Bong Joon-ho nos Golden Globes

Tilda Swinton escreve tributo a Bong Joon Ho

A atriz descreve Bong como "uma dádiva para o mundo do cinema"

Tilda Swinton escreveu um tributo a Bong Joon Ho, que foi eleito pela revista TIME como uma das 100 pessoas mais influentes de 2020. A atriz já fez parte do elenco de dois dos seus filmes, Okja Snowpiercer, sendo que este último foi agora adaptado para série, na Netflix. Em Cannes, Bong Joon Ho conquistou a Palma de Ouro, e em fevereiro fez história nos Óscares: Parasite foi o primeiro filme sul-coreano a vencer Melhor Filme na maior cerimónia do cinema de Hollywood.

Swinton descreveu Bong como “o realizador que, em 2020, surgiu na visão de todo o planeta de cinéfilos como um novo sol. Inteligente, talentoso, supremo erudito do cinema, exuberante, irreverente, determinado, profundamente romântico, com um gosto voraz pelo absurdo, um homem de princípios, minucioso, e compreensivo: os seus filmes sempre foram assim. O mundo é que só agora se apercebeu.”

Swinton continua: “Ele é o cúmulo do cinéfilo, fanboy sofisticado sem uma gota de arrogância ou cinismo: ele é um dádiva para o mundo do cinema. E a pessoa? Doce, leal, divertido, acolhedor, brincalhão, sincero, especialmente engraçado quando bebe, ferozmente familiar, gloriosamente tonto, bondoso em falta. Um diamante.”

bong joon ho
Tilda Swinton e Bong Joon Ho no set de Okja. Imagem: Barry Wetcher / Netflix

Na noite dos Óscares, em 2020, Bong ainda levou para casa os Óscares de Melhor Realizador, Melhor Filme Internacional e Melhor Argumento Original pelo seu filme Parasite. Para além disto, o filme foi também um sucesso de bilheteira, faturando um total de mais de 221 milhões de euros.

Embora já tenha anunciado que planeia lançar um novo filme, Bong está a trabalhar, de momento, numa adaptação de Parasite para a HBO. Rumores indicam que Tilda Swinton e Mark Ruffalo ocuparão os papéis principais. Entretanto, Swinton esteve envolvida na aclamada curta-metragem de Pedro Almodóvar, The Human Voice (A Voz Humana), que estreou no Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Podes ler o texto de Swinton para a TIME, na íntegra, aqui.

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