘, dos Village People, junto à Casa Branca, depois de confirmada, este sábado (7), a derrota do candidato republicano nas eleições da passada terça-feira.

Também na noite da última sexta-feira, apoiantes de Biden cantaram e dançaram nas ruas de Filadélfia, como forma de celebração da vitória do democrata nesse estado, mostra o Daily Mail.

‘YMCA’ é uma canção disco da década de 1970, da banda Village People. Juntamente com ‘Macho Man’, outro tema da mesma banda, foi usada, cantada e até dançada por Trump em comícios durante a campanha eleitoral.

Apesar de inicialmente ter declarado que as músicas estavam a ser usadas de forma “legal”, em junho, Victor Willis, vocalista, pediu que Trump deixasse de usar as suas canções por “não poder continuar a fechar os olhos”, após os protestos motivados pela morte de George Floyd.

Jonathon Belolo, filho de um dos fundadores da banda, Henri Belolo, denunciou Trump por “apropriação ilícita”, relata o Huffington Post. Os representantes legais da banda anunciaram a submissão de uma queixa “nos próximos dias”, em comunicado enviado à imprensa.

Trump: a usurpar músicas desde 2015

Trump pode ser processado, tal como já aconteceu antes, quando decidiu usar as suas músicas sem lhes pedir autorização. Segundo o site Vulture, mais de vinte artistas rejeitaram e insurgiram-se publicamente por Donald Trump ter usado o seu trabalho.

O primeiro artista a reclamar contra Trump foi Neil Young, quando ‘Rockin’ in a Free World’ serviu de música de fundo para o lançamento da sua candidatura, em 2015. Apesar de Young se ter declarado um apoiante de Bernie Sanders, os representantes de Trump anunciaram que “Trump é um grande fã do Neil Young e da sua música e continuará a sê-lo, independentemente das visões políticas de Neil”. A música acabou por ser retirada.

Ainda em 2016, Trump usou ‘You Can’t Always Get What You Want‘ e ‘Start Me Up‘ dos Rolling Stones, até que a banda emitiu dois comunicados contra a sua apropriação sem autorização prévia. Recentemente, os Rolling Stones ameaçaram processar Trump se ele continuasse a usar as suas músicas: “Se Donald Trump ignorar esta exclusão e persistir, enfrentará um processo judicial” por “passar músicas sem licença”.

John Fogerty, vocalista dos Creedence Clearwater Revival, emitiu um comunicado, em outubro, sobre o uso indevido da música ‘Fortunate Son‘: “Escrevi esta música porque fiquei repugnado com o facto de que certas pessoas ficaram excluídas de servir o nosso país [na Guerra do Vietname] porque tinham acesso a privilégios políticos e económicos. Também escrevi sobre os ricos que não pagavam os seus impostos. Trump é um exemplo claro de ambos estes problemas. Além disso, o facto de os seus fãs atirarem ódio, racismo e medo enquanto reescrevem a história recente é uma razão ainda maior para me perturbar com o uso desta canção“.

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