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Dia Mundial do Cinema. Os dez melhores filmes das últimas décadas

O Dia Mundial do Cinema, que se celebra esta quarta-feira (5), vem relembrar o poder da sétima arte na nossa sociedade e o seu impacto dominante na expressão artística. Uma forma de afirmação da cultura, o cinema contribui para o nosso desenvolvimento e tem a capacidade de nos inspirar e fazer sonhar.

Para assinalar esta data, o Espalha-Factos teve a difícil tarefa de selecionar o melhor filme de cada década, entre 1920 e 2010, realçando o impacto que estas obras tiveram na indústria e nos espectadores. De musicais a thrillers, passando ainda pela ação e o romance, fica a conhecer as nossas escolhas.

Década de 1920 Metropolis (1928)

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Robô Maria, Rottwang e Fredersen | Fotografia: Divulgação

Metropolis é um filme alemão, realizado pelo austríaco Fritz Lang em 1927, com um guião adaptado do um livro escrito por Thea von Harbou, esposa do realizador. Na época, foi considerada a produção mais dispendiosa filmada na Europa, mas o conteúdo controverso fez com que a bilheteira fosse um fracasso, o que levou a produtora quase à falência.

O filme passa-se em 2026 na futurista cidade de Metropolis, habitada por duas classes de pessoas: os privilegiados, que vivem na parte alta da cidade, e a massa de trabalhadores oprimidos, que vivem na parte subterrânea para operar as máquinas que permitem o funcionamento da cidade. Esta ordem social é perturbada através da história romântica de Maria (Brigitte Helm) e Freder (Gustav Fröhlich), filho privilegiado de Joh Fredersen (Alferd Abel) que era engenheiro e o mestre daquela cidade. Quando Freder desce à parte subterrânea da cidade fica chocado com as condições de vida dos trabalhadores e inicia uma campanha a favor de reformas. 

Ao perceber a importância de Maria para os trabalhadores, Fredersen traça um plano com a ajuda do louco cientista Rottwang (Rudolf Klein-Rogge), que criara um robô, e decidem dar-lhe a aparência da trabalhadora subterrânea, de forma a poder incitar os trabalhadores para a violência e estes serem castigados. No final, Fredersen acaba por ser chamado à razão e passa a tratar os trabalhadores com justiça.

Metropolis é a primeira distopia futurista do cinema com uma história que abre a discussão para diferentes temas sociais, como desigualdade social, o impacto do desenvolvimento tecnológico nas sociedades e acima de tudo o conflito de classes. Considerado o primeiro filme de ficção científica de sempre, influenciou um grande número de filmes ao longo do tempo, nomeadamente 2001: Odisseia no Espaço, Blade Runner, Alien e até mesmo Star Wars.

Outro contributo que Metropolis deu ao cinema foi o Efeito Schüfftan, inventado por Eugen Schüfftan, uma técnica de efeitos especiais que utiliza espelhos para inserir atores em cenários em miniatura. A técnica foi amplamente utilizada noutros filmes célebres.

Classificação: 8,3/10

Década de 1930 O Feiticeiro de Oz (1939)

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Dorothy, o Espantalho, o Leão e o Homem de Lata | Fotografia: Divulgação

O Feiticeiro de Oz é um dos filmes da era de ouro de Hollywood e lançou a carreira de Judy Garland, que acabou por ser reconhecida como uma das melhores atrizes americanas do século passado. Adaptado do livro homónimo de L. Frank Braum, o filme junta elementos de fantasia, musical e até uma pitada de terror para contar a história da pequena Dorothy, que depois de um furacão vai parar a uma terra fantástica, com munchkins, bruxas e o grande Feiticeiro de Oz. O filme foi galardoado com os Óscares de Melhor Canção Original para Over The Rainbow’ e Melhor Banda Sonora. Apesar de ter sido nomeado para Melhor Filme, perdeu para E Tudo o Vento Levou.

