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Dia da Preguiça. As melhores séries para ver sem sair do sofá

Dia da Preguiça celebra-se este sábado, dia 7 de novembro. Se o teu humor estiver calibrado com a data e, tal como dizia o Bruno Mars, não quiseres fazer nada neste dia, a melhor receita é aproveitar as plataformas de streaming disponíveis para um fim-de-semana inteiro de bingewatching.

O Espalha-Factos preparou as melhores sugestões de séries para ver sem sair do sofá – ou até mesmo da cama, sem tirar o pijama.

La Casa de Papel, Netflix

La Casa de Papel
Fotografia: Netflix

Um dos maiores sucessos da Netflix, com a quinta e última temporada a caminho, La Casa de Papel é uma ótima série para ver de seguida, devido ao enredo cativante que prende o espectador ao ecrã horas a fio.

A primeira temporada inicia com o plano do famoso Professor (Álvaro Morte) para assaltar a Casa da Moeda espanhola, com o auxílio de um grupo de assaltantes com nome de cidades: Berlim (Pedro Alonso), Tóquio (Úrsula Corberó), Río (Miguel Herrán), Nairobi (Alba Flores), Helsínquia (Darko Peric), Oslo (Roberto Garcia), Denver (Jaime Lorente) e Moscovo (Paco Tous). A quarta parte termina com o grupo de assaltantes em pleno assalto, mas desta vez, no Banco de Espanha. Espera-se que a última parte seja o desfecho do ataque na instituição de Madrid.

Prison Break, Netflix (FOX)

Prison Break
Fotografia: FOX

A série da FOX estreou em 2005 e o sucesso rapidamente alcançou a Netflix. Prison Break apresenta Michael Scofield (Wentworth Miller), um engenheiro genial que elabora um plano complexo para tirar o irmão (Dominic Purcell) da cadeia e salvá-lo da execução.

Escusado será dizer que este trabalho não será fácil, e Michael vê-se obrigado a aliar-se a criminosos como Sucre (Amaury Nolasco), T-Bag (Robert Knepper) e John Abruzzi (Peter Stormare). Por entre armadilhas e jogos de conspiração, a equipa trava uma luta para deixar aquele lugar e, no geral, regressar às suas famílias. Uma aventura por entre os planos geniais do protagonista e as tramas que envolvem a vida numa cadeia de alta segurança.

Game of ThronesHBO

Guerra dos Tronos
Fotografia: Divulgação

O grande sucesso da HBO aguarda uma prequela, pelo que este Dia da Preguiça será a melhor oportunidade para quem nunca viu a série original o fazer, ou para quem viu revisitar. Situada nos continentes fictícios de Westeros e Essos, Game of Thrones foca-se na luta dos representantes dos Sete Reinos pelo Trono de Ferro.

No meio de toda a trama, várias alianças e conflitos se formam entre as famílias nobres, seja a competir para reivindicar o trono ou a lutar pela independência. Entre os mais influentes, destacam-se Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), Cersei Lannister (Lena Headey), Jon Snow (Kit Harington), Sansa Stark (Sophie Turner), Robb Stark (Richard Madden), Joffrey Baratheon (Jack Gleeson), Stannis Baratheon (Stephen Dillane) e Tyrion Lannister (Peter Dinklage).

Outlander, Netflix

A série de sucesso, protagonizada por Caitriona Balfe e Sam Heughan, estreou na Netflix em 2014, mas a quinta temporada chegou à plataforma de streaming este ano. A história começa quando a ex-enfermeira da Segunda Guerra Mundial, Claire Randall e o marido Frank (Tobias Menzies) vão passar uma segunda lua de mel a Inverness, na Escócia, para compensar o tempo que estiveram afastados durante a guerra.

No entanto, depois de Claire e o marido visitarem o ponto turístico das pedras de Craigh na Dun, a protagonista acaba por ser acidentalmente transportada pelas pedras até 1743. Lá, conhece os rebeldes do Clã MacKenzie e toda a história de uma nova vida cheia de romance e violência se inicia.

Suits, Netflix (USA Network)

Suits Dia da Preguiça
Fotografia: Divulgação

A série original da USA Network, presente na totalidade na Netflix, não é uma série que se consiga ver num dia, mas faz as maravilhas dos espectadores e prende-os do início ao fim. Tudo começa no escritório de advocacia fictício Pearson Hardman, na cidade de Nova Iorque, onde Mike Ross (Patrick J. Adams) utiliza a sua memória perfeita para se tornar associado legal do advogado Harvey Specter (Gabriel Macht), apesar de nunca ter frequentado a faculdade de direito. No meio de várias tropelias entre os dois, a produção destaca vários casos jurídicos sempre resolvidos com um toque de sarcasmo e muitas referências a outros filmes e séries.

