Porto/Post/Doc: festival aposta em produções em língua portuguesa

Já é conhecida a programação completa do Porto/Post/Doc de 2020. A 7.ª edição do festival de cinema vai acolher duas longas-metragens em português, que foram selecionadas para a Competição Internacional do festival.

Num ano em que o cinema português necessita mais apoios do que nunca, a organização do festival Porto/Post/Doc reforçou os prémios para a programação nacional e  “mostrará 25 filmes produzidos por portugueses ou oriundos de países de expressão portuguesa.”

Apesar disso, o festival oferece um “calendário diverso e adaptado às necessidades de hoje com estreias nacionais, conversas, entrevistas a realizadores, sessões para famílias e uma academia destinada a pensar novas forma de produção de conteúdos realizada em parceria com o Canal 180”, lê-se na página oficial do festival.

Na mais importante competição do festival – Competição Internacional – estão dois filmes provenientes de países de Língua Portuguesa, sendo um deles de Portugal e o outro do Brasil.  Apesar de podermos encontrar outras longas que “traçam olhares sobre questões sociais e políticas”  de França, África do Sul, Espanha, Israel, México, Argentina e Iraque.

Comecemos pela longa portuguesa. A Nossa Terra, o Nosso Altar de André Guiomar testemunha o projeto de demolição do bairro do Aleixo. O documentário mostra como as vidas dos habitantes do bairro são afetadas durante o processo que se vem arrastando durante anos.

Também nomeado para a Competição Internacional está a produção brasileira Partida de Caco Ciocler. Esta longa fala de uma atriz que, não estando satisfeita com os últimos resultados eleitorais, decide candidatar-se à Presidência da República. A candidata vive uma aventura utópica inspirada em José Mujica – o ex-presidente do Uruguai.

Contudo, nem só de produções em lingua portuguesa é feita a programação do Porto/Post/ Doc.

Produções internacionais na secção da Competição Internacional

Na Competição Internacional também foram seleccionadas as produções francesas Amor Omnia de Yohei Yamakado, Days of Cannibalism de Teboho Edkins e Goodbye Mister Wong, Kiyé Simon Luang.

Já de Espanha podemos contar com a My Mexican Bretzel de Nuria Giménez.

Enquanto que de Israel o Of Land and Bread de Ehab Tarabieh.

Alejandro Tarraf vai estar representado nesta secção com uma produção argentina, mexicana e também do Reino Unido com Piedra Sola.

A última produção da lista é a Sandlines, The Story Of History, produção do iraquiana do realizador Francis Alÿs.

À semelhança de outros festivais, o Porto/Post/Doc adotou medidas para assegurar um festival seguro. Dario Oliveira, diretor do festival, anunciou em conferência de imprensa que vai seguir as normas do “novo normal”.  O diretor anuncia que “grande parte da programação” e “a mais importante”  do festival vai ser transmitida online. Dario Oliveira esclarece que a parte online do festival “vai servir de complemento àquilo que nós nos propomos fazer nas salas”.

Não obstante, a 7ª edição do Porto/Post/Doc volta à cidade do Porto entre os dias 20 e 29 de Novembro com formato duplo.

Isto significa que não só vai poder acompanhar o festival nas salas do Rivoli, Passos Manuel e Planetário do Porto, mas também vai poder assistir a uma programação paralela em VoD na plataforma Shift72.

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