Com o Kansas como cenário de fundo, Dorothy vive com os tios e o seu cão Toto. Quando um furacão abala a quinta onde vive, é transportada para um mundo fantástico, a Terra de Oz, onde conhece Glinda, uma bruxa boa; A Bruxa Má do Leste e a Bruxa Má do Oeste (curiosamente igual a Almira Gulch). No seu percurso, encontra um Espantalho que deseja um cérebro, um Leão cujo maior sonho é tornar-se corajoso e o Homem de Lata, que quer um coração. Acompanhamos então a jornada de Dorothy, Toto, e dos seus novos amigos com momentos musicais, obstáculos e terrores, até ao destino final.

Desde 1939, várias foram as adaptações do Feiticeiro de Oz, mas nenhuma delas marcou tanto a história do cinema como o original. Em primeiro lugar, o Technicolor deu azo ao jogo de cores, entre o Kansas sépia e a Terra de Oz colorida, mostrando a fantasia e a beleza dos figurinos em cores. Na altura em que foi realizado, O Feiticeiro de Oz foi a produção mais cara da Metro-Goldwyn-Meyer, por não ter dado lucro à produtora nos seus primeiros anos. Hoje em dia, o filme mantém-se como um dos mais icónicos alguma vez feito, tendo deixado grandes referências à cultura pop.

Classificação: 8,0/10

Década de 1940 Casablanca (1942)

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Rick e Ilsa | Fotografia: Divulgação

Casablanca conta um dos melhores romances de sempre do cinema. Protagonizado por duas superestrelas, Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, o filme foi um sucesso instantâneo. O guião foi eleito como o melhor de sempre pelo Sindicato de Argumentistas dos Estados Unidos, em 2006.

O filme conta a história de Rick Blaine (Bogart), um expatriado americano, proprietário do café Rick’s Café Américain, onde se reúnem desde oficiais alemães a franceses, desde refugiados a sonhadores. No ecrã preto e branco, entre a cortina de fumo dos cigarros e o tilintar dos copos, aparece Ilsa Lund (Bergman) com Victor Laszlo (Paul Henreid), um dos líderes da Resistência Checa. O fim da relação com Ilsa levou Rick a adotar a postura cínica que tão bem o carateriza. O reencontro de ambos leva-os a recordar os tempos que passaram juntos em Paris, antes da invasão alemã. No calor da Segunda Guerra Mundial, antes do ataque sobre Pearl Harbor, Ilsa tem de decidir se fica Casablanca com Rick, ou se continua ao lado de Victor para o ajudar na libertação da Europa do Terceiro Reich.

À história de amor com a qual o filme é associado, alia-se uma dimensão política. Casablanca é também um filme sobre a Segunda Guerra Mundial. Rick incorpora a posição da América face ao conflito europeu: deve entrar ou manter-se neutra? No início do filme, comenta que não se arrisca por ninguém. Tal era o sentimento americano, depois das pesadas consequências da Primeira Guerra Mundial.

O filme é embrulhado na música ‘As Time Goes By’, uma balada que parece ditar o rumo da história. Tal como a música indica, Casablanca é uma luta por amor e glória.

Casablanca foi realizado por Michael Curtiz e escrito por Julius Epstein. Ambos foram galardoados com Óscar nas respetivas categorias. O que é tão fascinante no guião é a capacidade de Epstein em transmitir a complexidade da personagem de Bogart. No passado, Rick era idealista e vivia no seu mundo apaixonado por Ilsa. No entanto, num mundo a cair aos poucos, torna-se num homem cínico e Epstein consegue transmitir estas duas facetas. Os diálogos são uma parte importante no guião, pois transmitem o seu lado cínico. No entanto, Rick age como um idealista ao longo do filme.  

Com elementos de noir e thriller, Casablanca é um dos raros filmes da era de ouro de Hollywood que resistiu ao tempo e que conseguiu permanecer atual e relevante. Um filme que vale a pena ver, ou rever, no Dia Mundial do Cinema. 

Classificação: 8,5/10

Década de 1950 Singin’ In the Rain (1952)

Serenata à Chuva, em português, é considerado um dos maiores musicais da história do cinema e uma maravilhosa homenagem à Sétima Arte. Produzido durante a conturbada fase de transição do mudo para o sonoro, inclui um guião com diálogos interativos, personagens amistosas e momentos musicais que aquecem a alma.