Unsolved Mysteries, Netflix

Uma produção documental que promete colar o espectador ao ecrã sem conseguir desviar ou olhos ou fechá-los, mesmo para dormir. Unsolved Mysteries apresenta uma série de mistérios da vida real, como reconstituições de crimes não resolvidos, casos de pessoas desaparecidas, teorias da conspiração e fenómenos paranormais inexplicáveis. Trata-se de um reboot de 12 partes do programa que iniciou na NBC entre os anos de 1987 e 1997 e que passou depois pelo CBS, Lifetime e Spike TV.

The Spanish Princess, HBO

The Spanish Princess Dia da Preguiça
Fotografia: HBO

A série original da HBO gira em torno da vida da infanta Catarina de Aragão (Charlotte Hope), filha dos governantes espanhóis Isabel de Castela (Alicia Borrachero) e Ferdinand II de Aragão (Antonio de la Torre). Tudo começa quando a princesa viaja para a Inglaterra para se encontrar com o marido por procuração, Arthur, Príncipe de Gales (Angus Imrie), herdeiro de Henrique VII da Inglaterra (Elliot Cowan), de quem está noiva desde que era criança.

Ao chegar ao país, a protagonista vê a realidade romper com todas as expectativas que tinha, desde o momento que é mal recebida até ao noivo que acaba por não ser aquilo que esperava. A trama desenrola-se então através das várias aventuras de Catarina para se adaptar aos costumes ingleses e singrar na corte, com o título pelo qual tanto lutou: o de rainha. The Spanish Princess conta com uma primeira temporada de oito episódios e uma segunda a ser lançada.

Gambito de Dama, Netflix

A nova minissérie de época da Netflix conta com sete episódios, pelo que é uma boa alternativa para um dia de bingewatching. Baseada no romance The Queen’s Gambit, de Walter Tevis, mostra como a órfã Beth (Anya Taylor-Joy) escapa de um orfanato e consegue vencer várias partidas de xadrez, num mundo dominado por homens, até chegar ao campeonato na Rússia. No entanto, à medida que vai subindo na carreira do xadrez, a protagonista isola-se cada vez mais do resto das pessoas.

Para além disso, a produção dá palco também ao vício, à loucura e à vontade de Beth de escapar deste mundo, enquanto tenta sobreviver. A série realizada e escrita por Scott Frank em conjunto com Allan Scott conta ainda com a participação dos atores Thomas Brodie-Sangster (Maze Runner) e Harry Melling (Harry Potter).

Lovecraft County, HBO

Lovecraft Country estreia na HBO Portugal em agosto
Fotografia: Divulgação/HBO Portugal

A nova produção da HBOLovecraft County, criada por Misha Green, é uma série de terror que fala para os nossos dias, ainda para mais com um prolongamento das eleições nos Estados Unidos. A história gira em volta de Tic (Jonathan Majors), um jovem afro-americano que embarca numa viagem com a amiga Letitia (Jurnee Smollet) e o tio George (Courtney B. Vance), em busca do seu pai desaparecido, pelas profundezas da América. Até aqui tudo parece normal, mas não nos podemos esquecer que o pano de fundo é uma América dos anos 50, profundamente segregada, onde estão em vigor as leis de Jim Crow, um autêntico atentado à dignidade da comunidade afroamericana.

O trio vai encontrar monstros mitológicos, mas outros bem reais, vindos diretamente da era Jim Crow. Vai haver de tudo, desde demónios até supremacistas brancos com poderes mágicos. A série não podia ser mais atual, tendo em conta os acontecimentos de março com a morte de George Floyd, mesmo que a história seja passada nos anos 50. A mitologia é rica em pormenores, com a inclusão de músicas da época e até um monólogo de James Baldwin, contando com episódios cheios de reviravoltas e ideias surreais a aparecer de todos os cantos.

The Good Place, Netflix

Fotografia: Netflix/Divulgação

The Good Place, uma série criada por Michael Schur, a mente por detrás de The Office Parks and Recreation, é largamente considerada uma das melhores produções humorísticas da última década. A história é simples: Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) acorda um dia e descobre que morreu, estando agora numa espécie de céu, o chamado The Good Place, comandado por Michael (Ted Danson), onde ninguém sofre e toda a gente leva um resto de vida eterna perfeito. A protagonista percebe que houve qualquer coisa de errado no processo de escolha, pois toda a gente pensa que ela é outra pessoa com o mesmo nome.

A inquietação existencial entre esconder o erro ou ser honesta e ser mandada para o The Bad Place vai marcar a jornada de Eleanor, que conhece um grupo de amigos que a irá acompanhar: Chidi (William Jackson Harper), Tahani (Jameela Jamil), Jason (Manny Jacinto) e ainda Janet, interpretada por D’Arcy Carden num papel delicioso. A série, que te vai pôr a pensar em filosofia e dilemas éticos, é também bastante engraçada, mas ao mesmo tempo profunda e melancólica. As cinco temporadas, nomeadas para vários Emmys ao longo dos anos, estão disponíveis na Netflix e são de visualização obrigatória neste Dia da Preguiça.

Escolhas de Diana Carvalho e Diogo Silva
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