Luísa Sobral e Zahara
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À Escuta. Luísa Sobral, Tiago Bettencourt e Lourenço Crespo em destaque esta semana

À Escuta, a rúbrica semanal do Espalha-Factos que coloca na linha da frente os lançamentos mais recentes da música nacional, destaca esta semana a colaboração de Luísa Sobral com a cantautora espanhola Zahara, o novo disco de Tiago Bettencourt e o regresso, depois de quatro anos, de Lourenço Crespo aos longa-duração.

Todo Lo Que No Está’ junta Luísa Sobral com a cantautora espanhola Zahara

Luísa Sobral e Zahara
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Todo Lo Que No Está‘ é o novo single de Luísa Sobral, que conta com a colaboração da cantautora espanhola Zahara. A composição é o resultado de uma residência artística realizada na Corunha em fevereiro pelas duas cantautoras. O encontro entre as duas resulta do projeto La Residencia, um laboratório musical promovido pela Fundação Padeia em colaboração com o programa da Rádio 3, Hoy Empieza Todo, com o objetivo de “reunir artistas de diferentes espectros de forma a colaborarem livremente na criação de canções“.

Sobre a colaboração, ambas as autoras relatam sobre a experiência de gravarem este tema. Zahara comentou, em comunicado, que “sentia tanta admiração pela Luísa que a ideia de passar alguns dias com ela já me entusiasmava e me deixava feliz” e que o resultado final da residência foi “mais do poderia imaginar e desejar“. Luísa Sobral acrescentou que, apesar de terem três dias para compor a música, fizeram-no em apenas três horas e tornaram-se amigas. “É assim a música”, referiu a cantautora portuguesa.

Todo Lo Que No Está‘ é uma faixa com um instrumental delicado e belo, onde as vozes de Luísa Sobral e Zahara se juntam para um dueto apaixonante e arrebatador, com uma cumplicidade evidente entre as duas artistas.

2019 — Rumo ao Eclipse é o 7.º longa-duração de Tiago Bettencourt

2019 — Rumo ao Eclipse é o nome do novo disco de Tiago Bettencourt. É o sétimo longa-duração de um dos mais acarinhados cantautores portugueses e é o sucessor de A Procura, de 2018. É um disco que, de acordo com o seu autor, retrata os “movimentos que se passaram em 2019” mas que possui uma intemporalidade na sua ação, uma vez que esses movimentos retratam uma “parte intrínseca daquilo que acompanha a vida de cada um de nós: a nossa humanidade“.

O disco, que conta com participação de MarizaClaúdia Pascoal e do ator Ivo Canelas, entre outros, vê Tiago Bettencourt continuar a mostrar a sua capacidade como cantautor, apresentando líricas que nos levam numa “viagem de ida e volta” por vários sentimentos ecoados em instrumentais que apresentam uma certa energia futurista, mas simultaneamente nostálgica. A sensibilidade pop que Bettencourt nos habituou mantém-se presente, havendo espaço para faixas que se encaixam na faceta mais folk do cantautor português e outras no espectro mais rocknew wave a que já nos habituou.

Depois de quatro anos, Lourenço Crespo está de regresso com disco homónimo

Lourenço Crespo
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O cantautor lisboeta Lourenço Crespo está de regresso aos longa-duração com o seu trabalho homónimo, Lourenço Crespo. Contando com produção de B Fachada, é o sucessor do seu disco de estreia de 2016, Nove Canções. O disco conta com colaboração, além do já referido B Fachada, dos músicos João Dória, Pedro SousaSallim.

indie pop de Lourenço Crespo junta múltiplas influências, como a música popular portuguesa, o folk e o synth-pop, para criar instrumentações grandiosas, onde se torna notória a produção de B Fachada, que lhe dá aquele toque lo-fi que, de alguma forma, torna tudo coeso e belo. A escrita de Crespo possui um humor característico, perspicaz e realista, sendo que a sua entrega assenta que nem uma luva nos instrumentais que povoam este trabalho. É um dos melhores discos do ano lançados, até ao momento, em Portugal. Valeu a pena os quatro anos de espera, Lourenço.

