claustros mosteiro dos jeronimos

Museus e monumentos com menos 70% de visitantes devido à pandemia

Determinação do Estado de Emergência devido à pandemia e consequente encerramento destes espaços teve um forte e negativo impacto

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) informou, esta quarta-feira (23), que os museus, monumentos e palácios portugueses receberam quase menos 70% de visitantes durante o primeiro semestre do ano, em comparação com equivalente período homólogo.

Essa considerável queda de visitas foi motivada, em larga escala, pelo contexto pandémico, que forçou o encerramento, entre 14 de março e 17 de maio, desses espaços culturais, uma das imposições do Governo para conter a propagação do novo coronavírus.

A DGPC especificou que os 25 museus, monumentos e palácios sob tutela governamental receberam, nos primeiros seis meses de 2020, cerca de 701.047 visitas. No mesmo período em 2019, estes espaços foram visitados por mais de dois milhões de pessoas (2.308.430).

Em declarações à agência Lusa, a instituição que gere o património cultural português divulgou também que, no início deste ano, assistiu-se, porém, a uma subida dos acessos a museus, monumentos e palácios, em comparação com o ano anterior.

No mês de janeiro, houve um incremento de 4,9%, representativo de 257.813 entradas (mais 12 mil que em 2019); o aumento no mês de fevereiro atingiu os 6%, que se traduz em 287.579 visitantes (superiores aos 271.304 no ano passado).

Em queda consecutiva

Em março, altura em que o executivo decretou o Estado de Emergência (dia 18), ordenando o encerramento de portas, registou-se uma quebra abrupta de 74,7% no número de visitas aos edifícios culturais, que se fixaram em 96.418 — no mesmo mês de 2019, haviam sido 381.577.

Os museus, monumentos e palácios portugueses estiveram totalmente encerrados durante o mês de abril. Por essa altura, em 2019, o número de visitas ascendera a 466.448.

A reabertura parcial dos 25 edifícios patrimoniais sob tutela ocorreu a 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus —, mas o impacto da evolução epidemiológica foi visível: até ao final do mês, houve 12.017 visitas, bem aquém das 509.447 registadas em maio de 2019.

Com os 25 museus, monumentos e palácios portugueses reabertos na totalidade ao público, já em junho, a descida do número de visitas abrandou relativamente. Neste mês, verificaram-se um total de 47.220 entradas. No mesmo período em 2019, registaram-se 433.860.

No último mês do semestre, o Convento de Cristo, em Tomar, e o Palácio Nacional de Mafra acolheram seis mil visitantes. O Mosteiro da Batalha, em Leiria, e o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foram visitados por mais de quatro mil pessoas, bem distantes das dezenas de milhares de curiosos que acederam no ano anterior.

De acordo com a DGPC, a quebra de 89,1% nas entradas em museus, monumentos e palácios nacionais foi causada pela ausência de 70% de visitantes estrangeiros, vulgo turistas, em solo português.

Números globais

Os cinco edifícios nacionais mais visitados no primeiro semestre de 2020 (de janeiro a junho) foram o Mosteiro dos Jerónimos, com 152.845 visitas (545.576 em 2019), a Torre de Belém, em Lisboa, visitada por 84.601 pessoas (em 2019 foram 243.611), o Palácio Nacional de Mafra, com 70.607 entradas (148.737 em 2019), o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, visitado por 47.360 pessoas (128.807 no ano passado) e, por fim, o Convento de Cristo, em Tomar, que recebeu 42.364 pessoas (153.641 em 2019).

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