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Estados Unidos bane TikTok e WeChat. China ameaça retaliar

Novo episódio na polémica entre a rede social TikTok, a China, e a administração dos Estados Unidos. A partir deste domingo (20), deixará de ser possível descarregar as aplicações WeChat e TikTok das lojas de aplicações do país norte-americano.

Segundo o portal Deadline, a informação foi anunciada pelo Departamento Comercial dos Estados Unidos da América. “Em resposta às Ordens Executivas do Presidente Trump assinadas a 6 de agosto de 2020, o Departamento do Comércio anunciou hoje (18) as proibições de transações relacionadas aos aplicativos móveis WeChat e TikTok para salvaguardar a segurança nacional dos Estados Unidos”, refere o comunicado.

O Departamento Comercial dos EUA justifica a decisão pelas possíveis intenções obscuras do governo chinês. “O Partido Comunista Chinês demonstrou que possui os meios e tem a intenção de utilizar essas aplicações para ameaçar a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos”, clarifica o organismo estatal.

WeChat e TikTok são ambas aplicações digitais de empresas chineses. A primeira é um serviço multiplataforma de mensagens instantâneas, desenvolvido pela Tencent desde 2011. Já a TikTok pertence à ByteDance, que já chegou a acordo com a Oracle para vender a sua parcela referente aos EUA. Os dois países vão emitir ainda o seu parecer aos termos do negócio.

Em relação à rede social de vídeos, há outro prazo a ter em conta presente no anúncio oficial. “O Presidente dá até 12 de novembro para se resolverem os problemas de segurança nacional colocados pelo TikTok. As proibições poderão ser levantadas consoante as circunstâncias“, esclarece o Departamento do Comércio.

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China acusa EUA de perseguição, TikTok repudia decisão

O estado chinês já reagiu à decisão com acusações de bullying por parte da administração norte-americana. “A China urge os EUA a abandonar o bullying, a cessar as suas ações ilícitas e a manter seriamente a ordem e as regras internacionais justas e transparentes”. A declaração está presente no comunicado do Departamento de Comércio Chinês e divulgada pelo jornal The Guardian.

O país liderado por Xi Jinping deixa ainda uma ameaça com a tomada de medidas contra o país norte americano. “Se os EUA insistirem em seguir o seu próprio caminho, a China tomará as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, avisa a República Popular da China.

A própria TikTok lamentou a postura da administração de Donald Trump ao proibir o seu descarregamento. Citado pela France Press, um dos responsáveis da aplicação salienta ter apresentado todas as garantias de segurança dos utilizadores. A aplicação tem “níveis sem precedentes de transparência e responsabilidade suplementares, muito além do que as outras aplicações estão prontas a fazer“, segundo a declaração. “A verificação da segurança do código e a vigilância pelo governo americano da segurança dos dados nos Estados Unidos” são exemplos da defesa dos dados dos utilizadores da TikTok.

A rede social TikTok é muito popular entre os adolescentes, tendo cerca de 100 milhões de utilizadores nos EUA e quase mil milhões em todo o mundo.

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