Variações Prémios Sophia
Variações (Fotografia: Divulgação)

Prémio Autores: ‘Variações’ destaca-se no cinema, RTP na televisão

Variações foi o único filme a vencer em mais que uma categoria na área de cinema dos Prémios Autores 2020, atribuídos pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). A RTP destacou-se nos galardões televisão.

O filme de João Maia conquistou o prémio de melhor argumento e o de melhor ator para Sérgio Praia, protagonista da película, que encarnou António Variações no grande ecrã. Variações voltou a sair multiplamente premiado, tal como aconteceu nos Prémios Sophia, da Academia Portuguesa de Cinema.

Quanto à melhor atriz, foi dado o epíteto a Margarida Vila Nova, pelo papel de Maria em Hotel Império, de Ivo M. Ferreira. A pelicula gravada em Macau centra-se em Maria e no esforço em manter o local onde viveu toda a vida no Hotel Império, na antiga colónia portuguesa.

Vitalina Varela, de Pedro Costa, foi eleito o melhor filme. A história gira em torno da adaptação de uma cabo-verdiana a Portugal, onde acabou de chegar depois do funeral do marido. O projeto já tinha sido distinguido com o Leopardo de Ouro, prémio máximo do Festival de Locarno de 2019.

RTP arrecada dois dos três prémios de televisão

Sul

Série Sul/RTP1

Em relação aos prémios de televisão, a atriz Margarida Vila Nova e o realizador Ivo M. Ferreira também tiveram um projeto premiado. A série Sul foi eleita o melhor programa de ficção. O projeto passou na RTP1 e contou com o argumento de Edgar Medina e Guilherme Mendonça.

O melhor programa de entretenimento no pequeno ecrã foi para o magazine Armário da RTP2. O projeto com autoria de Joana Barrios dedica-se à moda e pretende “pretende oferecer perspetivas menos óbvias e pessoais“, segundo a sinopse do programa, no site da RTP.

Quanto ao melhor programa de informação, a distinção foi para uma reportagem da SIC. Plástico nosso de cada dia, da autoria da jornalista Carla Castelo, sobre a monitorização dos microplásticos nos Açores, recebeu o prémio.

Destaque também para o Prémio Vida e Obra, que foi atribuído ao maestro António Victorino D’Almeida. Já o prémio de melhor programação cultural autárquica distinguiu o Município de Leiria.

Este ano não houve gala da atribuição dos Prémios Autores da Sociedade Portuguesa de Autores. “As limitações impostas pelos meses de confinamento impediram a SPA de organizar, no final de março passado, a gala televisiva no CCB para a entrega dos prémios anuais para todas as disciplinas criativas e artísticas”, refere a entidade no seu site.

A Sociedade Portuguesa de Autores garante que em 2021 vai voltar a realizar-se a tradicional gala de entrega de prémios. Ainda sem data definida, é certo que vai ficar agendada para o outono do próximo ano.

Os vencedores nas várias categorias foram divulgados no site da SPA.

* com Pedro Miguel Coelho