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Covid-19. YouTube remove vídeos com desinformação sobre vacinação

O Facebook havia já anunciado medidas semelhantes

Numa fase em que continuam a decorrer, um pouco por todo o mundo, ensaios clínicos de vacinas que combatam o coronavírus, o YouTube anunciou que irá remover os vídeos que propaguem desinformações sobre vacinação. Uma medida que segue o exemplo do Facebook.

Foi esta semana que o YouTube deu mais um passo no combate à desinformação relacionada com conteúdos sobre vacinação que, dentro das suas plataformas, colocam em causa os ensaios clínicos relativos ao novo coronavírus. As novas regras ditam que vídeos que acusem a vacina de matar pessoas ou torná-las inférteis, bem como todos os conteúdos audiovisuais que promovam teorias da conspiração — caso da acusação de colocações de microchips nos pacientes — serão prontamente removidos.

Em declarações ao The Verge, o porta-voz do YouTube, Farshad Shadloo, explicou que “a vacina para a Covid-19 pode estar iminente, assim temos de nos assegurar que temos as políticas corretas para remover desinformação sobre a vacina”. No fundo, serão apagados os vídeos que multipliquem informações que vão contra aquelas que são defendidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelas autoridades sanitárias nacionais competentes.

Facebook
A rede social Facebook havia já anunciado medidas semelhantes l Fonte: Visual Hunt

O anúncio da plataforma da Google surge um dia depois da intenção expressada pelo Facebook, no dia 13, de proibir publicações que desencorajem a vacinação. “Mesmo que especialistas em saúde pública considerem que não teremos vacinas aprovadas e amplamente disponíveis contra a Covid-19 tão cedo, há coisas que as pessoas podem fazer para se manterem saudáveis e seguras, como tomar a vacina contra a gripe sazonal”, reiterou a empresa tecnológica, em comunicado.

A rede social tinha inclusive já banido informações que fossem identificadas como falsas por instituições de saúde como a OMS e os Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos. O Facebook continuará, ainda assim, a permitir publicações que sejam contra ou a favor de regulamentos governamentais sobre vacinas. Os esforços na promoção da vacinação vão culminar numa campanha informativa, a ser lançada nos Estados Unidos, sobre a vacina contra a gripe sazonal.

Neste momento, inúmeras empresas como a Pfizer, a Moderna ou a Johnson & Johnson estão a desenvolver vacinas contra o coronavírus. Em todo o mundo, o número de vítimas mortais aproxima-se dos 1,1 milhões, com perto de 39 milhões de casos confirmados e cerca de 27 milhões de curados.

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