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Fotografia: EF

Herman José vê-se a fazer novelas “daqui a uns anos”

Em entrevista à TV7 Dias disponibilizada na íntegra este domingo, Herman José confessa que já foi convidado para uma novela na SIC e que, apesar de lhe ser “impensável fazer na altura“, é algo que que se vê a fazer no futuro.

“Quando não tiver já cara para apresentar”. É assim que Herman José comenta a possibilidade de participar em novelas no futuro, algo que não podia aceitar até ao momento, devido aos espetáculos ao vivo. Do mesmo modo, explica que tipo de papéis gostaria de interpretar: “Se eu tiver saúde, memória e arte aos 80 anos, vou adorar fazer como faz o Ruy de Carvalho. Um bom avô, um criminoso… Desde que [o personagem] seja servido pela idade que eu tenha na altura…”.

Na mesma entrevista, o apresentador da RTP de 66 anos recorda o passado com um olhar no futuro, afirmando que “a passagem do tempo não é uma doença, mas é uma inevitabilidade para a qual nos temos de preparar com muita inteligência”.

Ao recordar a carreira, Herman José explica que para ser dono de uma boa carreira é preciso possuir três coisas: “talento“, “uma grande capacidade de trabalho” e “uma coisa que nós não dominamos, que é a sorte“. Quanto aos dois primeiros, o apresentador assegura que tem. Já em relação à última, afirma que lhe saíram “várias sortes grandes na vida“, entre elas Nicolau Breyner, César de OliveiraCarlos Paião, Pedro Osório, José Niza,  José Fragoso e Emídio Rangel.

A RTP e o ‘Cá Por Casa’

Quanto à estadia na RTP, Herman José revelou à TV7 Dias que os contratos são renováveis de dois em dois anos e que neste momento estão a meio de um. No entanto, o apresentador não tem intenção de abandonar a estação de modo algum. “Pretendo continuar cá, sem dúvida”, refere.

Sobre ao programa que dirige, afirma: “É um formato que tem tudo”. Com o confinamento provocado pela pandemia de Covid-19, a cara do o ‘Cá Por Casa’ admite que houve uma quebra no ritmo de trabalho, mas que tudo foi ultrapassado. “Escrevia o guião, cada ator fazia o seu papel e era muito giro porque parecia que estávamos uns com os outros. Eram programas de 40 minutos. Fizemos cinco “Diários de uma Quarentona” e correram lindamente”, explica.

Questionado sobre o que gostaria de fazer caso o formato que gere atualmente deixasse de fazer sentido, Herman José lança: “Hoje em dia, com tudo o que vivi, tudo o que conheço e com a experiência que tenho, poderia sempre fazer um belíssimo programa de entrevistas daqueles de final de noite. Não forçosamente na RTP1, até poderia ser na RTP2. Daqueles profundos e longos”. Ao encargo de um programa do género, revela que gostaria de entrevistar qualquer pessoa. “Qualquer pessoa com vida e com interesse pode ser gira”, finaliza.

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