EUA: Caos e ordem. De que se fizeram os debates entre Trump e Biden

Os candidatos à Presidência norte-americana disputaram dois debates na televisão, que são já tradição nos momentos eleitorais.

Último debate presidencial, a 22 de outubro. | Fotografia: NYT

Deram que falar pelo muito que se falou. Os candidatos à Casa Branca manifestaram as suas ideias e soluções para um país dividido em dois debates televisivos a anteceder as eleições para o lugar cimeiro, que acontecem no próximo dia 3 de novembro. Donald Trump (Partido Republicano) e Joe Biden (Partido Democrata) discutiram a política, a economia e as complicadas questões sociais que os Estados Unidos da América (EUA) atravessam.

O Espalha-Factos acompanhou a transmissão dos debates para as eleições norte-americanas e resume o que se ouviu dos dois candidatos à presidência. Para se melhor compreender as posições políticas de Biden e Trump, explanadas nas duas grandes noites, organizámos o artigo por temas, mantendo a cronologia dos debates.

O que foi dito nos dois momentos de disputa direta entre os candidatos

Não há dois sem três… mas aqui houve três sem dois. O segundo debate presidencial, previsto para a noite de 15 de outubro, foi adiado devido às condições de saúde do atual Presidente dos EUA. A 2 de outubro, os jornais anunciavam que Donald e Melania Trump contraíram a doença causada pelo novo coronavírus, a Covid-19.

3 dias antes, a 29 de setembro, Biden e Trump haviam-se encontrado em Cleveland, Ohio, para o primeiro e bastante aguardado momento de confronto em televisão, uma tradição que os EUA honram desde 1960.

Este primeiro debate, onde a atmosfera foi mais explosiva, registou uma maior audiência em função do último, que aconteceu na passada sexta-feira, dia 22 de outubro. O debate foi moderado por Chris Wallace, da FOX News, que utilizou mais do seu tempo de antena a pedir aos candidatos que não se desrespeitassem, nos tempos do outro falar, do que propriamente a fazer as perguntas.

pence harris eua debate trump biden
Kamala Harris e Mike Pence debateram a 7 de outubro, em Salt Lake City, Utah, moderados por Susan Page | Fotografia: Reprodução / CNN, YouTube

No dia 7 de outubro, não se encontraram os candidatos presidenciais (estando um em isolamento, infetado), mas sim aqueles que escolheram como seu braço direito: Kamala Harris (Partido Democrata) e Mike Pence (Partido Republicano), os candidatos a Vice-Presidente. “Sr. Vice-Presidente, eu estou a falar!” foi uma das frases de Kamala Harris mais ouvidas num debate onde a Senadora e Pence esclareceram os pontos de vista que os candidatos presidenciais têm vindo a mencionar durante a campanha.

O que aconteceu depois da cura milagrosade Donald Trump?

A matéria das audiências foi especialmente impactante na solução encontrada para o cancelamento do debate de dia 15. Os dois candidatos realizaram town halls – por outras palavras, entrevistas a canais de televisão americanos: Biden para a ABC News (em Filadélfia) e Trump para a NBC (em Miami), onde receberam também perguntas do público.

Enquanto que no debate seria mais difícil de definir quem teve mais aderência por parte do público (quem ganhou o debate, como se perguntou em várias sondagens nas redes sociais), a vitória nestes town halls foi baseada em audiências, dividindo o país pelas mesmas. Os dados mostraram que Biden foi o preferido, mesmo estando Trump a ser transmitido em três canais distintos.

O último debate, em Nashville, Tennessee foi moderado pela jornalista Kristen Welker, da NBC News. Para colmatar os problemas sentidos no primeiro debate, este incluiu a possibilidade de desligar os microfones dos candidatos para que não se interrompessem mutuamente, bem como a possibilidade de ceder mais tempo ao outro candidato caso um deles perturbasse a ordem do debate.

Os temas dos debates e dos town halls foram semelhantes, havendo alguns tópicos gerais a que não pôde faltar menção: a pandemia, a saúde, a economia, o ambiente, a justiça, a segurança nacional, a imigração e o racismo.