O enredo gira em torno do ambicioso Don Lockwood (Gene Kelly), que se tornou bem-sucedido na era do cinema mudo de Hollywood e partilha a sua ascensão à fama com o seu melhor amigo Cosmo Brown (Donald O’Connor). A vida de Don dá uma reviravolta inesperada quando Kathy Selden (Debbie Reynolds), uma aspirante a corista que se cruza no seu caminho mas vê os seus sonhos temporariamente suspensos quando a estrela de cinema Lina Lamont (Jean Hagen) consegue que Kathy seja demitida.

Números de dança memoráveis ​​como ‘Good Morning’ com Don, Cosmo e Kathy, o one-man show de Donald O’Connor com ‘Make ‘em Laugh’ e a inigualável performance de ‘Singin’ in the Rain’, que permitiu a Gene Kelly brilhar como artista.

É difícil de acreditar que, quando lançado, o filme não tenha sido um grande sucesso – só uns anos depois é que passou a ocupar um lugar nas listas de melhores filmes de todos os tempos e no coração dos espectadores. Apesar de o célebre tema Singin’ in the Rain’ não ter sido criado exclusivamente para o musical de 1952 mas sim lançado originalmente em 1929, tornou-se numa das músicas mais interpretadas dentro e fora do cinema.

Classificação: 8,3/10

Década de 1960 Psycho (1960)

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Norman e Marion | Fotografia: Divulgação

Alfred Hitchcock acertou em cheio quando decidiu, deliberadamente, produzir Psycho com um orçamento de apenas 800 mil dólares. A preto e branco e com longos planos sem diálogo, o filme de terror de 1960 tornou-se num sucesso de bilheteiras e influenciou a linguagem do cinema em todo o mundo.

A narrativa arrepiante segue Marion Crane (Janet Leigh), uma secretária que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha e foge para se encontrar com o amante com quem planeia casar. Durante a fuga de carro, Marion enfrenta uma forte tempestade e acaba por se refugiar no Bates Motel durante a noite. Quem a recebe é dono o do motel, Norman Bates (Anthony Perkins), um homem que esconde o seu lado mais terrível com um ar atencioso. Sem saber o perigo que corre, os dois partilham uma longa conversa e Norman sente-se tocado pela amabilidade de Marion – tão tocado que se sente ameaçado pelos próprios sentimentos e decide matá-la.

O icónico assassinato no chuveiro inclui uma trilha sonora que elimina os sons originais, planos aproximados e cenas pouco gráficas mas bastante simbólicas, o que dá uma identidade visual única ao filme. Ao contrário dos filmes de terror mais recentes, em Psycho nunca vemos os golpes que Norman infringe em Marion. Há sangue mas não há feridas. Hitchcock decidiu filmar a preto e branco porque sentiu que o público não conseguiria ver tanto sangue a cores.

Psycho é um filme inesquecível que ainda prende o espectador ao ecrã e nos mostra como os nossos medos podem levar a desfechos inesperados.

Classificação: 8,5/10

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Década de 1970 Taxi Driver (1976)

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Travis Bickle | Fotografia: Divulgação

Taxi Driver foi o primeiro sucesso de Martin Scorsese. O filme estreou em 1976 e conta com Robert DeNiro como protagonista. É a segunda colaboração de uma dupla que continuaria a trabalhar em conjunto durante vários anos. O filme esteve nomeado para quatro Óscares, incluindo Melhor Filme, e ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Taxi Driver conta a história de Travis Bickle, um veterano da Guerra do Vietname, que regressa a Nova Iorque. Travis mostra-se descontente com o estado da cidade, descrevendo-a como moralmente corrupta. Por não conseguir dormir, arranja emprego como taxista, preferindo os turnos da noite. À medida que conduz pela cidade conhece todo o tipo de pessoas e espera por uma chuva “para limpar isto tudo”. Pelo caminho, apaixona-se por Betsy (Cybill Shepherd), uma voluntária na campanha presidencial de Charles Palantine (Leonard Harris), e trava uma amizade com Iris (Jodie Foster), uma prostituta infantil. Travis sente uma grande empatia com Iris e quer libertá-la das ruas, mas vive um romance falhado com Betsy. À luz das relações com estas duas mulheres, Travis decide assassinar Charles Palantine e o chulo de Iris, Sport (Harvey Keitel), numa tentativa de limpar as ruas de Nova Iorque.

