Fotografia: Disney / Lucasfilm

Crítica. ‘The Mandalorian’ surpreende e regressa a todo o gás

O primeiro episódio da segunda temporada de The Mandalorian já está disponível no Disney+. O Espalha-Factos conta como foi o aguardado regresso da série.

Aviso: Este artigo tem spoilers

Depois do confronto com Moff Gideon, o nono capítulo da história de Din Djarin, ou simplesmente conhecido como o Mandalorian, leva-o a querer saber mais informações sobre a Criança. Djarin vai ao encontro de Gore Keresh com o intuito de saber onde pode encontrar mais guerreiros de Mandalore para ajudá-lo na sua jornada. Depois de um confronto inesperado, Keresh acaba capturado por Djarin e o mesmo revela ao protagonista que encontrará resposta na colónia mineira Mos Polgo localizada no planeta Tatooine.

Lá encontra o marechal dessa pequena região do planeta deserto, Cobb Vanth (interpretado por Timothy Olyphant), ostentando uma armadura dos Mandalore que os fãs da franquia depressa reconhecerão. Djarin exige a Vanth que devolva a armadura, visto que a personagem não faz parte do clã dos guerreiros e usá-la é considerado uma heresia para o povo Mandalore. O duelo é interrompido devido ao surgimento do dragão Krayt (uma criatura que tem algumas semelhanças à Sandworm de Dune) que assola a colónia e os seus habitantes.

O marechal pede ajuda a Djarin e são criadas alianças inesperadas com os Tusken (um povo nómada de Tatooine) em torno de um objetivo em comum: eliminar esse monstro que aterroriza Mos Polgo.

A intertextualidade de The Mandalorian

O primeiro episódio desta segunda temporada é realizado e escrito por Jon Favreau (um dos produtores executivos da série). O enredo da trama principal não tem avanços significativos mas, em contrapartida, os obstáculos colocados a Djarin representam um satisfatória experiência para os fãs, condensada em cerca de 50 minutos.

Contrairamente ao que foi praticado na primeira temporada, o facto de este episódio ter sido mais longo em termos de duração, dá espaço a The Mandalorian para brilhar na sua capacidade de storytelling. As múltiplas referências ao vasto universo de Star Wars podem ser consideradas como óbvio ‘fan-service’, mas, em alguns casos, depreendo-as como uma oportunidade de aprofundar o seu conteúdo, dando alguma substância. O exemplo mais evidente é o caso do povo Tusken. Esta tribo teve aparições curtas nos filmes da saga Skywalker, mas, neste episódio de The Mandalorian, os Tusken (que são conhecidos maioritariamente pelos seus gritos de guerra) são apresentados com um pouco mais de personalidade. Esta ideia já tinha sido evidenciada na temporada anterior, mas Favreau explora essa vertente de humanidade dos Tusken.

É de realçar também que a personagem, brilhatemente interpretada por Timothy Olyphant, surge primeiro na trilogia de livros de Star Wars intitulada Aftermath (lançados entre 2015 e 2017). Vê-lo aqui na sua estreia em live-action é algo de louvar, porque valida o conceito de intertextualidade de Star Wars e é um dos trunfos desta série. Acredito que poderá ser também um dos pontos de partida para os novos filmes que poderão surgir nos próximos anos desta saga.

As sequências de acção estão bem dirigidas e, como resultado, deixam o espectador agarrado ao ecrã. Nota-se uma evidente subida no grau de produção, principalmente quando acontece o clímax do episódio com o dragão Krayt.

O final deste episódio irá, certamente, surpreender alguns fãs e deixa o espectador a pedir pelos próximos capítulos. Em suma, a estreia da segunda temporada não podia ter sido melhor, apesar de parecer, por vezes, uma missão paralela num videojogo. Mas a execução de Jon Favreau e de toda a equipa conseguiram empolgar o que virá num futuro próximo.

Os restantes sete episódios da segunda temporada de The Mandalorian serão disponibilizados nas próximas semanas, à sexta-feira, na plataforma Disney+.

8.5
8.5

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