Cristina Ferreira
Fotografia: SIC

Cristina Ferreira esteve para renovar contrato com a SIC até 2025

A apresentadora passaria a auferir mais 10 mil euros mensais na nova proposta contratual

O dia 17 de julho de 2020 marcou o fim do vínculo entre Cristina Ferreira e a SIC, estação que acolhia a apresentadora há menos de dois anos. Dado o sucesso a nível de audiências, a estação tinha proposto, sabe-se agora, a renovação antecipada do contrato, que só cessava em novembro de 2022.

A informação consta no processo judicial, a que a TV 7 Dias teve acesso, em que a SIC exige à apresentadora o pagamento de mais de 20 milhões de euros pelo incumprimento do contrato. A 26 de junho, Daniel Oliveira, diretor-geral da SIC, endereçou a proposta de renovação a Cristina, por e-mail.

Tendo em conta a história que estamos a fazer na televisão portuguesa, e que queremos continuar a escrever em conjunto durante muito tempo, venho formalizar uma proposta de renovação antecipada do teu atual contrato de prestação de serviços, que gostaríamos de anunciar no próximo dia 8 de setembro“, escreveu o diretor.

A renovação estenderia o contrato, que cessava no dia 30 de novembro de 2022, até 31 de dezembro de 2025. Cristina Ferreira veria também a sua remuneração mensal aumentar dos 80 mil para os 90 mil euros.

A apresentadora, segundo consta no processo, “à data da cessação do contrato, havia assumido o compromisso de participar em projetos“. Entre eles, estavam as edições de 2020 e 2021 dos Globos de Ouro, a condução do formato de talentos O Outro Nível e de um programa para a plataforma de streaming da estação, que deveria ter sido gravado em setembro. Para além destes, ao longo da sua ligação com a SIC foram-lhe propostos vários projetos, que a apresentadora declinou.

Menos de um mês depois de ter recebido a proposta de renovação, a apresentadora cessou unilateralmente o vínculo que mantinha com a estação de Paço de Arcos. No dia 17 de julho, numa reunião com o diretor de programas da estação e Francisco Pedro Balsemão, presidente executivo do grupo Impresa, a apresentadora frisou que “tinha sido feita uma proposta pela TVI e que estava a pensar aceitar“.

SIC alega “ilicitude da conduta” de Cristina

Horas depois comunicou a sua saída, posição formalizada por escrito“, consta no processo judicial. A 23 de julho, a SIC respondeu a Cristina, “refutando a licitude da cessação do contrato” e dando-lhe “dez dias para apresentar os fundamentos que sustentassem aquele comportamento“.

A apresentadora não apresentou nenhuma resposta dentro do prazo estipulado e a SIC deu o contrato por terminado a 5 de agosto. No dia seguinte, Cristina respondeu à estação, “rejeitando a ilicitude da sua conduta“. A 23 de setembro, dia que marcou a estreia do novo formato da apresentadora naquela que definiu como a “casa-mãe, a SIC deu entrada do processo no Tribunal Central Cível de Lisboa.

A SIC exige uma indemnização de 20 287 084, 54 euros, um valor que resulta da cláusula e dos “lucros que a estação vai perder com as chamadas de valor acrescentado, publicidade, patrocínios e ações comerciais“.

Apresentadora violou o dever de confidencialidade

A estação de Paço de Arcos considera igualmente que a apresentadora violou a cláusula de confidencialidade que constava no contrato de prestação de serviços. No documento, ambas as partes se comprometiam a não divulgar “quaisquer factos, informações, dados ou documentos de que tomem conhecimento na execução do presente contrato, ou em virtude do mesmo“.

A SIC entende que Cristina revelou “informações relativas ao contrato, nomeadamente aos seus termos e conteúdo“, permitindo ao grupo Media Capital formular a proposta de contrato que Cristina acabou por aceitar.

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