A essência do filme reside na complexidade da personagem de DeNiro. Travis é racista, misógino e obsessivo, no entanto, não consegue tolerar os abusos de Sport para com Iris e não reconhece a sociedade onde vive. O argumentista do filme, Paul Schrader, conta ter ficado chocado com o culto da personalidade do homicida na América – em vez de serem ajudados, são capa de revista.

Este é um filme carregado por uma mensagem social muito importante. Schrader inspirou-se nos diários de Arthur Bremer, que tentou assassinar o candidato à presidência George Wallace em 1972, ou seja, quatro anos antes da estreia do filme. Travis vê o homicídio tanto como um ato de salvação como de vingança. No entanto, os próprios Estados Unidos têm uma visão algo distorcida do homicídio, como se pôde ver pela sua presença no Vietname. Tal como Travis, são um país que semeia destruição.

A influência de Taxi Driver ainda é palpável no cinema contemporâneo. Um dos filmes mais populares de 2019, Joker, bebeu da influência do thriller de Scorsese. A mensagem de Taxi Driver ainda se revela atual, uma vez que doenças mentais são muitas vezes usadas como tema de reality-shows e revistas cor-de-rosa em vez de serem tratadas. A odisseia de Travis ainda vale a pena ser vista, para entendermos melhor quem nos rodeia e para percebermos quem podemos ajudar. 

Classificação: 8,3/10

Década de 1980 The Breakfast Club (1985)

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Allison, Brian, John, Claire, e Andrew | Fotografia: Divulgação

O popular, a mimada, o nerd, a introvertida e o rebelde. Como é que cinco estudantes tão diferentes à primeira vista vão conseguir sobreviver a nove horas fechados numa biblioteca? A resposta faz com que The Breakfast Club seja um dos melhores filmes dos anos 80, com John Hughes a retratar perfeitamente a instabilidade emocional dos adolescentes da época.

Obrigados a não falar ou sair dos seus lugares, os cinco alunos devem permanecer dentro da mesma sala até escreverem um texto de mil palavras sobre o que cada um pensa que o outro é. Assim que o supervisor responsável se distrai, o grupo quebra o silêncio e, com o passar das horas, revelam os seus segredos mais íntimos.

A introvertida Allison (Ally Sheedy) é uma mentirosa compulsiva, o popular Andrew (Emilio Estevez) é pressionado para seguir uma carreira em atletismo, o rebelde John (Judd Nelson) vive num lar abusivo e o nerd Brian (Anthony Michael Hall) e a mimada Claire (Molly Ringwald) envergonham-se de serem virgens.

Em monólogos reveladores e cheios de lágrimas, descobrem que vivem com medo de cometer os mesmos erros que todos os adultos à sua volta e partilham o que lhes vai na alma para se entenderem melhor uns dos outros porque, apesar de diferentes, partilham as mesmas lutas e insatisfações. Juntos concordam que Brian deve escrever o texto que lhes foi pedido mas, em vez de escrever sobre o tema, escreve uma carta motivadora que se torna no ponto principal da história e assina a folha como The Breakfast Club.

O sucesso deste intemporal coming of age deve-se às respostas dadas às questões verdadeiramente importantes para os adolescentes através de uma abordagem única que nos faz sentir como se, finalmente, alguém nos conseguisse compreender.

Classificação: 7,8/10

Década de 1990 Pulp Fiction (1994)

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Mia Wallace | Fotografia: Divulgação

Pulp Fiction é um dos clássicos incontornáveis do realizador americano Quentin Tarantino. Este neo-noir, estreado em 1994, mereceu o prémio de Melhor Argumento nos Óscares de 1995, sobretudo pela forma original como a narrativa está enquadrada – ao invés de contígua e linear, a história é contada com uma linha temporal fora de ordem, que adiciona ainda mais expectativa à ação. 

