Billie Eilish: “Não abraço os meus melhores amigos e vocês andam aí em festas”

“Que engraçados”. Em tom de ironia, e em jeito de crítica a todos aqueles que não respeitam as medidas sanitárias de distanciamento social, a cantora Billie Eilish apontou o dedo a quem participa em ajuntamentos concentrados, em plena pandemia mundial provocada pelo novo coronavírus.

Por todo o globo, várias celebridades e pessoas anónimas têm participado, de forma legal ou ilegal, em autênticos aglomerados em festas onde o distanciamento físico e o uso de máscara são habitualmente ignorados. De Justin Bieber a Kylie Jenner, as críticas continuam a chegar assertivamente por parte dos internautas.

Através de um pequeno vídeo publicado nas stories do Instagram, Billie Eilish desabafou com os fãs. “Engraçado como eu não abraço os meus melhores amigos há seis meses e vocês andam aí em festas”, afirmou a jovem cantora que venceu quatro Grammy’s este ano, incluindo o de Melhor Álbum.

Recentemente, o seu irmão e produtor afirmou, em entrevista ao jornal australiano The Herald Sun, que o segundo álbum de estúdio de Billie Eilish apenas será editado quando for seguro realizar uma digressão ao vivo. “Os nossos álbuns vão ser álbuns-vacina. Quero que sejam os álbuns que toda a gente irá dançar na ruas”, concluiu Finneas.

Para lá do mais recente fenómeno da música norte-americana, outros artistas têm falado abertamente sobre o vírus, bem como das suas consequências. Três semanas depois dos prémios da MTV Video Music Awards, onde alertou de forma recorrente para o uso de máscara, Lady Gaga admitiu em entrevista à Billboard que se sentiu “assustada” aquando do início da pandemia, chegando mesmo a ter medo de sair de casa.

Também Miley Cyrus abordou a pandemia da covid-19, afirmando que não acredita na velha máxima “don’t worry, be happy. Acredito que preocuparmo-nos é saudável. É por nos preocuparmos que andamos a lavar as mãos, a usar máscaras, a distanciarmo-nos. Sou realista, não ando por aí a dizer que vai ficar tudo bem”, explicou a intérprete de ‘Midnight Sky‘ no programa de rádio Fitzy & Wippa breakfast show. Cyrus afirma ainda que “estamos no fundo do poço”, que “estes são tempos desesperados“, mas que acredita as “pessoas irão superar-se”.

Alertas para a saúde mental pós-confinamento

O confinamento obrigatório que levou milhões de pessoas a ficar, durante meses, fechadas nas suas casas, tornou as questões da saúde mental ainda mais importantes para uma maior qualidade de vida. “Não quero soar ao John Lennon, mas chegou o tempo de concordarmos que temos de tentar salvar [o mundo] juntos”, reiterou o cantor e compositor Marilyn Manson. “Se algo que eu tenha feito num disco contribuir para a saúde mental e a felicidade de alguém, ótimo”, disse o ícone da música rock e metal alternativa, para acrescentar também que “estar fechado em casa tanto tempo pode pesar na saúde mental” de qualquer pessoa.

Camila Cabello
“Vocês são necessários neste mundo. Não estão sozinhos”, escreveu a ex-Fifth Harmony no Instagram

No mesmo sentido, Camila Cabello associou-se à Semana Nacional de Prevenção do Suicídio, que se realizou nos Estados Unidos, para lembrar que “a cada 40 segundos, uma família perde alguém que se suicida”. A cantora deu ainda o seu testemunho, ao revelar que “a coisa mais corajosa” que fez “foi pedir ajuda, quando estava a sofrer. Ser-se humano é difícil. Não fomos feitos para estarmos sozinhos”, continuou, para instar os fãs a estarem atentos aos amigos, pedindo também eles ajuda, se estiverem a ter problemas com a sua saúde mental.

As pequenas – mas perigosas – exceções à regra

Da mesma forma que são incontáveis os músicos e cantores a alertar para os perigos da covid-19, surgem também aqueles que, em menor número, colocam em causa o vírus. O cantor e guitarrista Noel Gallagher, ex-Oasis com o irmão Liam, revelou em entrevista que se recusa a usar máscara como forma de se proteger a si e aos outros de uma possível transmissão. “Não quero saber, escolho não usar máscara. Se apanhar o vírus, a responsabilidade foi minha. Se os outros anormais usarem máscara, não me vão contagiar”, fundamentou.

Já o músico irlandês Van Morrison anunciou que irá lançar um conjunto de canções, em protesto contras as medidas de restrição adotadas pelo governo de Boris Johnson no Reino Unido. “Quero que haja liberdade de escolha. Acho que as pessoas têm o direito de pensar por elas próprias”, afirmou, um mês após ter partilhado um comunicado em que criticava a “pseudo-ciência” e pedia concertos “com a capacidade máxima”.

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