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Louise Gluck em 1977.

Louise Glück vence o Nobel da Literatura 2020

Na manhã de quinta-feira, 8 de outubro, a Academia Sueca distinguiu a poeta norte-americana Louise Glück com o Prémio Nobel da Literatura de 2020.

O mais alto galardão do mundo literário foi atribuído à poeta e ensaísta americana Louise Glück pela sua “inconfundível voz poética que torna a experiência individual, com a sua austera beleza, universal”.

Louise Elizabeth Glück, professora na Universidade de Yale, nasceu em 1943 em Nova Iorque. A poeta é uma das mais galardoadas autoras americanas, tendo ganho já o  Prémio Pulitzer, o National Book Award e o National Book Critics Award, entre outros. É autora de catorze coleções de poesia e duas coleções de ensaios. Livros como Triumfo de Aquiles e Ararat tornaram-na célebre nos Estados Unidos da América e pelo mundo fora.

O presidente do júri salientou que na sua obra, apesar de autobiográfica, “Glück não é confessional – procura o universal”. O seu trabalho é conhecido pela sua intensidade emocional, recorrendo ao mito, história e natureza como instrumentos para analisar a existência e vida moderna, assim como a vida familiar. A sua poesia é cândida, inteligente, de composição refinada, mas que procura ser entendida.

Este ano, devido ao contexto pandémico, os Prémios Nobel não serão dados em pessoa, na tradicional cerimónia que costuma ocorrer em Estocolmo. Os laureados de 2020 serão convidados a estar presentes na cerimónia de 2021. A cerimónia deste ano, assim como as palestras que normalmente seguem o anúncio da atribuição dos prémios, será digital.

O Prémio Nobel da Literatura é atribuído desde 1901. Desde então, 112 prémios foram atribuídos. Louise Glück é a 16.ª mulher a vencer o Prémio Nobel. A primeira foi a sueca Selma Lagerlöf, em 1909. Glück é a 30.ª laureada que escreve em língua inglesa, a mais representada nos Prémios Nobel da Literatura. Até hoje, apenas um vencedor escrevia em português: José Saramago, cuja vitória celebra hoje 22 anos.

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