Como a liderança afetou (ou se deixou afetar) pela pandemia do novo coronavírus

A Covid-19 chegou aos Estados Unidos em fevereiro, data em que quase todos os países europeus começaram a experienciar a propagação da doença provocada por um novo tipo de coronavírus (Sars-CoV-2).

Em ambos os debates disputados pelos candidatos à Presidência de uma das maiores nações do mundo, a pandemia foi um dos primeiros temas, criticando-se as propostas de cada um dos candidatos nos diferentes momentos de propagação da Covid-19 nos últimos nove meses.

No primeiro debate, o momento mais marcante da discussão em torno da pandemia foi o facto de Donald Trump ter criticado o uso de máscara de Joe Biden. “Todas as vezes que o vemos, ele usa uma máscara. Ele podia estar a falar a 60 metros de distância de alguém, e aparece com a maior máscara que alguma vez vi.

Trump salientou que utiliza máscara quando necessita, e que até Anthony Fauci indicou, inicialmente, que as máscaras não servem para nada, depois tendo “mudado de ideias“.

Esta sexta-feira, Joe Biden não hesitou em acusar Donald Trump de ter demorado muito tempo a agir. Já o atual Presidente norte-americano diz que “encerrar a economia” foi uma opção que não deveria ter sido tomada e que não pode voltar a ser escolhida, por prejudicar os negócios locais, acusando ainda o ex-Vice-Presidente (2008-2016) de ser contraditório por ter inicialmente defendido que não se deveria parar a economia e obrigar ao isolamento, dizendo agora que o Presidente o deveria ter feito antes.

Donald Trump queixa-se que Biden lhe teria chamado xenofóbico pelo ato de fechar as fronteiras do país à China. Biden, no entanto, esclareceu: “Ele é xenofóbico, mas não porque acabou com o acesso da China [aos EUA]. E fê-lo tarde, depois de mais de 40 países já o terem feito.

Os candidatos democratas (Biden e Harris) salientaram, durante os debates que disputaram com os candidatos republicanos (Trump e Pence), a alegada irresponsabilidade do Presidente norte-americano, que já sabia da gravidade do vírus que chegava ao país e não disse nada à população, dizendo que o fez para que todos se mantivessem calmos.

O país regista, de momento, mais de 200 mil mortes provocadas pela doença – são mais de 8 milhões de infetados desde o início da pandemia. Para Donald Trump, a economia deve continuar a funcionar e retomar o seu funcionamento nos Estados em que está parada: “Nova Iorque parece uma cidade fantasma!“, reiterou em vários momentos.

Joe Biden defende que a reabertura da economia só deveria ser feita caso sejam garantidas as medidas de segurança. Em vários Estados, as crianças não regressaram ainda às escolas.

A saúde: garantias e planos de saúde

Uma das bandeiras da campanha de Trump, que se estende desde a última campanha, em 2016, é o término do Obamacare, o sistema de saúde que a administração anterior tentou implementar nos EUA. Ao contrário de vários países, os EUA não têm um equivalente a um sistema nacional de saúde, sendo este um tema quase tabu para os americanos, que muitas vezes ficam sem cuidados de saúde por não conseguirem pagá-los.

O tema da saúde foi fortemente mencionado no debate dos candidatos a Vice-Presidente, em que Kamala Harris se dirigiu diretamente a todos aqueles que necessitam de planos de saúde que englobem quadros de saúde pré-existentes, salientando que os candidatos republicanos os afetarão ao tentar livrar-se do Affordable Care Act que, até à data, os protege quanto a cuidados de saúde.

No que toca à saúde, os temas sociais entram também: há cerca de um ano, no Estado de Alabama, o Human Life Protection Act tornou a interrupção voluntária da gravidez ilegal, gerando um aceso debate na internet sobre as escolhas da mulher quanto ao seu próprio corpo. O tema ressurgiu no debate entre Harris e Pence.

