Curtas
Fonte: Curtas Vila do Conde

Já se conhecem os vencedores do 28.º Curtas Vila do Conde

The Unseen RiverNoite Turva são os grandes vencedores do 28.º Curtas Vila do Conde. O festival de Cinema terminou este domingo (11).A cerimónia de encerramento concluiu um evento marcado pelos efeitos da pandemia da covid-19. Uma sala com lugares interditos para haver distância de segurança, uma plateia cheia de máscaras e desinfetante em todos os cantos. Vários dos premiados não puderam marcar presença para receber os prémios no palco, mas enviaram os seus agradecimentos por vídeo.

Na Competição Internacional, o Grande Prémio foi para The Unseen River, do vietnamita Pham Ngoc Lân. A curta-metragem Elo, de Alexandra Ramires, ganhou o prémio de Melhor Animação, Hidden, do ativista Jafar Panahi, de Melhor Documentário e Dustin, de Naïla Guiguet, o de Ficção. Já o Prémio do Público foi para Physique de la Tristesse de Theodore Ushev.

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Noite Turva, de Diogo Salgado, venceu o prémio de Melhor Filme na Competição Nacional. O galardão de Melhor Realizador foi para Sandro Aguilar pelo seu trabalho em Armour. O reconhecimento do público foi para O nosso reino, de Luís Costa. O Curtas nomeou ainda o filme Nha Mila, de Denisa Fernandes, como candidato aos Prémios do Cinema Europeu, na categoria de curta-metragem.

Na categoria Take One!, o prémio de Melhor Filme foi para I Don’t Like 5PM, de Francisco Dias, aluno da Escola das Artes da Universidade Católica. Já o Melhor Realizador foi Luca Tavares, pelo trabalho feito em Cores de Outono.

South venceu o prémio da Competição Experimental. Na categoria Curtinhas, o grande vencedor foi To: Gerard. O galardão My Generation foi para I, Julia e o vencedor da Competição Vídeos Musicais foi o videoclipe da música VaiVai dos Batida apresenta: IKOQWE, Ikonoklasta.

Para o ano há mais “com ou sem pandemia”

Durante a cerimónia de encerramento, um dos diretores do Curtas Vila do CondeMiguel Dias, criticou a proposta de alteração da Lei do Cinema que vai a votos na próxima terça-feira. “A proposta será uma lei nova, mas que já nasce obsoleta”, afirmou o responsável do festival. Miguel Dias acredita que a proposta vai “esvaziar orçamentalmente o Instituto do Cinema e do Audiovisual”.

Apesar das contrariedades da pandemia, o diretor do Curtas acredita que evento ultrapassou as dificuldades. O festival conseguiu chegar “a um grupo alargado”, valorizou o Cinema português e “cumpriu a sua função de internacionalização” das obras apresentadas, disse Miguel Dias.

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A presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Elisa Ferraz, destacou que o Curtas Vila do Conde aconteceu num contexto de pandemia devido ao esforço da organização. A autarca manifestou a sua “enorme satisfação” da cidade ter acolhido “neste momento diferente, ter levado efeito um festival de enorme sucesso”.

Por último, ficou uma nota sobre o futuro. Está confirmada a 29.ª edição do Curtas, a realizar-se entre 10 e 18 de julho de 2021. Miguel Dias garantiu que o festival vai regressar na data prevista “com ou sem pandemia, com ou sem desinfetantes e restrições”.

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