O filme conta, na verdade, duas histórias interligadas pelo grande chefe, o gangster Marsellus Wallace. Por um lado temos Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson), dois parceiros que trabalham para Wallace, que fazem todo o tipo de trabalho, desde ameaças e homícidios em nome do seu “chefe”, até encontros com a mulher do mesmo, Mia (Uma Thurman), enquanto Wallace está fora em trabalho. Por outro, temos a narrativa de Butch (Bruce Willis), um boxeador cuja lealdade por Wallace é quebrada quando ele deixa de cumprir uma promessa numa das suas lutas e, consequentemente, tem como objetivo final fugir dele.

Para além da sua narrativa não-linear, Pulp Fiction ganha pela originalidade e por saber enquadrar tão bem referências de filmes e cultura popular no seu imaginário, desde a banda sonora até os diners americanos que vemos tão bem retratados no filme.

Classificação: 8,9/10

Década de 2000 The Dark Knight (2008)

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Batman e Joker | Fotografia: Divulgação

Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight) é um filme de 2008 realizado por Christopher Nolan, que também colaborou no próprio guião, baseado no personagem da DC Comics. O filme é o segundo de uma trilogia também composta por Batman Begins (2005) e The Dark Knight Rises (2012).

Muito aclamado pela crítica, chegou a ser nomeado aos Óscares em oito categorias, acabando por vencer em duas delas – Melhor Actor Secundário para Heath Ledger (que interpretou Joker) e Melhor Edição de Som – e é considerado um dos filmes com maior bilheteira de sempre.

Dois anos após o seu aparecimento, Batman mantém-se na luta contra o crime organizado na cidade de Gotham, contando com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart).  Tudo corria como planeado, até que Joker (Heath Ledger), um vil criminoso com uma mente genial, surge na cidade. Para conseguir derrotar o terrível vilão e salvar a cidade, Batman terá de enfrentar o confronto mais pessoal e difícil da sua vida.

Batman: O Cavaleiro das Trevas alterou drasticamente a perceção do público em relação aos filmes de super-heróis. Isto deve-se ao facto de Nolan ter juntado num único filme características de vários estilos cinematográficos como policial, ação e até um pouco de suspense. A maneira como o realizador construiu a personagem de Batman, mais realista e madura, mudou para sempre a forma como os super-heróis são representados no cinema. Assim, este filme abriu a cortina para todos os atuais sucessos de bilheteira baseados em bandas desenhadas.

Classificação: 9,0/10

Década de 2010 Inception (2010)

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Dom Cobb | Fotografia: Divulgação

Inception é, talvez, um dos títulos mais reconhecidos da cinematografia blockbuster americana. Estreado em 2010 e realizado pelo aclamado Christopher Nolan, este filme contém no seu elenco alguns dos nomes mais famosos de Hollywood, incluindo Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levvit, Marion Cotillard e Michael Cane

O filme trata variados temas, mas tem a exploração do sonho como o seu cerne. Nesta produção de ficção-científica, Dom (Leonardo DiCaprio) e Arthur (Joseph Gordon-Levvit) embarcam numa missão que implica a invasão de sonhos e, consequentemente, da mente. Dom é o “extrator” principal, e a sua função torna-se crucial no mundo da espionagem corporativa. 

Para além de uma narrativa brilhantemente construída, Inception ganha louros por apostar numa teoria rebuscada mas que funciona no imaginário dos fãs do filme e de ficção-científica em geral. Em Inception, Christopher Nolan graceja-nos, ainda, com uma das mais icónicas e famosas sequências do cinema, desafiadora das leis da gravidade. 

Com este filme, Nolan conseguiu mais do que fazer um filme apetecível e alucinante, indo um passo mais longe e estabelecendo-se como um dos grandes realizadores de ficção científica da nossa geração – e Inception é a prova disso.

Sugestões de Ana Silva, Diogo Oliveira, Kenia Sampaio Nunes e Márcia Rénio
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