A administração de Donald Trump submeteu o Affordable Care Act ao Tribunal Supremo para que o mesmo pondere a abolição do mesmo. Se o pedido suceder, mais de 20 milhões de americanos poderão perder o seu seguro de saúde.

De acordo com Trump, “não há maneira possível de fazer com que o Obamacare resulte“, mesmo com as alterações que a sua administração fez durante o mandato (como terminar com o individual mandate, que determina que os americanos teriam de preencher determinados requisitos legais para obter determinados serviços privados, em detrimento ou em conjunto com os públicos, no caso da saúde).

O plano do atual Presidente ainda não é claro, dizendo este que irá “propor um novo e belo plano de saúde” que continue a proteger os americanos com condições de saúde pré-existentes, depois de “eliminar o Obamacare“. Para Biden, está claro desde o início que “Trump não tem nenhum plano“. O democrata pretende alterar o disposto no Affordable Care Act para haver mais opções públicas, embora mantendo a competitividade entre as seguradoras privadas, e ainda a redução do preço de fármacos, baseada na negociação com as seguradoras também.

As famílias americanas: o que lhes importa para o futuro mandato?

As preocupações dos norte-americanos focam-se em dois grandes temas: a economia e a saúde. Com a propagação da Covid-19, os dados relativos à situação económica das famílias americanas tornaram-se ainda mais preocupantes, reportando-se que milhões de americanos se encontram desempregados e/ou no limite da pobreza.

Além das várias relief bills que a administração de Trump tem tentado aprovar para ajudar os americanos nestas situações, a discussão central é a questão dos salários mínimos, que Joe Biden quer estabilizar nos 15 dólares por hora.

Alterações climáticas e as declarações de Biden sobre o fracking

Este não é o tema preferido destes candidatos, embora seja um dos assuntos que mais preocupa as gerações mais novas.

Nos últimos anos, Donald Trump desvalorizou constantemente o tema, inclusive tendo retirado o país, em 2017, do Acordo de Paris (2015) que os Estados-Membros das Nações Unidas haviam assinado na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. Os EUA são um dos países mais poluentes em todo o mundo, tendo este ato do Presidente norte-americano gerado controvérsia e discórdia nos países que no Acordo permanecem.

Para Trump, o grande problema do combate às alterações climáticas é o seu efeito na economia americana: “Não vou sacrificar dezenas de milhões de empregos, milhares e milhares de companhias, por causa do Acordo de Paris. Era tão injusto. (…) Temos o ar mais limpo, temos a água mais limpa, temos as melhores emissões de carbono… e não destruímos as nossas indústrias“.

No último confronto presidencial em televisão americana, Biden salientou o “dever moral” de fazermos algo quanto às alterações climáticas, sendo que cientistas de todo o mundo já avisaram que não há muito tempo. O ex-Vice-Presidente considera que o seu plano criará novos empregos, ao contrário do que Trump teme, e tenciona apostar no futuro através do financiamento de “charging stations” para carros elétricos por todo o país.

fracking foi um dos temas de discussão, com Trump a acusar Biden de querer eliminar a técnica com o seu plano para o combate às alterações climáticas, tentando a redução a zero emissões dos gases de efeito de estufa no futuro. A abolição do fracking causaria a perda de vários trabalhos nos EUA (sendo este um dos pontos fortes de oposição de Trump às novas ideias em relação ao ambiente).

Biden esclareceu que não pretende abolir o fracking, embora o plano seja a redução da utilização da técnica no futuro, visto que a sua utilização extensiva levanta várias questões ambientais. Este tema deixou Biden um pouco no limbo pelas suas declarações públicas, que durante a campanha disse em momentos querer abolir absolutamente a técnica e noutros referiu que não o pretendia fazer.

Justiça e segurança nacional – como as garantir?

Há cerca de um mês, Donald Trump nomeou Amy Coney Barrett para suceder a Ruth Bader Ginsburg na posição de Juíza do Supremo Tribunal de Justiça dos EUA. A nomeação foi controversa por se tratar de algo que os Democratas pretendiam adiar para o início do mandato, vista a proximidade das Eleições presidenciais, bem como por se tratar de uma jurista com visões conservadoras sobre questões sociais que o partido tem vindo a defender.

