Julia Roberts

Julia Roberts: a ‘pretty woman’ da Geórgia com um sonho gigante

Julia Roberts completa esta quarta-feira, dia 28 de outubro, 53 anos. Nunca pensou tornar-se numa das atrizes mais populares de Hollywood, mas hoje conta com uma carreira de sucesso que faz dela uma das artistas mais influentes da Sétima Arte, com títulos como Pretty Woman: Um Sonho de MulherO Casamento do Meu Melhor AmigoNotting HillOcean’s Eleven Comer, Orar, Amar.

Julia Fiona Roberts nasceu a 28 de outubro de 1967 em Smyrna, na Geórgia. Apesar de ser filha de dois ex-atores e dramaturgos, Betty Lou Bredemus e Walter Grady Roberts, não foi esse o caminho que escolheu na infância. Com um grande amor por animais, inicialmente queria ser veterinária, mas acabou por estudar jornalismo. Apenas quando o irmão, Eric Roberts, alcançou algum sucesso em Hollywood é que Julia decidiu também experimentar a representação, aos 17 anos. Já com um sonho gigante, mudou-se para Nova Iorque. Para pagar os cursos de interpretação, que não chegou a completar, trabalhou numa loja de sapatos e numa gelataria, antes de se tornar modelo da agência Click.

Julia Roberts em Pretty Woman

Depois de perder papéis nas novelas All My Children (1970) e Santa Barbara (1984), a primeira grande oportunidade de Julia Roberts no mundo do cinema chegou em 1988, depois de já ter participado em algumas séries com papéis pequenos, com os filmes juvenis Pizza, Amor e Fantasia e Satisfaction. Os trabalhos foram um sucesso e o público apaixonou-se imediatamente pela atriz. Seguiu-se Flores de Aço, uma nova produção de sucesso, que rendeu à atriz a nomeção ao Óscar de Melhor Atriz Secundária.

Direta da gala dos Óscares, Julia Roberts voou para os estúdios daquele que foi o maior sucesso que teve na carreira: Pretty Woman: Um Sonho de Mulher (1990). O filme que protagonizou ao lado de Richard Gere valeu-lhe uma imagem de marca no género de comédia romântica, uma nomeação ao Óscar de Melhor Atriz Principal e um People’s Choice Award de Atriz Favorita. Durante uma entrevista, quando questionada sobre o seu sucesso, afirmou que nunca foi algo sobre o qual pensasse muito. “Eu sou apenas uma rapariga de uma pequena cidade na Geórgia que teve um sonho gigante e absurdo”, explicou.

A artista revelou noutra entrevista que chegou a fazer uma paragem de dois anos no início da década de 90, porque nenhum trabalho que lhe apresentavam “fazia sentido“. No entanto, o público não notou qualquer ausência da atriz, uma vez que esteve presente no grande ecrã ano após ano, com títulos como A Escolha do Amor (1991), Hook (1991), Adoro Sarilhos (1994), Amor e Mentiras (1995), Toda a Gente Diz Que Te Amo (1996) e O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997). O ano de 1999 foi mais um ano de sucesso para Julia Roberts, com Notting Hill e Noiva em Fuga, duas comédias românticas que foram sucessos de bilheteira.

Julia Roberts em Erin Brockovich

Em 2001, foi o ano para Julia Roberts dizer que “à terceira é de vez”. Ao vestir a pele de Erin Brockovich, uma mãe solteira, desempregada e sem qualquer instrução formal ou curso de ensino superior, que foi fundamental para a construção de um processo legal contra a Pacific Gas and Electric Company, da Califórnia, em 1993, por poluição do abastecimento de água da cidade, a atriz conquistou a terceira nomeação aos Óscares e conseguiu levar para casa a estatueta de Melhor Atriz. Na verdade, a própria Erin Brockovich não ficou contente com a escolha de Roberts para o papel, por não combinar com a sua própria aparência psíquica e falar demasiado bem. Contudo, o sucesso do trabalho e o prémio falaram por si.

No mesmo ano, a intérprete conheceu o cameramen Danny Moden durante as gravações de O Mexicano, com quem viria a casar em 2002. Durante esse tempo, Julie Roberts participou nos filmes O Par do Ano, Ocean’s Eleven – Façam as Vossas Apostas, Vidas a NuConfissões de Uma Mente Perigosa. Em 2003, estrelou a produção O Sorriso de Monalisa, para o qual observou aulas de história da arte na New York University para se preparar para o papel e, no ano seguinte, estreou a primeira sequela da carreira: Ocean’s Twelve.

Em 2007, depois de participar em produções como Perto Demais (2004), Beslan: Three Days in September (2006) e Jogos de Poder (2007), tornou-se a maior atriz de sempre, com filmes que arrecadaram mais de 1,6 mil milhões de euros nas bilheteiras dos Estados Unidos. Seguiram-se títulos como Dupla Sedução (2009), Dia dos Namorados (2010), Comer Orar Amar (2010) e Larry Crowne (2011). Sobre o último, a atriz chegou a revelar, numa entrevista, que foi a primeira experiência de faculdade que teve. “A primeira vez em que tive que falar à frente de toda a sala, fiquei apoplética. Toda a gente olhava para mim, a pensar: O que é que ela nos vai ensinar? Eu precisava de encontrar a minha postura. Foi muito difícil – foi terrível, na verdade”, contou.

Julia Roberts em Comer orar amar

O mais recente trabalho registado de Julia Roberts data de 2018, O Ben Está de Volta. Esta trata-se de uma produção de Peter Hedges que conta a história de um adolescente viciado em drogas que aparece inesperadamente na casa da família na véspera de Natal.

Fora do grande ecrã

À parte da vida nos ecrãs, a artista é ainda embaixadora da marca de cosméticos Lancôme e arranja tempo para se dedicar a causas solidárias. Envolveu-se com instituições de caridade da UNICEF, fez visitas a vários países, incluindo o Haiti e a Índia, a fim de promover a boa vontade, e chegou a utilizar o próprio nome para ajudar a arrecadar dinheiro para pesquisas para desenvolver uma cura para a Síndrome de Rett, uma doença que é potencialmente fatal e atinge aleatoriamente raparigas com idades entre os dois e os seis anos.

Atualmente, continua a ser uma das artistas mais adoradas e cobiçadas de Hollywood. Julia Roberts celebra esta quarta-feira o seu 53.º aniversário.

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