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Imagem: Wikimedia Commons / JFK discursa no Congresso em 1961

John F. Kennedy: 60 anos depois da sua eleição

60 anos depois de ser eleito, analisamos a carreira e a popularidade de John F. Kennedy

John F. Kennedy é um dos Presidentes mais relembrados dos Estados Unidos, por vários motivos. Não só foi o Presidente mais jovem alguma vez eleito, como foi um dos Presidentes com maior taxa de aprovação. No entanto, muitos consideram que o que o tornou uma personalidade tão grande foi também o que o tirou da Casa Branca: o seu assassinato.

O pós-candidatura à presidência e reconhecimento nacional

John F. Kennedy foi eleito Presidente dos Estados Unidos a 8 de Novembro de 1960. Antes disso, foi eleito em primeiro lugar para a Câmara dos Representantes e de seguida para o Senado. A sua experiência com eleições presidenciais começou em 1956, quando quase foi nomeado para Vice-Presidente de Adlai Stevenson II na Convenção Democrata, ficando em segundo lugar. Este foi o acontecimento que o tornou conhecido a nível nacional, e contribuiu para que se transformasse numa das figuras políticas mais conhecidas do século. Candidatou-se novamente ao Senado, numa forma de testar a sua popularidade em Massachusetts, e acabou por ganhar com a maior margem alguma vez vista no Estado.

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Imagem: Wikimedia Commons / JFK na Oval Office em 1962

Candidatura à presidência e controvérsia eleitoral

Kennedy candidatou-se à presidência nas eleições de 1960, onde enfrentou Richard Nixon, o Vice-Presidente incumbente e candidato Republicano. Kennedy acabou por ganhar as eleições com 303 votos do Colégio Eleitoral, contra 219 de Nixon. Apesar da diferença em termos de Colégio Eleitoral, Kennedy ganhou o voto popular por apenas 117 mil votos, uma vantagem de menos de o,2 % em relação a Nixon. Esta foi a menor diferença em voto popular desde 1884. Esta pequena margem, em conjunto com irregularidades nos estados de Illinois e Texas, fez com que a vitória de Kennedy fosse questionada. Ainda assim, e apesar de pressão por parte de alguns republicanos influentes, Nixon decidiu não contestar os resultados.

Assim, John F. Kennedy tornou-se o mais jovem Presidente eleito dos Estados Unidos da América.

Um mandato curto mas bem-sucedido

O sucesso de Kennedy continuou no pós-eleição. Apesar de o seu mandato ter durado menos de três anos, é um dos Presidentes com maior taxa de aprovação na história dos Estados Unidos. Alcançou o ponto mais alto em termos de aprovação após a Invasão da Baía dos Porcos, ainda que a mesma tenha sido um fracasso. Foi também bastante elogiado pela forma como lidou com a Crise dos Mísseis de Cuba, em que chegou a um acordo com Khrushchev. Atingiu o ponto mais baixo no final do seu mandato, em 1963. Nesse ano, os seus números desceram gradualmente até aos 59% – o que continua a ser uma boa posição quando comparada com os restantes Presidentes.

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Imagem: Wikimedia Commons / JFK e Khrushchev encontram-se na Embaixada dos EUA em Viena, Aústria. Junho de 1961.

John F. Kennedy foi assassinado a 22 de Novembro de 1963. Encontrava-se numa limousine num desfile em Dallas, Texas quando, às 12h30, foi baleado duas vezes por Lee Harvey Oswald. Acabou por ser declarado morto pouco depois de chegar ao hospital.

A popularidade de Kennedy e os seus motivos

Apesar de a sua morte ter, sem dúvida, contribuído para o seu legado, a popularidade de Kennedy não é causada exclusivamente por ela. Ainda assim, o seu assassinato fez com que não houvesse uma clara queda de popularidade visto que impediu Kennedy de cometer erros que pudessem influenciar a opinião pública. Dessa forma, o seu assassinato ajudou-o a manter a popularidade não só devido ao próprio assassinato, mas também porque permitiu que a sua presidência não contivesse erros gritantes.

Existe um outro motivo para a popularidade de Kennedy: foi o primeiro Presidente a aproveitar a era da televisão. Kennedy acreditava na importância da imagem, algo que deixou claro num artigo da TV Guide, publicado antes de se candidatar à presidência. Chega a afirmar que as imagens que passam na televisão “tendem a ser estranhamente precisas”. Dessa forma, Kennedy trabalhou a sua imagem na televisão ao marcar presença em diversos talk shows nos anos 50. Esta experiência acabou por jogar a seu favor nos debates entre ele e Richard Nixon, onde Kennedy se mostrou confiante e bem preparado. Já após ser eleito, John F. Kennedy decidiu conduzir a primeira conferência de imprensa em direto, contra as indicações do seu staff.

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Imagem: Wikimedia Commons / Corpo de JFK sobe os degraus do Capitólio, seguida da mulher e filhos, durante as cerimónias fúnebres oficiais, a 24 de Novembro de 1963.

Kennedy criou um precedente no que diz respeito à imagem e à promoção de políticos nos media, o que acabou também por contribuir para a sua popularidade. Para todos os efeitos, Kennedy foi responsável por uma alteração na forma como os políticos se apresentam e como se autopromovem.

Quando analisamos o porquê de Kennedy se ter tornado tão popular, não existe uma resposta única. Kennedy não é popular apenas porque foi assassinado ou por ter uma taxa de aprovação elevada. Kennedy é um dos presidentes mais populares por uma junção de todos estes fatores. Tornou-se popular devido à forma como lidava com a televisão e por ter sido o Presidente eleito mais jovem na história dos Estados Unidos. Esta popularidade foi consolidada devido à visão da opinião pública, e perdurou por causa do seu assassinato, que o mitificou e tornou eterno. John F. Kennedy é um Presidente tão popular devido a toda a sua carreira, mas também à forma como esta acabou.

 

 

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