No debate de 29 de setembro, Biden acusou o Presidente Trump e o Partido Republicano de terem praticado um ato de “abuso de poder ao nomear a juíza. Trump esclarece: “É muito simples. Nós ganhámos as eleições. As eleições têm consequências. Nós ganhámos o Senado e a Casa Branca. Temos uma nomeação fenomenal, respeitada por todos. (…) Ela vai ser excecional, como todos os que já serviram naquele Tribunal. (…) E já agora, os Democratas nem pensariam em não fazê-lo [a nomeação de novo juíz]. Nós vencemos as eleições e temos direito a fazê-lo.

A segurança das eleições – interferências do estrangeiro e votação por correio

Ainda no dia 29 de setembro, um dos temas mais fervorosos foi o tema das votações, que este ano, devido à pandemia, estão também a ser feitas por correio. O Presidente atual foi um forte defensor do adiamento das eleições, considerando que este método não é seguro e que os ballots serão vandalizados e perdidos, pelos correios ou pelos americanos.

tweet trump biden debate eleições eua
Fotografia: Reprodução/Twitter

Biden optou por utilizar esse tempo de discussão para apelar aos americanos que votem e o façam conscientemente.

Poderia ter sido este o único problema do processo eleitoral, num sistema de voto tão complicado como o dos EUA. No entanto, o cenário das eleições anteriores repetiu-se: a interferência do estrangeiro (nomeadamente, do Irão e da Rússia) já é uma ameaça e os candidatos debateram como a pretendem combater nas Eleições de 2020.

Para Biden, “qualquer país que interfira nas eleições americanas irá pagar o preço pelo que fez“, considerando-o como um ataque à soberania dos EUA. “O que está a acontecer aqui, com a Rússia, é que eles querem garantir que eu não sou eleito para Presidente dos Estados Unidos. Porque eles sabem que eu sei quem eles são, e eles conhecem-me a mim.”, reiterou. Eu não sei porque é que este Presidente não está disposto a responsabilizar Putin, quando ele está a pagar recompensas para matarem soldados americanos no Afeganistão, quando ele está a participar em atividades que destabilizam toda a NATO.

Biden deixa ainda a pergunta a Trump: porque é que não está a responsabilizar aqueles que interferem com os Estados Unidos? Mas a resposta não está sequer perto da pergunta. Trump voltou a mencionar a situação de Hunter Biden, filho do candidato às eleições presidenciais, que alegadamente recebeu dinheiro da Rússia e da Ucrânia, numa situação publicamente mal explicada.

Imigração, xenofobia, racismo institucional – os temas em que Trump não consegue vingar

Desde 2016 que o Presidente Donald Trump vem a dizer que irá combater a imigração ilegal, na altura utilizando os mexicanos como uma das grandes bandeiras da sua campanha: “O México vai pagar pelo muro!”.

O renascimento do tema da imigração no último debate presidencial destas Eleições foi o que levou os internautas a criticar severamente Donald Trump, embora se assuma no debate que as culpas foram das duas administrações (de Obama e de Trump) na última década.

A frase que ficou nos ouvidos de todos foi “Eles estão a ser muito bem tratados“, proferida pelo Presidente, em relação às centenas de crianças que foram separadas das famílias nas fronteiras americanas há cerca de dois anos.

Em 2018, quando as crianças foram acolhidas pelo Governo americano, separadas das suas famílias, Melania Trump foi o rosto de várias notícias, pedindo pela proteção das mesmas e pela sua inserção na sociedade americana, tendo estas chegado ao país para ter um melhor futuro. No entanto, as visitas diplomáticas de Melania às crianças em causa teve a sua imagem totalmente desmanchada há cerca de três semanas, quando houve o leak de um áudio da Primeira-Dama a dar uma opinião honesta sobre a sua situação: “Estou a trabalhar nas decorações de Natal e eles dizem ‘oh, então e as crianças que foram separadas…?’. Tenham paciência!