Rui David junta-se a Miguel Araújo e Peixe para uma nova versão de ‘Ateneu’

Rui David junta-se a Miguel Araújo para criar uma nova versão de ‘Ateneu’, faixa incluida originalmente no seu disco Contraluz. A música conta ainda com contribuição de Peixe na guitarra e produção.

Esta versão de ‘Ateneu’ soa a uma música praticamente nova, partilhando quase nenhuma semelhança, em termos de instrumental, com a original. O arranjo de guitarra traz uma nova vida à música, agora mais delicada e bela, que acaba por se enquadrar perfeitamente na interpretação que Rui David traz à música escrita originalmente por Miguel Araújo.

Filipe Furtado lança ‘Uma Coisa Linda de Morrer’

Uma Coisa Linda de Morrer’ é o primeiro single de antecipação do disco de estreia, Prelúdio, do músico Filipe Furtado.

Este single apresenta uma sonoridade que assenta nas grooves e ritmos do bossa nova e do jazz. As suas guitarras minimalistas são complementadas por teclas belas, pelo sotaque açoriano de Filipe Furtado e pelos sopros que vão surgindo aos poucos antes de se tornarem a estrela principal na segunda metade da faixa.

Este crescendo da instrumentação ilustra o “compromisso entre ser letrista e instrumentista“, sendo que a faixa na sua totalidade representa “o fechar de um ciclo e o começo de outro” por entre vários olhares e perspectivas. É uma faixa que consegue aquecer o coração e, ao mesmo tempo, ter groove suficiente para nos levar a dar um pézinho de dança.

Mariana Tereso brinda-nos com ‘Solivagant’

Solivagant’ é o nome do novo single da cantora portuguesa Mariana Tereso. É o segundo lançamento da ex-concorrente do The Voice Portugal, que já havia lançado o single Utopia’ este ano.

Solivagant’ é uma faixa que retira vários elementos ao indie pop e ao bedroom pop, com os seus sintetizadores tristes e sonhadores, por entre os quais surge a voz delicada de Mariana a cantar sobre a sensação de deambular sozinha por este mundo fora.

É a banda sonora para aqueles momentos em que estamos simplesmente a contemplar o mundo através da janela do autocarro enquanto regressamos a casa e o sol se põe. Talvez, seja mesmo esta a melhor forma de descrever o sentimento que esta música ecoa.

Orfélia — ‘Baba Marta’

Orfélia, o duo constituído por Filipe Mattos e Anaïs Thinon, está de regresso com ‘Baba Marta’, uma faixa que os vê colaborar com Tiago Saga, da banda Time For T, e com a poeta americana Demi Anter. Sobre as colaborações, o duo indica que o objetivo era “criação colaborativa, reunir artistas de diferentes áreas para ultrapassar as barreiras físicas e emocionais impostas, alimentando o poder da arte coletiva contra esse sentimento de isolamento“.

Baba Marta‘ é uma faixa que evoca o sentimento de isolamento provocado pela pandemia da Covid-19, com os seus sintetizadores espaçosos e nostálgicos e guitarras influenciadas pelo slowcoredream pop, que complementam o dueto protagonizado por Anaïs e Tiago.

Rita Onofre — ‘Lugar Nenhum’

Lugar Nenhum’ é o nome do novo single de Rita Onofre. É mais um avanço daquele que será o EP de estreia da cantora lisboeta, depois dos singlesHaja Sempre’‘Ao Pé de Mim’, tendo este último sido editado como parte dos Inéditos Vodafone 2020.

É uma faixa de indie pop ecléctico, onde a voz de Rita sobressai por um instrumental espaçoso e minimalista. Apesar disso, existe espaço para uma certa grandiosidade que habita por entre os hooks que vão surgindo e que captam a atenção do ouvinte.  É, acima de tudo, divertida e nostálgica ao mesmo tempo, e transmite uma sensação de união, tão necessária nos dias de hoje.

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