#aovivooumorto

#aovivooumorto une salas de espetáculos “para que o circuito não morra”

A rede Circuito criou o movimento #aovivooumorto para alertar para as dificuldades passadas pelas salas de espetáculos na crise gerada pela pandemia de Covid-19. Este sábado (17), vários espaços de música ao vivo manifestam-se por todo o país.

Lux Frágil (Lisboa), Maus Hábitos (Porto), Carmo 81 (Viseu) e Sociedade Harmonia Eborense (Évora) estão a organizar um protesto que contará com artistas e outros trabalhadores do setor e apelam à participação dos espetadores. O objetivo é criar uma fila para entrar nas salas de espetáculo, que estarão encerradas.

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O simbolismo do protesto pretende evidenciar as dificuldades do setor nacional da música e das artes do espetáculo e o perigo da “perda irreparável desta rede de palcos”, segundo comunicado da Circuito à imprensa. A organização apela à “implementação urgente de medidas de apoio e estratégias públicas de proteção e valorização do setor”.

Associada à iniciativa estão nomes como Gisela JoãoTomás Wallenstein Hélio Morais. O fundador do Maus Hábitos, Daniel Pires, defende o reconhecimento das salas de espetáculo “enquanto espaços de intervenção cultural, e dos seus programadores como agentes culturais ativos”.

Circuito é constituída por 27 salas de todo o país. Em 2019, estes espaços contabilizaram um total de 7.537 atuações musicais para uma audiência de mais de um milhão de pessoas, de acordo com dados fornecidos pela rede de salas.

Esta semana ficou-se a saber que o Orçamento de Estado para 2021 prevê um despesa total consolidada para a Cultura de 563,9 milhões de euros. Os números representam uma subida de 7,73%, mas ficam aquém da meta do 1% da totalidade da despesa da Administração Central.

Espalha-Factos irá estar presente nas iniciativas do Lux Frágil, em Lisboa, e no Maus Hábitos, no Porto, e reportará os acontecimentos da fila, “para que o circuito não morra”.

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