No segundo debate, enquanto falava sobre aqueles que procuravam asilo nos Estados Unidos, Donald Trump acrescentou que os únicos que aparecem às audiências do Tribunal são “aqueles com o menor QI“. De acordo com Joanna Weiss, da WBUR, “este foi o momento de verdade no debate final da corrida eleitoral de 2020, a lembrança de onde tudo começou e do quão a política de Trump é construída à volta de políticas de imigração pesadas, linguagem incendiária e uma incrível falta de empatia“.

Os conflitos raciais vividos em 2020

Os que assistiram ao primeiro debate presidencial mostraram-se ansiosos por ver o tema das questões raciais a ser discutido pelos dois candidatos, depois dos acontecimentos vividos nos meses antecedentes, que começaram pelo homicídio negligente de George Floyd por parte de um polícia americano, e continuaram a ferver com protestos diários em vários Estados.

Um dos momentos mais marcantes do debate de 29 de setembro foi quando o moderador, Chris Wallace, pediu a Donald Trump que condenasse grupos conhecidos pelo apelo à supremacia branca, como os Proud Boys, publicamente, da mesma forma que o fez ferverosamente com grupos movimentos como o Black Lives Matter ou os Antifa, associados por Trump à esquerda radical.

Estes minutos foram especialmente polémicos, alguns acusando o moderador de ser parcial e ir além da sua função, outros acusando o candidato presidencial de ter uma postura incorreta. As declarações de Donald Trump acerca do grupo Proud Boys surtiram um efeito bastante negativo: num artigo de opinião no jornal The Guardian, Shannon E Reid e Matthew Valasik dizem-nos que o grupo é pequeno e não é muito poderoso, mas pode tornar-se devido às afirmações do Presidente norte-americano, conseguindo recrutar pela exposição que lhes foi conferida. “Proud Boys – stand back and stand by.” – foi assim que Trump “condenou” o grupo extremista, que entretanto se aprovou da afirmação para se promover.

No debate da última sexta-feira, depois de ser questionado sobre a forma como Donald Trump vê a organização Black Lives Matter novamente, Donald Trump reiterou ser a “pessoa menos racista naquela sala“, ao que Joe Biden respondeu com “Aqui o Abraham Lincoln [Trump] é um dos Presidentes mais racistas que tivemos na história moderna.“, frase que marcou o debate como um todo. “Começou a sua campanha a dizer que vai livrar-se dos violadores mexicanos, ele baniu muçulmanos simplesmente por serem muçulmanos.

Donald Trump defendeu-se dizendo que “desde Abraham Lincoln, ninguém fez o que ele fez pela comunidade negra“, ao contrário de Biden, que aprovou a Crime Bill em 1994, responsável por colocar dezenas de milhares de americanos nas cadeias, especialmente americanos negros. “Eles lembram-se que os trataram muito mal.

O ex-Vice-Presidente prometeu alterar a Crime Bill em questão, pedindo desculpa pelos danos que a mesma veio a causar, embora isso não apague a forma como isso alterou dinâmicas familiares durante décadas.

As conclusões de dois debates em sobe-desce

Embora Donald Trump tenha prometido, no primeiro debate, que não faria uma transferência de poder pacífica caso os Democratas vençam as eleições, as águas parecem ter acalmado. Isso notou-se na apresentação do Presidente no segundo e último debate, em que Donald Trump demonstrou uma postura mais ponderada nas suas intervenções.

Quando a Joe Biden, o candidato democrata prometeu que, sendo eleito, será Presidente de todos os Estados americanos, combatendo a forma como os dois candidatos frequentemente se referenciaram aos Estados, apelidando-os de Estados vermelhos (Republicanos) ou Estados azuis (Democratas), durante este último debate.

As eleições norte-americanas acontecem no próximo dia 3 de novembro. Numa corrida história às urnas, mais de 50 milhões de cidadãos já votaram antecipadamente naquela que promete ser uma das eleições mais decisivas da história recente.

Mais Artigos
Inês Aires Pereira
Inês Aires Pereira é a nova aposta para ficção da TVI