Miguel Guerreiro
Imagem: Divulgação

Entrevista. Miguel Guerreiro já não é o miúdo de ‘Uma Canção Para Ti’

Miguel Guerreiro prepara-se para apresentar novos temas originais em português, iniciando a nova etapa da sua carreira com o lançamento do single Nunca Paras, esta sexta-feira (9). Esta nova fase representa “um novo Miguel“: “atualmente estou a fazer aquilo que gosto, antigamente não o fazia“.

O jovem Miguel Guerreiro tornou-se conhecido do grande público ao participar, em 2008, na primeira edição do formato Uma Canção Para Ti, do qual saiu vencedor. A participação num anúncio publicitário a uma marca japonesa, em 2011, levou-o àquele que tem sido o grande palco da sua carreira: o Japão.

Agora, e depois de já ter editado três álbuns em solo nacional, Miguel Guerreiro assume querer uma viragem no seu trajeto – “eu, na altura, não fazia as minhas músicas, por isso eu não me identificava a nível pessoal com aquilo que eu cantava” -, pretendendo igualmente focar-se em fazer música em Portugal.

Preparas-te agora para iniciar uma nova etapa na tua carreira, com o lançamento de novos temas originais em português. O que é que podemos esperar deste recomeço?

É um novo Miguel com mais idade, com uma nova essência, com uma nova vibe, com letras mais maduras: basicamente é isto. Espero que as pessoas gostem deste novo Miguel porque atualmente estou a fazer aquilo que gosto, antigamente não o fazia. Agora também já componho as minhas canções juntamente com produtoras que já estão neste mundo há muito tempo.

O que é que podes desvendar, para já, do que vem aí?

É um single que fala bastante de mim e que eu acho que é bastante comercial. Acho que muitas das pessoas passam por isso.

Depois desta nova música, estão previstas outras?

Sim, eu estou a pensar em ir lançando singles, single single.

Miguel Guerreiro
O jovem artista apresenta-se agora “com uma nova essência” a nível musical. Imagem: Divulgação

Que diferenças sentes, a nível musical, em relação ao teu último álbum, lançado em 2015?

É bastante diferente: eu, na altura, não fazia as minhas músicas, por isso eu não me identificava a nível pessoal com aquilo que eu cantava. Ou seja, acabava por cantar aquilo que as editoras me estavam a pedir.

Que tarefas é que ocupas na elaboração destes novos temas?

Eu, normalmente, faço parte de todo o processo, embora não faça tudo. Tenho sempre pessoas ao meu lado. Funciona sempre como um writing camp: há sempre várias pessoas a trabalhar e chegam a sair seis ou sete músicas em que estão inseridos vários produtores, vários intérpretes, várias pessoas que estão ligadas ao mundo artístico.

Gostas de ter um controlo, um certo domínio sobre todas as áreas?

Sim, eu estudei Produção Musical e é algo de que gosto muito. Eu sou apaixonado por tudo o que está relacionado com a música.

Que identidade musical pretendes construir?

O registo musical é um bocado global. Hoje em dia, eu acordo e se me der uma vibe, se estiver virado para aquela vibe, eu vou fazer aquilo. Como acordo noutro dia com outra vibe, é um bocado relativo.

Sentes que agora já adquiriste maturidade para consolidares uma identidade musical?

Claro. Porque, como já tinha dito, nos outros álbuns, eu não fiz nada, eu não fiz parte da produção e, hoje em dia, já estou a fazer mesmo aquilo que eu quero e aquilo que eu gosto e é este o caminho que eu quero traçar. Muitas pessoas viam o Miguel Guerreiro como o ‘Miguel pequenino’, eu hoje em dia quero definir o Miguel, há muito tempo que eu não defino o Miguel. Hoje em dia quero definir-me enquanto pessoa e enquanto artista e traçar o meu caminho.

Como é que esperas que seja a reação do público a este novo tema, Nunca Paras?

Espero que seja agradável, não vou mentir. Espero que o pessoal curta, possa partilhar e, se calhar, ouvir quase todos os dias.

Tens recebido mensagens de pessoas que acompanharam o início da tua carreira a querer saber o que é que tens andando a fazer?

Sim, agora no Dia Internacional da Música [1 de outubro], meti uma fotografia de Uma Canção Para Ti no Instagram e as pessoas queriam saber mais de mim e falavam do meu lado no Japão, porque sabem que eu estive no Japão durante muito tempo. E, sim, através dessas fotos que lembram o Miguel Guerreiro têm-me enviado muitas mensagens.

Falando do Japão, essa incursão no país asiático está terminada ou ainda tencionas manter a ligação?

Terminada não está, eu ainda continuo com um contrato lá. Agora com o Covid é um bocado complicado, mas eles fazem questão de renovar o contrato e, mal surjam outros trabalhos, estou disponível sempre. É o meu segundo país: sempre me deram tudo, sempre me apoiaram e estarei aqui sempre para os apoiar também.

Gostavas que estes novos trabalhos também chegassem lá e pudesses, por exemplo, fazer concertos lá?

Um dos meus objetivos agora é fazer música cá, focar-me em Portugal, porque já há muito tempo que eu não canto em Português. Mas, claro que sim, eu estou a lançar este single agora e porque não pensar em lançar em japonês?

Desde que o público te conheceu, no formato Uma Canção Para Ti, o que é que tens andando a fazer?

Eu estive no Japão, lancei vários álbuns com a Universal Music [do Japão], era um sucesso lá e atingi montes de views no Twitter e no YouTube. Aquilo disparou mesmo completamente, nem eu mesmo estava à espera. Normalmente um artista internacional não é muito acarinhado pelo público japonês porque eles acarinham muito o que é deles. Depois, ganhei o Globo de Ouro – Jovem Revelação, o que foi muito gratificante para mim, porque não é qualquer um artista internacional que ganha um prémio desses lá. Até agora, só ganharam dois. Depois, em Portugal, estudei Produção Musical durante três anos, dado que queria ganhar uma base não só como intérprete, mas também como produtor musical, queria perceber mais de como era todo o processo de fazer uma canção.

Como é que surge a oportunidade de agora fazeres novas músicas?

Foi através da minha agência atual, a Mohit: eu mostrei-lhes os meus sons que também faço como produtor, eles gostaram e criámos um ligação muito boa.

Fazendo um regresso às origens, pode-se dizer que o formato Uma Canção Para Ti foi a rampa de lançamento da tua carreira musical?

Sim, pode-se dizer que sim. Na altura eu tinha 10 anos, gostava de cantar, mas não previa que pudesse fazer parte da minha vida ser artista. Com 10 anos acho que ninguém pensa ‘vou ser doutor, vou ser bombeiro’.

Achas que essa experiência deu-te mais à-vontade para o que fazes hoje?

Acho que sim, acho que a experiência ganha-se ao longo da vida. Eu tive a oportunidade de, depois de ganhar o concurso, fazer vários concertos, fazer muita estrada, conheci muita gente.

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